quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fundação da seita Metodista.


FUNDAÇÃO DA SEITA METODISTA 

1730 – John Wesley funda a seita Metodista. Reformador inglês, nasceu em Epworth (condado de Lincoln) a 17 de junho de 1703. Faleceu em Londres a 2 de março de 1791. Sua mãe, Susana, era uma virtuosa senhora, versada em questões religiosas, com quem iniciou sua educação. Aos 17 anos ingressou na Universidade de Oxford. Dedicou-se com ardor à leitura da Bíblia. Em 1725 recebeu as ordens de pastor. Em 1730 organizou uma sociedade, entre estudantes, sob sua presidência, cujos componentes deviam regular sua vida e viver santamente. Zombeteiramente batizou-se com o nome de Metodista. Eles aceitaram a denominação. Profundo conhecedor de Teologia, Wesley deixou mais de 30 volumes, muitos dos quais são edições esgotadas. Entre 1787-88 saíram 8 volumes publicados dos “Sermões” de Wesley. Como inspirado poeta do cristianismo produziu inúmeros hinos belíssimos. Considerava a Bíblia como a base do seu conhecimento e da felicidade eterna. No prefácio dos seus “Sermões”, entre outras coisas, se lê: “Quero saber uma coisa – o caminho para o céu; como desembarcar-me com segurança naquela praia feliz. O próprio Deus condescendeu em ensinar o caminho; para este fim Ele veio do céu. Ele o escreveu em um livro! Ó dá-me esse livro! Por qualquer preço, dá-me o livro de Deus! Eu o tenho. Aqui há conhecimento suficiente para mim. Seja eu o homem de um livro”. John Wesley não pensava em separar-se da igreja primitiva. Os metodistas pregam o culto da espiritualidade pela oração regular e a leitura frequente da Bíblia: o jejum, a comunhão, as visitas e auxílios a doentes, encarcerados e pobres de toda a espécie, a santificação pela fé e a renovação pelo Espírito Santo. Entretanto criaram-se outras ramificações do cristianismo reformado por Lutero, como a Sabatista, que guarda o Sábado; a Batista, que somente batiza os adultos, por imersão; os Pentecostais, cujos crentes julgam receber em suas reuniões o Espírito Santo, que os inspiram a falar línguas estranhas, etc. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 2, páginas 206/209. 

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Visita


VISITA 

Visito os amigos mortos, 
Pensando que inda, estão vivos. 
Entre a penumbra dos quadros 
Andam eles em sorrisos. 
Pronuncio a frase antiga 
E dou comigo sozinha. 
Oiço então o dia exacto 
Da estridente campainha. 
Volto a casa, fecho o som 
Por dentro da persiana. 
E então os retratos andam, 
À volta da minha cama. 

Natércia Freire 

Natércia Freire nasceu em 1919 em Benavente, no Ribatejo. Editou o seu primeiro livro de poesia, Castelos de Sonho, em 1935, seguido de O Meu Caminho de Luz. Estudou música mas dedicou-se à poesia e ao jornalismo cultural. Foi Coordenadora da Página de "Artes e Letras" do "Diário de Notícias" desde 1954 até 1974. 

Foi membro da Comissão de Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian. 

A partir de 1974 retirou-se da vida literária nacional, marcando porém discreta presença em alguns artigos de opinião no ’"O Tempo" e n’ "O Século", e publicando poesia em várias revistas e jornais. 

Desde 1980 exerceu, por várias vezes, o papel de Júri do Prémio Literário da Fundação Oriente. Em 1991 e 1995 editou a sua obra poética completa sob a chancela da Imprensa Nacional/ Casa da Moeda. Morreu no dia 17 de Dezembro de 2004. 

Fonte: http//um-buraco-na-sombra.netsigma.pt: 

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sábado, 12 de maio de 2012

Mãe.


MÃE 

Aspiração que no coração lampeja, 
O amor materno, se alcançada a tem. 
A criatura que entronar deseja, 
Os deveres santíssimos de mãe. 

Quanta grandeza para o filho almeja, 
Quantos cuidados aos seus sentidos vêm. 
Quando ele dorme, levemente o beija, 
Quando sorri, ela sorri também. 

O amparo maternal ao filho estende; 
Quando ele sofre, aflita ela soluça, 
E roga ao céu que o sare e o céu atende. 

Francamente, ela o seio desembuça. 
E que doçura o seio seu desprende, 
Quando ela sobre o berço debruça. 

R.S.Furtado

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estátua.


ESTÁTUA 

Eu tenho muita vez a estranha pretensão 
de me fundir em bronze e aparecer nas praças 
para poder ouvir da voz das populaças 
a sincera explosão; 

senti-la, quando, em festa, as grandes multidões 
aclamam doidamente os fortes vencedores, 
e febris, pelo ar, espalham-se os clamores 
das nobres ovações; 

senti-la, quando o sopro aspérrimo da dor 
nubla de escuro crepe o lúgubre horizonte 
e curva para o chão a entristecida fronte 
do povo sofredor; 

poder sempre pairar solenemente em pé, 
sobre as mágoas cruéis do miserando povo, 
e ter sempre no rosto, eternamente novo, 
uma expressão de fé. 

E, quando enfim cair do altivo pedestal, 
à sacrílega mão do bárbaro estrangeiro, 
meu braço descrever no gesto derradeiro 
a maldição final. 

Medeiros e Albuquerque 


Veja mais um belo poema e a biografia do autor aqui.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A volta.



A VOLTA

Eram tristes os meus dias, por estar distante,
Deste mundo irreal, porém, confortante,
E dos amigos leais, sempre uma constante,
Nos meus momentos felizes, bem radiantes,
De interações interpessoais, importantes,
Que agem como verdadeiros fortificantes.

Hoje, de volta prometo estar presente, diante,
De cada espaço, de forma hábil, atuante,
Nos comentários dos posts, pois, relevante,
É a participação de todos e, estimulantes,
São as visitas recebidas dos amigos, habitantes,
Deste mundo onde todos somos amantes.

R.S. Furtado

MEUS QUERIDOS AMIGOS!

Depois de quase trinta dias, eis que aqui estamos de volta para continuarmos o nosso trabalho e, principalmente, matarmos as saudades que ora sentimos dos amigos que neste mundo maravilhoso tivemos a honra e a felicidade de conhecer.

Agradecemos pela valiosa compreensão, prometendo retribuir as valiosas e honrosas visitas, que somente nos fortalecem e nos estimulam a darmos sequência aos nossos humildes espaços.

Muito obrigado de coração e um grande beijo no coração de todos.

“QUE DEUS SEJA LOUVADO!” 

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