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sábado, 15 de outubro de 2011

Dedicatória.


DEDICATÓRIA 

Aos poetas que pensam e dizem versos 
mas não os sabem escrever 
e por isso anónimos lhes chamam. 
Nas rochas corroídas pelo sal de outros mares 
navegados para implantar espada cruz e poder 
nas rochas onde o luar desnuda o silêncio 
pulsando canções da noite assim povoada 
e que o sol inflama e semeia 
sobre as efémeras gostas de cacimba 
renovadas com cintilações das estrelas, 
aí eu gravarei seus nomes. 
E os amantes pressentindo 
os hão-de perguntar e saudar. 

Orlando Mendes 

Escritor moçambicano, Orlando Marques de Almeida Mendes nasceu a 4 de Agosto de 1916, na ilha de Moçambique. Licenciou-se em Ciências Biológicas pela Universidade de Coimbra, onde foi assistente e onde se revelou poeta e prosador. Pertenceu aos quadros dos Serviços de Agricultura, foi fitopatologista e Funcionário do Ministério da Saúde. Profundamente influenciado pelo neo-realismo português, o poeta, romancista, dramaturgo, crítico literário, colaborou em diversos jornais moçambicanos e estrangeiros e produziu uma vasta obra literária, como Trajectória (1940), Portagem .(1966), Um minuto de Silêncio (1970), A Fome das Larvas (1975), Papá Operário mais Seis Histórias (1983), Sobre Literatura Moçambicana (1982), entre outros. Recebeu o prémio Fialho de Almeida , o dos Jogos Florais da Universidade de Coimbra (1946) e o primeiro Prémio de Poesia no concurso literário da Câmara Municipal de Lourenço Marques. Em 1990, Orlando Mendes faleceu em Maputo. 

Fonte: www.infopedia.pt 

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