INVENÇÃO DO PSICÓGRAFO
1932 – Harrry Lavery, médico norte-americano, inventa o psicógrafo, aparelho que revela o caráter. Há um século mais ou menos, o Dr. Gall provocou vivo interesse em torno de sua famosa teoria de localização das faculdades mentais, conhecida com o nome de frenologia. Ele imaginara uma relação constante e regular entre as características intelectuais e morais do indivíduo e a forma, desenvolvimento mais ou menos considerável das diversas regiões do cérebro. Gall dividia curiosamente as 37 faculdades humanas, reconhecidas por ele em três grandes grupos, a saber:
1º – Onze faculdades animais: animalidade, filogenitura afetividade, concentratividade, habilitatividade, combatividade, destrutividade, apetite, secretividade, agrupatividade e construtividade.
2º – Treze faculdades afetivas: estima por si mesmo, aprovabilidade, circunspecção, benevolência, veneração, firmeza, esperança, consciência, admiração, idealismo, sublimidade, espírito e irritação.
3º – Treze faculdades mentais: individualismo, configuração, extensão, peso, cor, localidade, número, ordem, eventualidade, tempo, tom, linguagem e comparação.
A despeito de todas as demonstrações da Anatomia e da Neurologia, ainda há quem se deixe seduzir por essa teoria paracientífica, a ponto de se construir um aparelho para ressuscitá-la, como no caso da presente invenção.
Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 4, páginas 718/731.