A ofensa e o perdão

Por impositivo autodireciomento psicológico, oriundo da mais profunda manifestação de nossa consciência interior, percebemos que os nossos erros se fixam em nós como desagradáveis entulhos mentais.
Ter o real conhecimento interior de haver errado, ofendido a alguém e se posicionar seriamente arrependido já se constitui um progressivo avanço na escala da constante aprendizagem humana.
Quem, ao ser atingido por uma proposital e infame atitude de ofensa, ao se posicionar de forma reflexiva e sensata, certamente conseguirá obter uma segura e proveitosa orientação íntima. Quando, ao se sentir atingido por algum gesto ou ato torpe, é necessário com resignação e coragem moral suportá-lo, usando naturalmente toda a nossa fortaleza interior.
O sentimento do perdão passa por um longo processo de profundas ilações e sérias maturações psicológicas. Nesses segmentos mentais se fundamentam as bases do nosso constante autoaperfeiçoamento moral e espiritual. Alguém que com muito bom senso, em total pureza de íntimo sentimento, já aprendeu a difícil arte de perdoar, consequentemente se elevou um pouco na progressiva escala da evolução humana.
Enfrentamos os nossos erros e adequadamente procurarmos resolvê-los é nos acrescermos em elevados níveis de novos e valiosos conhecimentos. Cada nova experiência nos induz – se elevada – ao enriquecimento moral de duradoura expressão. A autoaceitação dos nossos erros, numa atitude ética de alto nível, proporciona-nos a livre e pura manifestação da nossa consciência interior. E, sem dúvida, nos conduz a melhoria dos nossos conhecimentos.
Quem, com o negativo sentimento de ódio, se impulsiona a ofender, demonstra ter uma péssima formação moral e espiritual. E um enorme autoatraso social, mental e psicológico.
Todo aquele que, por instintiva e forte compunção interior, verdadeiramente perdoa, intimamente não guarda nenhum resquício da autodestruidora chama do ódio. Ao se perdoar a alguém, positivamente alcançamos em nós mesmos a mais pura harmonia e a mais completa paz.
Quem, com inteira isenção de ânimo perdoa, não se sente autoestimulado a alardear ou se vangloriar do indulto concedido a alguém. Quem, quando ofendido, vai à desforra, se nivela e, muitas vezes, se rebaixa além do nível de quem o ofendeu. Quem, vingando-se, lança-se a retaliações pessoais, em hipótese nenhuma tem condições morais para se autoatribuir melhor do que aquele que o ofendeu.
O sublime ato do perdão a quem nos tenha ofendido é sempre muito difícil. Mas, nos dá o altivo sentimento de que nos elevamos. E, de fraco que somos, nos tornamos fortes, reconhecendo os nossos erros, para melhor saber perdoar os erros dos outros. Perdoar é um processo de maturação da nossa consciência interior que precisamos cultivar e sempre usar em nossa vida.
Otacílio Negreiros Pimenta
In Memorian
Por impositivo autodireciomento psicológico, oriundo da mais profunda manifestação de nossa consciência interior, percebemos que os nossos erros se fixam em nós como desagradáveis entulhos mentais.
Ter o real conhecimento interior de haver errado, ofendido a alguém e se posicionar seriamente arrependido já se constitui um progressivo avanço na escala da constante aprendizagem humana.
Quem, ao ser atingido por uma proposital e infame atitude de ofensa, ao se posicionar de forma reflexiva e sensata, certamente conseguirá obter uma segura e proveitosa orientação íntima. Quando, ao se sentir atingido por algum gesto ou ato torpe, é necessário com resignação e coragem moral suportá-lo, usando naturalmente toda a nossa fortaleza interior.
O sentimento do perdão passa por um longo processo de profundas ilações e sérias maturações psicológicas. Nesses segmentos mentais se fundamentam as bases do nosso constante autoaperfeiçoamento moral e espiritual. Alguém que com muito bom senso, em total pureza de íntimo sentimento, já aprendeu a difícil arte de perdoar, consequentemente se elevou um pouco na progressiva escala da evolução humana.
Enfrentamos os nossos erros e adequadamente procurarmos resolvê-los é nos acrescermos em elevados níveis de novos e valiosos conhecimentos. Cada nova experiência nos induz – se elevada – ao enriquecimento moral de duradoura expressão. A autoaceitação dos nossos erros, numa atitude ética de alto nível, proporciona-nos a livre e pura manifestação da nossa consciência interior. E, sem dúvida, nos conduz a melhoria dos nossos conhecimentos.
Quem, com o negativo sentimento de ódio, se impulsiona a ofender, demonstra ter uma péssima formação moral e espiritual. E um enorme autoatraso social, mental e psicológico.
Todo aquele que, por instintiva e forte compunção interior, verdadeiramente perdoa, intimamente não guarda nenhum resquício da autodestruidora chama do ódio. Ao se perdoar a alguém, positivamente alcançamos em nós mesmos a mais pura harmonia e a mais completa paz.
Quem, com inteira isenção de ânimo perdoa, não se sente autoestimulado a alardear ou se vangloriar do indulto concedido a alguém. Quem, quando ofendido, vai à desforra, se nivela e, muitas vezes, se rebaixa além do nível de quem o ofendeu. Quem, vingando-se, lança-se a retaliações pessoais, em hipótese nenhuma tem condições morais para se autoatribuir melhor do que aquele que o ofendeu.
O sublime ato do perdão a quem nos tenha ofendido é sempre muito difícil. Mas, nos dá o altivo sentimento de que nos elevamos. E, de fraco que somos, nos tornamos fortes, reconhecendo os nossos erros, para melhor saber perdoar os erros dos outros. Perdoar é um processo de maturação da nossa consciência interior que precisamos cultivar e sempre usar em nossa vida.
Otacílio Negreiros Pimenta
In Memorian