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sábado, 15 de junho de 2013

O Avarento.



O AVARENTO

O Avarento No meio de seus cofres, desvelado, 
Co'as tampas levantadas, rasas de ouro, 
Cevando a vista está no metal louro 
Dele o cioso Avarento namorado. 

Temendo que lhe venha a ser roubado, 
Emprega alma e vida em seu tesouro, 
Girando com os olhos, qual besouro, 
Zumbindo sem cessar, afervorado. 

Fechado nele está, com sete portas, 
Com temor de algum fero arrombamento 
De astutas invenções, de ideias tortas. 

Não emprega em mais nada o pensamento. 
Cega ambição de vãs riquezas mortas! 
Quão infeliz não és, louco avarento!


Francisco Joaquim Bingre

Leia mais um belo poema e a biografia do autor, aqui.

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