O
CAMELÔ
Nunca
parece qualquer tipo à toa,
Pois
é correto sempre no trajar.
As
transações procura trapacear,
Levando
a vida para sempre boa.
Na
certeza de inocentes encontrar,
Nas
esquinas e praças apregoa.
Alto,
estridente, que distante ecoa,
O
que tem então para mercadejar.
E
ele assim, bons partidos vai tirando,
No
seu viver de um simples vagabundo,
Seus
dias a vencer com pouca lida.
Palhaço
que vai bem desempenhando,
No
imenso circo que é este nosso mundo,
A
pantomima arte da torpe vida.
R.S.
Furtado
