O
VINHO DE HEBE
Quando
do Olimpo nos festins surgia
Hebe risonha, os deuses majestosos
Os copos estendiam-lhe, ruidosos,
E ela, passando, os copos lhes enchia…
Hebe risonha, os deuses majestosos
Os copos estendiam-lhe, ruidosos,
E ela, passando, os copos lhes enchia…
A
Mocidade, assim, na rubra orgia
Da vida, alegre e pródiga de gozos,
Passa por nós, e nós também, sequiosos,
Nossa taça estendemos-lhe, vazia…
Da vida, alegre e pródiga de gozos,
Passa por nós, e nós também, sequiosos,
Nossa taça estendemos-lhe, vazia…
E
o vinho do prazer em nossa taça
Verte-nos ela, verte-nos e passa…
Passa, e não torna atrás o seu caminho.
Verte-nos ela, verte-nos e passa…
Passa, e não torna atrás o seu caminho.
Nós
chamamo-la em vão; em nossos lábios
Restam apenas tímidos ressábios,
Como recordações daquele vinho.
Restam apenas tímidos ressábios,
Como recordações daquele vinho.
Raimundo
Correia
Leia mais um belo soneto e a biografia do autor clicando aqui:
Fonte: Poesia Parnasiana -- Antologia - Edições Melhoramentos.
Visite também:
http://arteemoes.blogspot.com.br/2010/01/ouro-sobre-azul.html

