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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Tarde a pino



TARDE A PINO

Um céu aberto
em que brilha uma enorme bola
pintada de amarelo
e donde caem
pequenos pássaros
de limpos tons quentes
que sonoros vão poisar
nas várias mulembas que
uma qualquer
mão certeira
estrategicamente aqui colocou
neste amplo terreiro
João Melo


Para ler mais um belo poema e a biografia do autor, clic aqui.


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Promessa de amor/Homo angolensis.

http://4.bp.blogspot.com/_VP04U1scQm8/SeoXD_iU95I/AAAAAAAACzw/ElEZA3OxXPo/s400/Ad%C3%A3o+e+Eva.jpg

PROMESSA DE AMOR

Construirei para ti uma casa terrestre,
feita de pão e luz e música,
onde caibas apenas tu
e não haja espaço para os intrusos

E quando, à noite nos amarmos,
como se amaram
o primeiro homem e a primeira mulher,
mandarei que repiquem os tambores

- para que saibam todos que voltaram ao mundo
o primeiro homem e a primeira mulher.

HOMO ANGOLENSIS

Mastiga a própria desgraça
com ela improvisa uma farra
precisa de uma boa maka
como do ar para respirar
acha o mundo demasiado pequeno
pró seu coração
ri à toa fornica por disciplina
revolucionária
jura que um dia será potência
gosta de funje todos os sábados
e foge do trabalho na segunda
mas fica limão
quando lhe querem abusar

João Melo

http://www.camara.ribeiraopreto.sp.gov.br/ccs/snoticias/image/0909/24/prosadesaberes24.jpg

João Melo é escritor, jornalista, publicitário e professor. Nasceu em Luanda em 1955. Estudou Direito em Coimbra e em Luanda. Licenciou-se em Comunicação Social e fez o mestrado em Comunicação e Cultura no Rio de Janeiro.

Dirigiu vários meios de comunicação angolanos, estatais e privados. Membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA), ocupou diversos cargos de responsabilidade nos respectivos órgãos sociais tais como secretário-geral, presidente da Comissão Directiva e presidente do Conselho Fiscal.

Atualmente, é diretor de uma agência de comunicação, dá aulas em duas universidades privadas e é deputado à Assembleia Nacional.


Definição, 1985, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Fabulema, 1986, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Poemas Angolanos, 1989, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Tanto Amor, 1989, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Canção de nosso tempo, 1991, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
O Caçador de Nuvens, 1993, Luanda, União dos Escritores Angolanos;
Limites e Redundâncias, 1997, Luanda, União dos Escritores Angolanos.


Fonte: html.editorial-caminho.pt