sábado, 19 de dezembro de 2015

Ao Papai Noel

  

AO PAPAI NOEL

Sabe Papai Noel, eu não ia escrever não. Sabe por quê? Porque eu tava com raiva do senhor. É! Tava mesmo. Eu ainda estou, mas, só um tiquito de nada. Todo ano eu esperava um presente e nunca ganhava nada. O último ano, como eu não tinha sapato, – disseram que o senhor só botava o presente no sapato – aí eu botei o sapato velho de pai. Foi um sapato que ele achou no lixo. É que pai vive catando lixo. No dia que os carros passam, ele sai bem cedinho, que é pra catar o lixo antes do carro passar. O povo sempre bota o lixo pra fora de noite porque o carro não tem hora pra passar no outro dia. Mãe disse que o senhor não botou o presente, porque o sapato tava furado e fedendo ao chulé de pai. Mãe num trabalha por causa da minha irmã pixitita, mas ela ajuda pai a separar o lixo. Ela só sai de tarde, porque vai na casa duns ricos que moram aqui perto. Tem uma empregada lá, que junta os restos de comida que ficam nos pratos, bota numa lata, e dá pra mãe trazer pra gente comer. Sabe Papai Noel, teve um ano que eu tava com tanta raiva, que eu desejei que desse um vento bem forte, e derrubasse a tua carrocinha com os presentes aqui bem pertinho do viaduto. Ah! Eu nem falei! É que a gente mora embaixo dum viaduto no caminho que vai pra cidade. Será que não dá pra o senhor trazer uns presentinhos aqui pra gente. Quando eu digo pra gente, é porque aqui embaixo do viaduto tem outras famílias e tem muitos meninos. O senhor pode fazer o seguinte: ao invés de dar os brinquedos novos aos ricos, o senhor troca pelos velhos, e guarda pra trazer pra gente. Ah! Se o senhor trouxer os presentes, veja se dá pra trazer pão também, a gente aqui, sempre vai dormir com fome, mas, como vai ser no Natal, a gente poderia comer, pelo menos, um pedaço de pão.

Eu acho que vou parar por aqui. Quem está escrevendo esta carta é uma amiga minha que trabalha aqui num posto de saúde. Como agora não tem médico, nem medicamento, nem equipamento, também não tem ninguém pra ela atender. Aí, eu falei pra ela que se eu soubesse escrever, eu escreveria uma carta para o Papai Noel pra pedir um presente. Foi quando ela pegou uma folha do caderno dela e mandou que eu falasse o que eu gostaria de lhe dizer. Pois é Papai Noel, já estou com nove anos e ainda não sei ler nem escrever. Todo dia mãe me manda rezar pra ver se as coisas melhoram. Reza meu filho! Reza e pede a DEUS, pra ver se os homens deixam de roubar, criam vergonha na cara, e melhoram a situação do povo. A escola fica muito longe daqui do viaduto, também, eu não tenho nem lápis, nem caderno, e nem também, roupa e sapato. Sim! Ia esquecendo! Tem também a minha irmã pixitita. Quando ela está dormindo, eu também ajudo pai a separar o lixo e quando ela está acordada, eu tenho que tomar conta dela quando mãe ajuda pai ou precisa sair pra pegar os restos de comida ou a água numa pracinha aqui perto.

Será que o senhor não vai esquecer? Olha! Eu não vou mandar um beijo pra o senhor, porque eu não escovei os dentes. Eu nem tenho escova! Sabe como é pobre né?

Um abraço,

Palito (esse é meu apelido porque sou muito magro, e também, porque pobre não tem nome).

R.S. Furtado

MEUS QUERIDOS AMIGOS!

