DAMA
DA SOCIEDADE
Ela
já não é mais a mesma de outrora,
Passava,
olhava, e jamais ia embora,
Sem
antes mostrar o seu requebrado.
Fazia
questão de gingar, remexer,
Para
que os homens ficassem a viver,
Pensando
e sonhando com seu rebolado.
Saia
transparente, blusinha decotada,
Por
baixo a calcinha, na glútea colada,
Pois
somente pensava, em chamar atenção.
Soutien
nem pensar, a blusa era fininha,
E
mostrar os biquinhos, só queria a mocinha,
Maliciosa,
dos homens levantar o tesão.
Pudor?
O que era? Ela nem sabia!
Pra
ela, vergonha, também não existia,
Pois
pra ela o belo, era pra ser mostrado.
Preconceito
é bobagem, todos que se danem,
É
meu e eu mostro, os homens que se inflamem,
Vou
viver minha vida mostrando meu legado.
Hoje,
o tempo depressa, num instante passou,
Muitos
não acreditam, a mocinha mudou,
Leva
uma vida recatada, com pudor, sem maldade.
E o
respeito de todos, ela então conquistou,
Encontrou
um bom partido, é feliz, se casou,
É
mulher refinada. Ilustre dama da sociedade.
R.S.
Furtado.
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