Mostrando postagens com marcador Dunshee de Abranches. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dunshee de Abranches. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O violino do artista.




O VIOLINO DO ARTISTA

Só lhe restava o mágico violino
nessa vida de eterno sofrimento;
único amigo, um outro peregrino
na rota desgraçada do talento.

Como sentia o mísero instrumento,
nessa alma rude, um lenho pequenino,
que tinha em mãos do dono um sentimento
que era “mais do que humano, era divino!”

E juntos iam ao fulgor das cenas
confundir num adágio as suas penas,
irmãos na glória, gêmeos no tormento!...

Mas morto um dia o artista, gente absurda
quis tocá-lo... mas ah! tinha a alma surda...
já não sentia o mísero instrumento!...

Dunshee de Abranches


João Dunshee de Abranches Moura (pseudônimo: Rabagas), romancista, poeta, jornalista, orador.

Nasceu em 2/9/1867 em São Luís do Maranhão e faleceu em Petrópolis, em 1941. 

Abolicionista e republicano. 

Foi promotor de justiça em Barra do Corda e Grajaú.

Publicou mais de 120 trabalhos, de diversos gêneros.

Obras poéticas: Cartas de Um Sebastianista (1895), Minha Santa Teresinha (1932), Pela Itália (1906), Pela Paz (1895), Selva (1923), Versos de Ontem e de Hoje (1916).


João Dunshee de Abranches Moura foi empossado na presidência da ABI em 13 de maio de 1910, com o apoio integral do grupo que controlava a Associação e prometendo defender a liberdade de pensamento a qualquer custo. Em 1911, foi reeleito para mais dois anos de mandato.

Durante sua administração, várias providências foram tomadas, como a reforma estatutária, aprovada pela Assembléia-Geral de 23 de janeiro de 1911, e a mudança para Associação de Imprensa dos Estados Unidos do Brasil. Constava do novo estatuto a criação da biblioteca e do cargo de bibliotecário... Leia mais aqui: 

Visite também: