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terça-feira, 30 de julho de 2013

Átomo.


 

ÁTOMO

Vi uma criança
Dobrar-se inocente
Sob o peso da bomba.
Vi o átomo
Desagregar-se em morte
E cobrir em cogumelo
A Humanidade,
E lágrimas de sangue
Ergueram-se
Em ogiva
Sobre o deserto,
E lá longe,
Uma pomba branca
Que sobreviveu
Sem arca e sem Noé
Chorou a loucura do Homem. 

Agnelo Regalla 


Leia mais um belo poema e a biografia do autor aqui:

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sábado, 3 de julho de 2010

O eco do pranto/Amar.

http://casorionet.files.wordpress.com/2009/06/blog_fome_crian_a_chorando_com_boca_suja_a_mais_bela_que_vi.jpg

O ECO DO PRANTO

Não me digas
Que essa é a voz de uma criança
Não...
A voz da criança
É suave e mansa
É uma voz que dança...
Não me digas
Que essa é a voz de uma criança
Parece mais
Um grito sem esperança
Um eco
Partindo de fundo de um beco
Não me digas
Que essa é a voz de uma criança,
Essa é doce e mansa
É uma voz que dança...
Esta parece mais
Um grito sufocado sob um manto
- O Eco do Pranto.

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AMAR

Amar
É o mesmo que escrever
Docemente,
Amargo,
Mas incompleto.

Agnelo Regalla


http://opatifundio.com/site/wp-content/uploads/2009/09/agnelo-regalla-1.jpg


Agnelo Augusto Regalla nasceu em Campeane (Tombali), na Guiné-Bissau,no dia 09 de Julho de 1952. formou-se em jornalismo no Centro de Formação de Jornalistas em França. Desempenhou as funções de director da Radiodiodifusão Nacional, de director-geral da Informação do Ministério da Informação e integrou o Governo por duas ocasiões como secretário de Estado da Informação. Actualmente dirige a Rádio Bombolom.


http://www.didinho.org/agneloregallabiografia.htm