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domingo, 10 de junho de 2012

Desncontro.


DESENCONTRO 

Quantas vezes me viste sem te eu ver, 
E quantas eu te vi que me não viste... 
E só agora, ao ver que me fugiste, 
Eu vejo o que perdi, em te perder. 

Estranha condição do estranho ser 
Que alegre vive nesta vida triste: 
Que só saibamos em que o bem consiste, 
Quando o bem só consiste no morrer. 

Quão feliz eu seria, se, na hora 
Em que te vi, te visse como agora, 
Ideal, nos meus sonhos ideais!... 

Se o que eu sinto por ti sentir pudera, 
Então, sorrindo, eu te diria: Espera, 
E hoje, chorando, não te espero mais. 

Silva Ramos 


Leia mais um belo soneto e a biografia do autor aqui:

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