segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Conclusão.

CONCLUSÃO


Hoje cheguei à mais pura e simples conclusão,

Que já não mais devo insistir, em esperar por ti.

Por que viver enganado, na mais pura ilusão,

Se, com certeza sei, que já há muito te perdi?


As saudades de ti, são o que mais me atormentam,

Nas minhas tristes noites de insônia e de solidão.

Lembranças ou quimeras, são o que alimentam,

A esperança existente no meu pobre coração.


Seguirei minha estrada, viverei minha vida,

Em busca de alguém, que me estenda à mão.

Dê-me um pouco de amor, um pouco de guarida,

E motivos para viver mais uma nova paixão.


Quem sabe um dia, estarei livre, estarei curado,

Desse mal que me aflige, sem dó, sem compaixão.

Foi pensando nisso, que resolvi livrar-me do passado,

E daí, cheguei à essa pura e simples conclusão.


R.S. Furtado

5 comentários:

chica disse...

Linda poesia e quando as situações assim são, melhor pensar assim! Bela tua inspiração, como sempr! abração,chica

Roselia Bezerra disse...

Olá, Furtado!
O amor só vale a pena se for cúmplice e afim.
Que Deus abençoe a você e sua família!
Abraços fraternos de paz e bem

Janita disse...

Uma conclusão muito acertada, escrita e selada, num belo poema.
A prpósito de se gostar de quem nos esquece, aproveito para lhe deixar, amigo Furtado, estas quadras de um Fado cá do nosso burgo português.

Há quem queira mascarar-se
Com risos de felicidade
O riso não tem verdade
Às vezes é um disfarce

Já chorei e foi por ela
Que tão cedo me esqueceu
E digo: para mim morreu
Cada vez que falam dela

Tudo é simples e aparente
Mas a maior crueldade
É nós sentirmos saudade
De quem se esquece da gente


Um abraço e saúde, caro amigo Furtado.

CÉU disse...

Olá, amigo Rosemildo!

De facto, não vale a pena esperar por quem um dia parecia que nos amava e depois foi embora e nos esqueceu.
Um novo amor, uma nova paixão surgirá, decerto.

Beijos pra você e família.

Jaime Portela disse...

O passado, por vezes, é um fardo pesado...
Excelente poema, gostei muito.
Bom fim de semana, caro amigo Furtado.
Abraço.