A INVENÇÃO DO FUTEBOL
1863 – Nasce o futebol moderno. Narram-nos velhas tradições que a primeira bola usada foi a cabeça dum soldado romano. Corre o ano de 55 antes de Cristo. As famosas legiões romanas conquistam a Grã-Bretanha. São capitaneadas por Júlio César. Os ingleses expulsam-nas. A cabeça dum dos soldados romanos, morto na batalha, é chutada num campo, entre a multidão. Daí em diante o povo gosta da brincadeira. Enche de ar bexigas de carneiro e chuta-as pela estrada. Surge então um esporte entre turbulentos e desordeiros. Um bando de cada lado, sem número certo. Disputam um torneio de vida e morte. Não se obedece a regra de espécie alguma, que até então era desconhecida. Os participantes desses jogos consideravam-se verdadeiros inimigos entre si. Portanto, em meio à disputa, havia muitas mortes. Somente em 1861 é que se apresenta com alguma característica do atual esporte perante o público. Torna-se apreciado pelas multidões. Mas mesmo assim corriam grande risco jogadores e torcida, em virtude da falta de regras e disciplina. Somente a 26 de outubro de 1863 é que se funda em Londres “The Foot-ball Association”. Essa iniciativa se deve a Artur Pember, advogado; C. Morley, Ed Maw, H. T. Steward, J. F. Alcoock e G. W. Shillingford, todos componentes de entidades desportivas. Esses homens suavizaram a prática do esporte. Procuraram educar jogadores e torcedores. Estabeleceram regras e leis, algumas das quais ainda prevalecem, como a largura de 8 jardas das metas, o tiro inicial do meio de campo para o lado contrário e a escolha do campo pelo capitão favorecido no sorteio.
Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume3, página 458.
