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sábado, 13 de outubro de 2012

Anestesia Dentária.


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ANESTESIA DENTÁRIA

1844 – Horace Wells, dentista americano, descobre a anestesia dentária. Exercia a Odontologia em Hartford, Connecticut. Assistiu a 10 de dezembro a uma exibição, em que o público se divertia com os efeitos cômicos do protóxido de azoto. Desgovernado pela inalação deste gás, um caiu com a perna sangrando, sem sentir dor. Wells, que tudo observara, convidou o químico, Dr. G. Q. Colton, preparador do referido protóxido a ir ao seu consultório. Presente ali no dia imediato, Wells pediu ao seu colega Riggs que lhe extraísse um molar superior, inalando previamente aquele gás. Assim se fez tendo o Dr. Colton lhe anestesiado. Após a extração disse Wells: “Eis aqui uma nova era da extração dentária. Nada me doeu, nem sequer a dor da picada de um alfinete. É a maior descoberta já feita”. Desde então Wells passou a aplicar diariamente o protóxido de azoto. Em 1845 foi a Boston propagar seu novo método. Dentre os dentistas e médicos, somente Morton, seu antigo discípulo e colega de consultório lhe deu crédito. Ambos convidaram o Dr. Warren, do Hospital Geral de Massachusetts para uma demonstração aos seus alunos. 
Este, apesar de não crer na eficiência do protóxido de azoto, incapaz, segundo ele, de anestesiar o tempo suficiente do ato cirúrgico, acedeu ao convite. Reuniu na mesma noite os estudantes. Iniciada a operação, diante de grande expectativa, o paciente gemeu do primeiro ao último instante, redundando em tremando fracasso. Wells foi ridicularizado e tachado de charlatão. Fora infeliz. O gás empregado era de qualidade inferior. Desiludido, voltou a Hartford. Dois anos depois, mais entusiasmado, embarcou para a Europa, a fim de difundir a sua descoberta. A Sociedade Médica Francesa e os demais médicos europeus, porém, não lhe deram ouvidos. Preferiram o éter sulfúrico, de origem européia, mais conhecido entre eles. Além disso, um médico escocês, o Dr. Simpson, descobriu os efeitos do clorofórmio como anestésico. Desesperado, Wells voltou para os Estados Unidos. Somente mais tarde é que a Sociedade Médica Francesa lhe conferia um Diploma de Honra. Reconheceu nele o verdadeiro descobridor da anestesia pelo protóxido. Uma carta lhe comunicara que a Associação dos Médicos de Paris “proclamara, por um voto, que é unicamente a Horácio Wells, de Hartford, Connecticut, que cabe a honra de ter pela primeira vez vencido a dor, fazendo um doente respirar os gases vaporizados”. Esta carta, porém, chegou atrasada. Alguns dias antes, a 24 de janeiro de 1848, torturado e desgostoso, Horácio Wells já se havia suicidado.

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 3, página 409.

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