VACINA
CONTRA VARÍOLA
1796
– (1.º de julho) Edward Jenner descobre a vacina contra a
varíola. É natural de Glancestershire (Inglaterra) (1749-1823).
Diplomou-se em Medicina em Londres. Em maio de 1796 Jenner viu a mão
de Sarah Nelmes – uma vendedora de leite, que aparecera com
pústulas no pulso, no dedo indicador e na base do polegar, apanhadas
duma vaca infectada. A 1.º de maio de 1796 Jenner recolheu a
matéria dessas pústulas e inoculou-a no braço de um menino, James
Phipps, através de duas incisões superficiais. No sétimo dia,
James apareceu com os gânglios das axilas enfartados e uma erupção
no local das incisões – restabelecendo-se em seguida. A 1.º de
julho do mesmo ano Janner inoculou na pele do mesmo James
Phipps a matéria infecciosa extraída da pústula dum doente de
varíola e nenhuma doença se manifestou. Alguns meses mais tarde, o
menino foi novamente inoculado com a matéria variolosa, sem que
nenhum efeito sensível se produzisse em sua constituição. Eis aí,
em poucas palavras, toda a contribuição de Jenner para a
medicina moderna.
Edward Jenner
“Era
uso comum no Oriente as pessoas sãs se deixarem infetar
propositadamente por um doente de varíola, quando esta aparecia de
forma benigna, a fim de evitar um contágio futuro de caráter
maligno; essa prática introduziu-se na Europa, no século dezoito.
Em 1796 o médico Jenner descobriu, portanto, um
método mais seguro de proteção: há, nas vacas, uma doença
semelhante à varíola, e Jenner verificou que,
se uma pessoa fosse inoculada com o vírus das pústulas das vacas,
contraia a moléstia sob forma relativamente inofensiva, que não era
contagiosa e que a deixava imune contra a varíola. Aparentemente, as
duas enfermidades – a da vaca e a do homem – são devidas a
germes de diferentes virulências; tal é o princípio da vacina (a
palavra vem do latim vaccina, que quer dizer 'de
vaca'), tal como vigora hoje em dia”.
Nota:
Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre
professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das
Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 02,
páginas 287/288.
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