AMORFADADO
Que
futuro tem o amor que nos une
amarrados
com fios de navalha
se o
passado, presente, nos pune
o
tempo todo, por antigas falhas?
Que
amor é esse que nos cobra
perfeição,
prazer, fidelidade
que
de tão apertado nem sobra
espaço
para amar de verdade?
Não
quero esse amor escuro
que
mata o passado, ata o presente
e
data o futuro
Quero
um amor luminoso
sem
culpas, medos ou desculpas
esculpido
no gozo.
Alessandro
Uccello
“Deve-se
escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu
ofício. Elas começam com a primeira lavada, molham a roupa suja na
beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente,
voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes.
Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a
mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida
e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente
depois de feito tudo isso... Leia mais aqui:

