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sábado, 26 de maio de 2012

Ao Luar.


"AO LUAR 

Os santos óleos, do alto, o luar derrama... 
Eu, pecador, ao claro luar ungido, 
Sonho: e sonhando rezo comovido 
E arrebatado na divina chama. 

Deus piedoso, consolo do oprimido, 
Se compadece, à voz que ardente clama, 
Porque meu coração, impura lama, 
É um brado intenso para os céus erguido! 

E o divino perdão desce da altura: 
Grandes lírios alvíssimos florescem 
Sob a lua, floresce a formosura... 

E nessa florescência, imaculados 
Raios longos do luar piedoso descem, 
Choram comigo sobre os meus pecados." 

Benedito Luís Rodrigues de Abreu 


Benedito Luís Rodrigues de Abreu, nasceu em Capivari em 27 de setembro de 1897, na fazenda "Picadão". Aos sete anos passou a morar em Piracicaba, onde começou os estudos em "escola de sítio". 

Aos 12 anos foi para São Paulo com a família, passou a morar primeiro no Brás, depois na Vila Buarque. Neste bairro passou a trabalhar em uma farmácia com entregas à domicílio, até ser internado no "Liceu Coração de Jesus", para aprender uma profissão. 

Em maio de 1918 voltou com a família para Capivari onde trabalhou na Caixa de Crédito Agrícola. O contato com a poesia aconteceu no colégio. Rodrigues de Abreu aprendeu métrica lendo Simões Dias e sua primeira composição, de acordo com amigos foi: "O Famélico". Para esta obra se inspirou no "Pedro Ivo" de Castro Alves. Quer ler mais? 

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/rodrigues-de-abreu/rodrigues-de-abreu.php#ixzz1vk4ZM6TS

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