sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Lentes para frangos.


LENTES PARA FRANGOS 

1963 – O Dr. Albert Shriner, presidente do Centro de Controle de Investigações sobre visão, acaba de criar uma lente de contacto a ser usada pelos frangos e outras aves frustradas, que tenham alterações nervosas. Tal Centro que se localiza em Santa Rosa, na Califórnia, mantém nessa cidade uma farmácia, que avia receitas a aves, de que é grande produtora, bem como de ovos. As lentes de contacto para frangos são de material plástico, de cor avermelhada e reduzirão o nervosismo das aves e o desperdício de alimentos. Evitam o pânico, quando as aves se acham expostas a ruídos e movimentos repentinos. Resolve ainda o problema do canibalismo, que tanto atormenta os avicultores. As lentes adaptadas às galinhas e frangos, são colocadas nos olhos dessas aves, quando ainda têm seis a oito semanas de idade. Elas se acostumam e usam-nas permanentemente. Tornam-se dóceis, calmas. Os frangos, com isso, perdem a mania de bicar seus irmãos de terreiro e as galinhas produzem mais ovos, pois deixam de ser nervosas e irritadas. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 5, página 887. 

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Drama na cela disciplinar.


DRAMA NA CELA DISCIPLINAR 

A aranha monstruosa está com apepsia: 
Dou-lhe a aprazada mosca sempre a hora habitual, 
Mas não galga o violino como já fazia, 
Solerte, amarela e negro, para a fatal 
Deglutição. E só já reage à terceira 
Fumarada do meu cigarro. Enfim, zangada: 
Não me lembrei ver se aquela insulsa rameira, 
Já tonta, que lhe dei, estaria tocada 
Pelo insecticida de horas antes. Farricoco 
De moscardos a boa vida ou domador 
Falhado, restam-me as paredes e eu — oco 
No cerne — estes fonemas a doer, o calor 
E o frio; a loucura, os janízaros bem pouco 
Amigos, a colite, os versos sem valor... 

António Cardoso 

Leia mais um belo poema e a biografia do autor, aqui: 

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Segunda impaciência do poeta.


SEGUNDA IMPACIÊNCIA DO POETA 

Cresce o desejo, falta o sofrimento, 
Sofrendo morro, morro desejando, 
Por uma, e outra parte estou penando 
Sem poder dar alívio a meu tormento. 

Se quero declarar meu pensamento, 
Está-me um gesto grave acobardando, 
E tenho por melhor morrer calando, 
Que fiar-me de um néscio atrevimento. 

Quem pretende alcançar, espera, e cala, 
Porque quem temerário se abalança, 
Muitas vezes o amor o desiguala. 

Pois se aquele, que espera se alcança, 
Quero ter por melhor morrer sem fala, 
Que falando, perder toda esperança. 

Gregório de Matos 


Leia mais um belo soneto e a biografia do autor clicando em: http://arteemoes.blogspot.com.br/2010/01/buscando-cristo.html 

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sábado, 15 de setembro de 2012

Soneto XVI.


SONETO XVI 

O louro chá no bule fumegando 
De Mandarins e Brâmanes cercado; 
Brilhante açúcar em torrões cortado; 
O leite na caneca branquejando. 

Vermelhas brasas, alvo pão tostado; 
Ruiva manteiga em prato bem lavado; 
O gado feminino rebanhado, 
E o pisco Ganimedes apalpando; 

A ponto a mesa está de enxaropar-nos. 
Só falta que tu queiras, meu Sarmento, 
Com teus discretos ditos alegrar-nos. 

Se vens, ou caia chuva, ou brame o vento, 
Não pode a longa noite enfastiar-nos, 
Antes tudo será contentamento. 

Correia Garção 

Pedro António Correia Garção (1724-1772) nasceu em Lisboa. Frequentou o curso de Direito da Universidade de Coimbra, mas teve de abandonar os estudos, tornando-se oficial de secretaria e redactor da Gazeta de Lisboa. É considerado um dos mais importantes poetas neoclássicos da litratura portuguesa. Pertenceu à Arcádia Lusitana, utilizando o pseudónimo de Corydon Erimantheo. As suas poesias foram publicadas em 1778 num só volume intitulado Obras Poéticas. Escreveu duas comédias: Teatro Novo e Assembleia ou Partida. 

Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Reação.


REAÇÃO 

Vamos querida, pela vida a fora, 
Unidos pelo nosso amor florido. 
Que seja num céu azul, e lindo agora, 
O mundo enganador e denegrido. 

Que o nosso amor jamais seja contido, 
Floresça em cada e em cada aurora. 
Estáticos, atiremos para o abismo, 
Os dissabores trágicos de outrora. 

Abandonemos do martírio a cruz, 
Façamos do viver um paraíso, 
De róseas tardes e manhãs azuis. 

Fortes, renasçam, pois, nossos desejos, 
Haja alegria em flor nos teus sorrisos, 
E sôfrega harmonia nos meus beijos. 

R.S. Furtado 

Meus queridos amigos! 

Depois de quase três meses de ausência, tempo utilizado para solução de assuntos particulares, eis que, com a graça de DEUS, aqui estamos de volta para agraciar-nos com o maravilhoso convívio de todos vocês. 

Agradecemos penhoradamente pela valiosa compreensão, as amáveis visitas, assim como todos os comentários, inclusive, alguns com uma certa dose de preocupação, em virtude do nosso afastamento. 

Aproveitamos a oportunidade, para informar que estamos bem, e que, aos poucos, todas as visitas serão retribuídas, pois, como sempre, a recíproca será verdadeira. 

Muito obrigado de coração. 

“QUE DEUS SEJA LOUVADO” 

Rosemildo Sales Furtado 

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