Mostrando postagens com marcador Soneto XVI.... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Soneto XVI.... Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de setembro de 2012

Soneto XVI.


SONETO XVI 

O louro chá no bule fumegando 
De Mandarins e Brâmanes cercado; 
Brilhante açúcar em torrões cortado; 
O leite na caneca branquejando. 

Vermelhas brasas, alvo pão tostado; 
Ruiva manteiga em prato bem lavado; 
O gado feminino rebanhado, 
E o pisco Ganimedes apalpando; 

A ponto a mesa está de enxaropar-nos. 
Só falta que tu queiras, meu Sarmento, 
Com teus discretos ditos alegrar-nos. 

Se vens, ou caia chuva, ou brame o vento, 
Não pode a longa noite enfastiar-nos, 
Antes tudo será contentamento. 

Correia Garção 

Pedro António Correia Garção (1724-1772) nasceu em Lisboa. Frequentou o curso de Direito da Universidade de Coimbra, mas teve de abandonar os estudos, tornando-se oficial de secretaria e redactor da Gazeta de Lisboa. É considerado um dos mais importantes poetas neoclássicos da litratura portuguesa. Pertenceu à Arcádia Lusitana, utilizando o pseudónimo de Corydon Erimantheo. As suas poesias foram publicadas em 1778 num só volume intitulado Obras Poéticas. Escreveu duas comédias: Teatro Novo e Assembleia ou Partida. 

Fonte: http://alfarrabio.di.uminho.pt

Visite também: