segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Morta.


MORTA


Quando exalou seu derradeiro alento,

A tarde suspira, o sol descia.

De nuvens pardas todo o firmamento,

No tão pungente instante se vestia.


Tétrica tarde, fúnebre e sombria,

Para os seus que a cercavam no momento.

Tanta tristeza, e tanta dor havia,

E tanto pranto, e tanto desalento.


Da vida térrea então se despediu,

E com um brando aroma lentamente,

Ela risonha para o além partiu.


E hoje formosa qual estrela pura,

Entre flocos de nuvens transparentes,

Brilha sua alma na celeste altura.


R.S. Furtado

7 comentários:

chica disse...

Linda tua poesia,Rosemildo! abração,linda semana,chica

Vall Nunnes disse...

O poema brincou com meu entendimento. Fiquei a pensar se fala do fim da tarde ou de alguém que "partiu" no fim tarde.
Belos versos. Xeru

MARILENE disse...

Todas as perdas trazem dor e você versou sobre uma triste despedida, lindamente. Abraço.

Luján Fraix disse...

Te dejo un abrazo, no pude traducir la página.
cariño grande.

María Storm disse...

Llanto que se derrama sobre la belleza de una estrella.

Precioso poema, un placer leerte.

Muchas gracias por tu comentario en mi blog.

Besos.

Jaime Portela disse...

Tudo o que nasce, morre...
Magnífico poema, gostei de ler.
Bom fim de semana caro Furtado.
Abraço.

SOL da Esteva disse...

Muita tristeza a morrer ao final da tarde...
Dá que pensar.


Abraço
SOL