FUNDAÇÃO DA SEITA METODISTA
1730 – John Wesley funda a seita Metodista. Reformador inglês, nasceu em Epworth (condado de Lincoln) a 17 de junho de 1703. Faleceu em Londres a 2 de março de 1791. Sua mãe, Susana, era uma virtuosa senhora, versada em questões religiosas, com quem iniciou sua educação. Aos 17 anos ingressou na Universidade de Oxford. Dedicou-se com ardor à leitura da Bíblia. Em 1725 recebeu as ordens de pastor. Em 1730 organizou uma sociedade, entre estudantes, sob sua presidência, cujos componentes deviam regular sua vida e viver santamente. Zombeteiramente batizou-se com o nome de Metodista. Eles aceitaram a denominação. Profundo conhecedor de Teologia, Wesley deixou mais de 30 volumes, muitos dos quais são edições esgotadas. Entre 1787-88 saíram 8 volumes publicados dos “Sermões” de Wesley. Como inspirado poeta do cristianismo produziu inúmeros hinos belíssimos. Considerava a Bíblia como a base do seu conhecimento e da felicidade eterna. No prefácio dos seus “Sermões”, entre outras coisas, se lê: “Quero saber uma coisa – o caminho para o céu; como desembarcar-me com segurança naquela praia feliz. O próprio Deus condescendeu em ensinar o caminho; para este fim Ele veio do céu. Ele o escreveu em um livro! Ó dá-me esse livro! Por qualquer preço, dá-me o livro de Deus! Eu o tenho. Aqui há conhecimento suficiente para mim. Seja eu o homem de um livro”. John Wesley não pensava em separar-se da igreja primitiva. Os metodistas pregam o culto da espiritualidade pela oração regular e a leitura frequente da Bíblia: o jejum, a comunhão, as visitas e auxílios a doentes, encarcerados e pobres de toda a espécie, a santificação pela fé e a renovação pelo Espírito Santo. Entretanto criaram-se outras ramificações do cristianismo reformado por Lutero, como a Sabatista, que guarda o Sábado; a Batista, que somente batiza os adultos, por imersão; os Pentecostais, cujos crentes julgam receber em suas reuniões o Espírito Santo, que os inspiram a falar línguas estranhas, etc.
Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 2, páginas 206/209.
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