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sábado, 6 de julho de 2013

Cantigas Praianas.



CANTIGAS PRAIANAS

Ouves acaso, quando entardece,
vago murmúrio, que vem do mar,
vago murmúrio, que mais parece
voz de uma prece,
morrendo no ar?

Beijando a areia, batendo as fráguas
choram as ondas. Choram em vão:
o inútil choro das tristes águas
enche de mágoas
a solidão.

Duvidas que haja clamor no mundo
mais vão, mais triste que esse clamor?
Ouve que vozes de moribundo
sobem do fundo
do meu amor.

Vicente de Carvalho


Leia mais um belo soneto e a biografia do autor clicando aqui:

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Folha solta.

http://sol.sapo.pt/photos/arturd/images/57071/original.aspx

FOLHA SOLTA

Não me culpeis a mim de amar-vos tanto,
mas a vós mesma e à vossa formosura,
pois se vos aborrece, me tortura
ver-me cativo assim do vosso encanto.

Enfadai-vos; parece-vos que, enquanto
meu amor se lastima, vos censura;
mas sendo vós comigo áspera e dura,
que eu por mim brade aos céus não causa espanto.

Se me quereis diverso do que agora
eu sou, mudai; mudai vós mesma, pois
ido o rigor que em vosso peito mora,

a mudança será para nós dois:
e então podereis ver, minha senhora,
que eu sou quem sou por serdes vós quem sois.

Vicente de Carvalho.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/Vicente_Carvalho.jpg

Vicente Augusto de Carvalho nasceu em Santos, em 05 de abril de 1866; estudou na cidade praiana e em São Paulo, e formou-se em Direito em 1886. Republicano, foi eleito deputado provincial em 1887 e a Constituinte do Estado em 1891 e exerceu o posto de Secretário do Interior. Em 1892 voltou à advocacia, e mais tarde foi juiz em São Paulo (1908) e desembargador (1914). Pertenceu a Academia Brasileira de Letras. Faleceu em Santos, em 22 de abril de 1924.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Cantigas praianas.

CANTIGAS PRAIANAS
http://ecoviagem.uol.com.br/fotos/santa-catarina/florianopolis/praia-da-joaquina/7866gra-e-uma-das-praias-com-melhor-infra-estrutura-para-visitantes.jpg

Ouves acaso, quando entardece,
vago murmúrio, que vem do mar,
vago murmúrio, que mais parece
voz de uma prece,
morrendo no ar?

Beijando a areia, batendo as fráguas
choram as ondas. Choram em vão:
o inútil choro das tristes águas
enche de mágoas
a solidão.

Duvidas que haja clamor no mundo
mais vão, mais triste que esse clamor?
Ouve que vozes de moribundo
sobem do fundo
do meu amor.

Vicente de Carvalho