SEMPRE
Quando
outrora parti, era em plena alvorada,
A
estrela-d'alva ardia ao cimo da montanha.
E do
planalto olhando, oh surpresa tamanha!
Morria
a estrela-d'alva à beira-mar tombada...
E me
vendo passar nessa corrida estranha
Da
mocidade em flor, me disse a sorte airada:
-
Como hás de ser feliz em tua glória, ganha
Nesta
da vida esconsa e misteriosa estrada?!
Desci:
e anos sem fim, sempre visões ignotas
Que
almas fazem gemer, como naus entre fráguas
Numa
desolação atroz de velas rotas...
O
taças de cicuta! O flores de ópio! Trago-as
De
parcéis em parcéis, de ilhotas sobre ilhotas,
Olhos
para o alto-mar das infinitas mágoas!
Domingos
do Nascimento
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