quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Lago.



O LAGO

Um pouco d'água só, e, ao fundo, areia ou lama.
Um pouco d'água em que, no entanto, se retrata
o pássaro que o voo aos ares arrebata,
e o rubro e infindo céu do crepúsculo em chama.

Água que se transmuda em reluzente prata,
quando, do bosque em flor, que as brisas embalsama,
a lua, como uma áurea e finíssima trama,
pelos ombros da Noite a sua luz desata.

Poeta, como esse lago adormecido e mudo,
onde não há, sequer, um frêmito de vida,
onde tudo é ilusório e passageiro é tudo,

existem, sobre um fundo, ou de lama ou de areia,
almas em que tu vês apenas refletida
a tua alma, onde o sonho astros de oiro semeia.

Júlia Cortines
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

A Garrafa.

 

A GARRAFA

Que importa o caminho
da garrafa que atirei ao mar?
Que importa o gesto que a colheu?
Que importa a mão que a tocou
se foi a criança
ou o ladrão
ou filósofo
quem libertou a sua mensagem
e a leu para si ou para os outros.

Que se destrua contra os recifes
eu role no areal infindável
ou volte às minhas mãos
na mesma praia erma donde a lancei
ou jamais seja vista por olhos humanos

que importa?
... se só de atirá-la às ondas vagabundas
libertei meu destino
da sua prisão?...

Manuel Lopes


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sábado, 6 de julho de 2013

Cantigas Praianas.



CANTIGAS PRAIANAS

Ouves acaso, quando entardece,
vago murmúrio, que vem do mar,
vago murmúrio, que mais parece
voz de uma prece,
morrendo no ar?

Beijando a areia, batendo as fráguas
choram as ondas. Choram em vão:
o inútil choro das tristes águas
enche de mágoas
a solidão.

Duvidas que haja clamor no mundo
mais vão, mais triste que esse clamor?
Ouve que vozes de moribundo
sobem do fundo
do meu amor.

Vicente de Carvalho


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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Momentos de Reflexão.





MOMENTOS DE REFLEXÃO


 “Momentos de reflexão se tornam necessários, para que possamos partir para o autoconhecimento, avaliar nossos procedimentos e, se necessário, fazermos algumas modificações.”
R.S. Furtado 

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terça-feira, 2 de julho de 2013

Os treze sintomas das doenças mentais.



OS TREZE SINTOMAS DAS DOENÇAS MENTAIS 

1952 – Divulgan-se os treze sintomas das doenças mentais – A Comissão de Releções Públicas, em Nova Iorque, distribuiu um panfleto, esclarecendo:

Um indivíduo que apresente os seguintes sintomas durante certo tempo, necessita, sem a menor dúvida, de cuidados psiquiátricos:”

1.º) Viver num mundo à parte, recusando-se a enfrentar os seus problemas.

2.º) Ter a ilusão de que todos o perseguem.

3.º) Considerar-se incapaz.

4.º) Sofrer agonias ao ter de tomar uma decisão.

5.º) Apresentar atitudes que oscilam como um pêndulo entre a alegria e a depressão.

6.º) Insistir em que está doente, embora os exames médicos não revelem qualquer alteração física.

7.º) Não dormir sem remédios.

8.º) Ser excessivamente irritável, e dado a explosões temperamentais.

9.º) Perder o interesse em sua aparência, em seu trabalho, em sua família.

10.º) Falar nervosamente, pulando de um assunto para outro.

11.º) Gastar mais do que pode.

12.º) Sentir-se oprimido por receios infundados.

13.º) Ouvir ou ver coisas fantásticas.

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 5, páginas 818/819. 

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