O Natal chegou, e com ele as festas, as alegrias, e acenderam-se as esperanças de muitos, quanto à obtenção de dias melhores. Aproveitamos a oportunidade, para agradecer a todos, indistintamente, pelo apoio e pelo carinho dedicado ao nosso Arte & Emoções, não só aos nossos queridos e leais amigos seguidores, como também, àqueles que nos visitaram durante o ano de 2015, pois temos certeza de que sem esse apoio jamais teríamos chegado aonde chegamos nesses oitenta e cinco meses de vida. Não sei se será pedir demais, mas, gostaríamos de continuar contando com esse valiosíssimo apoio, por tratar-se do nosso principal fomento e a razão maior da nossa existência. Aproveitamos também para apresentar nossas desculpas, caso tenhamos, mesmo inadvertidamente, cometido algum erro. A partir de hoje, faremos uma pequena pausa para descanso, repor as energias e concatenar as ideias, e somente retornaremos em 2016, ocasião em que atualizaremos as nossas visitas.

Pedimos ao nosso DEUS misericordioso que cubra com seu manto todo o universo, abençoe e proporcione a todos os viventes de um modo geral, um Feliz Natal e que o ano de 2016, seja de muita paz, amor, saúde e felicidades, e que o homem adote como prioridades, o amor, a compreensão, a harmonia e a solidariedade para com o seu semelhante, e assim, possamos ter um mundo mais justo e mais humano.

Muitíssimo obrigado e até 2016.

Que DEUS seja louvado!


Rosemildo Sales Furtado 

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Leviana

  

LEVIANA

Mandei-lhe um beijo,
Quando alguém me disse que lhe encontrou.
Muito triste e abatida,
Mal tratada e mal vestida,
Que quase não lhe notou.

Mandei-lhe um beijo,
Quando alguém me disse que você falou.
Que estava arrependida,
E uma vida sem guarida,
Foi tudo que lhe restou.

Mandei-lhe um beijo,
Quando alguém me disse que você chorou.
Lamentando a solidão,
E que o seu coração,
Já não mais suportava a dor.

Vai!
Sai da minha vida, me deixa em paz,
O que você me fez, jamais se faz,
Somente magoou meu coração.
Vai!
O que você me fez já é demais,
Traindo-me com outro, e qualquer rapaz,
Agora você vem me pedir perdão.

É tarde.
Eu já coloquei outra em seu lugar,
Alguém em que eu possa confiar,
Para aliviar os sofrimentos meus.
É tarde.
Segue a sua vida de mundana,
Vivendo e agindo como leviana,
Pois só quem pode perdoar é Deus.


R.S. Furtado 

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Insensatez.

  

INSENSATEZ

Na maioria das vezes, a insensatez é bem pior que um câncer, mata mais rápido.”

R.S. Furtado

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Amor e emoção.

  

AMOR E EMOÇÃO

Não adianta fingires que não mais o amas,
Se ainda é muito forte esse teu sentimento.
Sei que sozinha no teu quarto, o chamas,
E embora te esforces, não o tiras do pensamento.

Por que o disfarce, e não falas a verdade,
Se o que sentes jamais limitou-se à uma paixão?
Por que não assumes de vez essa tua realidade,
E atendes aos acenos, anseios do teu coração?

Com certeza, isso é tudo o que ele mais deseja,
Pois o que sente é de total reciprocidade.
Deixar fluir esse amor é o que mais ele almeja,
Para em conjunto, construírem a felicidade.

A vida é bela, mas é curta, e o tempo passa,
O passado não retorna, não tem recuperação.
O futuro é incerto e a esperança é escassa,

Por que não viveres o hoje, com amor e emoção?

R.S. Furtado

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Covardia.



 
COVARDIA

Enquanto o animal irracional utiliza-se de suas armas naturais para atacar e se defender, o homem, covardemente, utiliza-se de armas artificiais.”

R.S. Furtado 

QUERIDOS AMIGOS!

Lamentavelmente, estive afastado por uns dias em função de um pequeno problema ocorrido com o meu parceiro, nada que um simples transplante de placa não pudesse resolver.

Agradeço a compreensão de todos e prometo que todas as visitas serão retribuídas.

Beijos no coração de cada um de vocês.

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Dama da sociedade.



