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sábado, 19 de maio de 2012

Por que sou forte.


POR QUE SOU FORTE 

a Ezequiel Freire 

Dirás que é falso. Não. É certo. Desço 
Ao fundo d’alma toda vez que hesito... 
Cada vez que uma lágrima ou que um grito 
Trai-me a angústia - ao sentir que desfaleço... 
E toda assombro, toda amor, confesso, 
O limiar desse país bendito 
Cruzo: - aguardam-me as festas do infinito! 
O horror da vida, deslumbrada, esqueço! 
É que há dentro vales, céus, alturas, 
Que o olhar do mundo não macula, a terna 
Lua, flores, queridas criaturas, 
E soa em cada moita, em cada gruta, 
A sinfonia da paixão eterna!... 
- E eis-me de novo forte para a luta. 
 
Narcisa Amália


Narcisa Amália de Campos (São João da Barra, 3 de abril de 1856 — Rio de Janeiro, 24 de junho de 1924) foi uma poeta brasileira. Foi a primeira jornalista profissional do Brasil. Movida por forte sensibilidade social, combateu a opressão da mulher, o regime escravista, segundo Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional” e busca sua própria identidade “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”. 

Fonte: Wikipedia

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