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quarta-feira, 19 de junho de 2013

O vinho da Hebe.


 
O VINHO DE HEBE

Quando do Olimpo nos festins surgia
Hebe risonha, os deuses majestosos
Os copos estendiam-lhe, ruidosos,
E ela, passando, os copos lhes enchia…

A Mocidade, assim, na rubra orgia
Da vida, alegre e pródiga de gozos,
Passa por nós, e nós também, sequiosos,
Nossa taça estendemos-lhe, vazia…

E o vinho do prazer em nossa taça
Verte-nos ela, verte-nos e passa…
Passa, e não torna atrás o seu caminho.

Nós chamamo-la em vão; em nossos lábios
Restam apenas tímidos ressábios,
Como recordações daquele vinho.


 Raimundo Correia

Leia mais um belo soneto e a biografia do autor clicando aqui: 

Fonte: Poesia Parnasiana -- Antologia - Edições Melhoramentos.

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