segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Julgando ser.

JULGANDO SER
Julgo-me às vezes poeta, e com vaidade,
Como agora ao papel eis que me atiro.
Nunca arranjo que sirva esta verdade,
Leitor, dizer-te logo aqui prefiro.

A caixa do pensar, viro e reviro,
Mexo, remexo e, com dificuldade.
Martelando eu, é que às vezes dela tiro,
Alguns versos de baixa qualidade.

Quando além de um, consigo outro quarteto,
É já descontrolado, o miolo tonto.
E, outra estrofe não passa de terceto.

E, certo de que um poema, não dou pronto,
Pra sair da enrascada que me meto,
Deixo em paz a cachola, faço ponto.

R.S. Furtado 
Reedição

 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Superação.


SUPERAÇÃO   
“Se o seu ontem foi bom e o seu hoje está sendo melhor que ontem, o seu amanhã poderá ser bem melhor que hoje. Portanto, procure dar sempre o melhor de si para que os seus amanhãs sejam sempre superados.”

   R.S. Furtado    

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Eu não faço panto, faço ponto.



EU NÃO FAÇO PANTO, FAÇO PONTO.

Enquanto
For tanto
O medo, quanto
O espanto,
Eu garanto
Portanto,
Que no manto
Jogado no canto,
Marcado pelo pranto,
Não reflete quebranto,
Nem está no entanto
Com imagem de santo
Nem de sacrossanto,
Mas, porém, entretanto,
Sem motivo para ataranto,
Lá do seu recanto
Sem nenhum desencanto,
Mostra um perianto
Com todo seu encanto,
Elogiado no banto
E também no esperanto.
Mas, contudo e contanto,
Para todos, o acalanto.
Como não tem mais anto,
Para este poema tonto,
Eu não faço panto,
Faço ponto.

R.S. Furtado
Reedição 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Mulheres.

MULHERES

“As mulheres são como as flores, cada uma tem o seu 'QUÊ' de especial.”

R.S. Furtado.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Ciúme de cabra macho.



CIÚME DE CABRA MACHO

Ói aquí sô Zé Mané,
Num brinque cum fôgo não.
Muié di macho né pra quem qué,
Nem pra vagabundo não.
Dêxe in paz minha muié,
Ô vai pará nu caxão.

Já num tô gostando nada,
Do seu jeitim de oiá.
Cum essa cara safada,
Quando óia ela passá.
Cuidado ca tua vida,
Sinão o páu vai cantá.

Já tô ficando arretado,
Já tô pensando em bestêra.
Dêxe di ficá assanhado,
Que sinão vai dá zunzêra.
Pru que pra cabra safado,
O que eu tenho é pexêra.

R.S. Furtado.