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sábado, 24 de março de 2012

O carnaval.


O CARNAVAL 

Põe a máscara e vai para a folia, 
Na afetação de uns gestos singulares, 
Esquecido dos íntimos pesares 
Que te atormentam todo santo dia ... 

Homem doente, perdido nesses mares 
Tenebrosos da dúvida sombria, 
Vê que há lá fora um frêmito de orgia, 
Mesmo através das coisas mais vulgares! 

Põe-te a cantar, desabaladamente! 
Vai para a rua aos trambolhões, às tontas, 
Como se enlouquecesse de repente ... 

Agarra-te à alegria passageira: 
Olha que o que te espera, ao fim de contas, 
É o triste Carnaval da vida inteira ... 

Zito Batista


Raimundo Zito Baptista nasceu no povoado Natal, hoje município de Monsenhor Gil, em 16 de setembro de 1887. Adolescente, ele veio para Teresina com o irmão Jônathas Batista (1885 -1935), que depois se revelaria teatrólogo. Escreveu poesias desde moço. Fundou as revistas Cidade Verde e Alvorada. Mais sonhador ou romântico que o irmão, Zito entregou-se de corpo e alma ao poder embriagante da poesia. 

Por essa época, em Teresina, uma mocidade sonhadora dominava a cidade. Poesias, crônicas, cartas amorosas e os acontecimentos sociais que pudessem trazer alegrias ou tristezas ao meio eram traduzidos em versos por jovens poetas que se iniciavam em literatura. 

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1926. 

Amigo dos poetas Antônio Chaves e Celso Pinheiro, com eles estreou em livro em 1909, com coletânea Almas Gêmeas, cabendo-lhe a parte sob o título Pedaços do Coração

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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