quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

POR FAVOR, SOMENTE MAIS UNS DIAS!

MEUS QUERIDOS AMIGOS!



Hoje está completando 49 dias que iniciei uma pausa para tratamento da vista. No dia 17 de outubro foi feita a limpeza da lente intraocular do olho direito, e no dia 06 de novembro a do olho esquerdo. No dia 09 de novembro me submeti à cirurgia de pterígio do olho direito, e, por isso, estou pagando meus pecados, usando boné e óculos escuros durante o dia e a noite, pois, segundo ordens do médico, a retirada de ambos somente na hora do banho e quando forem apagadas as luzes para dormir, castigo que se estenderá por um período de 60 dias. No próximo dia 10, retornarei para a segunda revisão, quando, possivelmente, será marcada a data da cirurgia do olho esquerdo.



Agradeço de coração pelas manifestações de carinho e preocupação, não só através dos comentários, mas também, através dos e-mails que tenho recebido, esperando continuar contando com a valiosa compreensão de todos, e prometendo – com a ajuda da minha querida filha – retribuir todos os comentários na medida do possível. Retornarei tão logo me seja permitido, pois a saudade e a falta do convívio de vocês maltratam bastante.



Beijos no coração de todos!

QUE DEUS SEJA LOUVADO!



PS: Este post foi rascunhado por mim, e digitado pela minha filha Roseane, que, muito gentilmente, ao sair da faculdade passou aqui antes de ir para a casa dela, pois como sabem, estou proibido de assistir TV e viajar no PC. Rsrs.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Tempo para a saúde.


Tempo para a saúde.



Meus queridos amigos!

Hoje estarei me submetendo a uma limpeza da lente intraocular que me foi implantada quando de uma cirurgia de catarata realizada já há alguns aninhos atrás. Rsrs. Portanto, dependendo das recomendações do médico, pois tenho também que me submeter a retirada de alguns quilinhos de pterígio – com data ainda a ser marcada – devo me ausentar das telinhas (TV e PC) por algum tempo, rogando a DEUS que seja o menor possível.

Mais uma vez, agradeço a indispensável compreensão de todos, prometendo voltar logo que me for permitido, pois, como sabem, é muito difícil viver sem o valioso convívio de vocês.

Beijos no coração de todos.

QUE DEUS SEJA LOUVADO!

Rosemildo Sales Furtado. 

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Bêbado.



BÊBADO

A vista turva, o crânio atordoado,
Nada o entristece nem tampouco o encanta.
Tomba, tropeça, cai e se levanta,
Vai cair mais distante, do outro lado.

Julga que a bebedeira. O desgraçado,
Os seus desgostos trágicos espantam.
Esbraveja, sorri, às vezes canta,
Talvez algum lampejo do passado.

Vive, e, não sabe ao certo se tem alma,
Fogem-lhe os dias, e ele jamais sente,
Ruir-lhe do vício o cansaço tão voraz.

Se acaso, o sono, o cérebro lhe acalma,
Ele após despertar, pensa somente,
Em ir para a taverna beber mais.

R.S. Furtado

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sábado, 13 de outubro de 2012

Anestesia Dentária.


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ANESTESIA DENTÁRIA

1844 – Horace Wells, dentista americano, descobre a anestesia dentária. Exercia a Odontologia em Hartford, Connecticut. Assistiu a 10 de dezembro a uma exibição, em que o público se divertia com os efeitos cômicos do protóxido de azoto. Desgovernado pela inalação deste gás, um caiu com a perna sangrando, sem sentir dor. Wells, que tudo observara, convidou o químico, Dr. G. Q. Colton, preparador do referido protóxido a ir ao seu consultório. Presente ali no dia imediato, Wells pediu ao seu colega Riggs que lhe extraísse um molar superior, inalando previamente aquele gás. Assim se fez tendo o Dr. Colton lhe anestesiado. Após a extração disse Wells: “Eis aqui uma nova era da extração dentária. Nada me doeu, nem sequer a dor da picada de um alfinete. É a maior descoberta já feita”. Desde então Wells passou a aplicar diariamente o protóxido de azoto. Em 1845 foi a Boston propagar seu novo método. Dentre os dentistas e médicos, somente Morton, seu antigo discípulo e colega de consultório lhe deu crédito. Ambos convidaram o Dr. Warren, do Hospital Geral de Massachusetts para uma demonstração aos seus alunos. 
Este, apesar de não crer na eficiência do protóxido de azoto, incapaz, segundo ele, de anestesiar o tempo suficiente do ato cirúrgico, acedeu ao convite. Reuniu na mesma noite os estudantes. Iniciada a operação, diante de grande expectativa, o paciente gemeu do primeiro ao último instante, redundando em tremando fracasso. Wells foi ridicularizado e tachado de charlatão. Fora infeliz. O gás empregado era de qualidade inferior. Desiludido, voltou a Hartford. Dois anos depois, mais entusiasmado, embarcou para a Europa, a fim de difundir a sua descoberta. A Sociedade Médica Francesa e os demais médicos europeus, porém, não lhe deram ouvidos. Preferiram o éter sulfúrico, de origem européia, mais conhecido entre eles. Além disso, um médico escocês, o Dr. Simpson, descobriu os efeitos do clorofórmio como anestésico. Desesperado, Wells voltou para os Estados Unidos. Somente mais tarde é que a Sociedade Médica Francesa lhe conferia um Diploma de Honra. Reconheceu nele o verdadeiro descobridor da anestesia pelo protóxido. Uma carta lhe comunicara que a Associação dos Médicos de Paris “proclamara, por um voto, que é unicamente a Horácio Wells, de Hartford, Connecticut, que cabe a honra de ter pela primeira vez vencido a dor, fazendo um doente respirar os gases vaporizados”. Esta carta, porém, chegou atrasada. Alguns dias antes, a 24 de janeiro de 1848, torturado e desgostoso, Horácio Wells já se havia suicidado.

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 3, página 409.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sol e Anarda.




SOL E ANARDA

O sol ostenta a graça luminosa,
Anarda por luzida se pondera;
o sol é brilhador na quarta esfera,
brilha Anarda na esfera de fermosa.

Fomenta o sol a chama calorosa,
Anarda ao peito viva chama altera,
o jasmim, cravo e rosa ao sol se esmera,
cria Anarda o jasmim, o cravo e a rosa.

O sol à sombra dá belos desmaios,
com os olhos de Anarda a sombra é clara,
pinta maios o sol, Anarda maios.

Mas (desiguais só nisto) se repara
o sol liberal sempre de seus raios,
Anarda de seus raios sempre avara.

Manuel Botelho de Oliveira

Manuel Botelho de Oliveira nasceu na Bahia em 1636; estudou Direito em Coimbra, e, de volta ao Brasil, dedicou-se à advocacia e à política: foi vereador do Senado da Câmara de Salvador (1710) e capitão-mor das ordenanças de Jacobina. Morreu em 05 de janeiro de 1711. Era bastante rico, segundo Pedro Calmon, para emprestar dinheiro ao Estado, e ainda com vigor para lhe entrar os sertões. “Argentário - continua o historiador – aparece em vários documentos como credor de dinheiro a juros: assim no testamento de D. Francisca de Saúde (Cr$ 175)... Foi casado com D. Felipa de Brito e sepultado na igreja do Carmo”. Esse casamento era o segundo; matrimoniara-se antes com D. Antônia de Meneses, celebrando-se as novas núpcias, por viuvez, em 24 de janeiro de 1677. Seu livro foi publicado quando ele tinha quase setenta anos.

Fonte: “Poesia Barroca” Antologia – Edições Melhoramentos – 1967.

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