A
ARANHA
Operária
do invento,
a
aranha constrói
sua
casa ao relento:
Uma
casa de rendas,
só
de janelas,
vazia
por fora,
vazia
por dentro,
onde
ela só -
aranha
-
lavra
seu tento.
Fio
a fio, a prumo, tece
com
argamassa de vento
e
andaimes de pó.
Tece
e inventa,
inventa
e tece
no
fio a prumo,
no
prumo da casa
de
janelas só.
No
frio compasso
de
quem descobre a vida
e
enreda a morte.
Geraldo
Pinto Rodrigues
Geraldo Pinto Rodrigues, escritor e jornalista, nasceu em
Jardinópolis, Estado de São Paulo, a 7 de fevereiro de 1927, filho
de João Baptista de Lima Rodrigues e de Julieta Pinto de Lima
Rodrigues. Realizou os estudos primários em Rancharia e os
secundários nesta capital, cursando o Colégio “Oswaldo Cruz” e
o Colégio Paulistano. Ingressou depois na Faculdade de Filosofia,
Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, onde frequentou,
durante dois anos, o Curso de Filosofia. Em 1955 bacharelou-se em...
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