DAMA DA SOCIEDADE

Ela já não é mais a mesma de outrora,
Passava, olhava, e jamais ia embora,
Sem antes mostrar o seu requebrado.
Fazia questão de gingar, remexer,
Para que os homens ficassem a viver,
Pensando e sonhando com seu rebolado.

Saia transparente, blusinha decotada,
Por baixo a calcinha, na glútea colada,
Pois somente pensava, em chamar atenção.
Soutien nem pensar, a blusa era fininha,
E mostrar os biquinhos, só queria a mocinha,
Maliciosa, dos homens levantar o tesão.

Pudor? O que era? Ela nem sabia!
Pra ela, vergonha, também não existia,
Pois pra ela o belo, era pra ser mostrado.
Preconceito é bobagem, todos que se danem,
É meu e eu mostro, os homens que se inflamem,
Vou viver minha vida mostrando meu legado.

Hoje, o tempo depressa, num instante passou,
Muitos não acreditam, a mocinha mudou,
Leva uma vida recatada, com pudor, sem maldade.
E o respeito de todos, ela então conquistou,
Encontrou um bom partido, é feliz, se casou,
É mulher refinada. Ilustre dama da sociedade.

R.S. Furtado.

Visite também: 
Com a história da Literatura Brasileira 
Clicando aqui: 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Finados.


FINADOS

SENHOR meu DEUS!
SENHOR meu PAI!

Hoje, dia 02 de novembro de 2015, aqui no Brasil é dedicado àqueles que aqui aportaram, viveram e, das mais diferentes formas, cumpriram com as missões para as quais foram determinados, e partiram para uma nova vida em outra dimensão, ora recebendo o nome de finados. Portanto, eis que, humildemente, mais uma vez recorro ao VOSSO poder, bondade e infinita magnificência, no sentido de abençoar, perdoar e proteger meus pais, irmãos, parentes de um modo geral, amigos e a todos, indistintamente, aqueles que, no passado, com as suas valiosas presenças alegraram e valorizaram a nossa existência, assim como iluminar todas as suas trajetórias.

AMÉM!

R.S. Furtado

Visite também:
Com a História da Literatura Brasileira
Clicando aqui:

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Tempo.



TEMPO

Não seja daqueles que vivem exclusivamente para ver o tempo passar, aproveite-o, procure vivê-lo em toda sua intensidade.” 

R.S. Furtado 

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Amarga desilusão.


AMARGA DESILUSÃO

Esta tua ausência que em mim tanto dói,
Que impõe e me leva à ingrata solidão.
Maltrata, machuca, e aos poucos corrói,
O pouco que resta do meu pobre coração.

Esta tua indiferença que nada constrói,
Só aumenta a angústia e alimenta a aflição.
E ao passar do tempo, lentamente destrói,
O mais puro amor e uma grande paixão.

Já não mais sou a mesma, viver já não sei,
A vida pra mim já não tem mais fundamento.
Vagueio nas lembranças do tempo que passei.
E alimento-me do mais cruel sofrimento.

Até quando não sei, seguirei resistindo,
Neste mundo carrasco e sem compaixão.
Pois sem ter a ti, aos poucos vou partindo,
E na bagagem levando a amarga desilusão.

R.S. Furtado.

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Perguntas.



PERGUNTAS

Não vos preocupeis com as perguntas inocentes que estas crianças vos formularão, mas sim, com as respostas que derdes.”

R.S. Furtado 

Minha humilde homenagem pela passagem do Dia das Crianças. 

Que DEUS abençoe e proteja a todas as crianças do mundo. 

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:
 

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Crepuscular.


CREPUSCULAR

Esta nossa paixão já desmedida,
Refletem nossos olhos que se falam.
Já são de outono as flores que na vida,
Nós colhemos, mas não se despetalam.

Tu sentes a tua alma estremecida,
Aos sonhos desventuras que te embalam.
E me sendo a ventura apetecida,
Os meus sonhos aos teus então se igualam.

Com teu meigo sorriso e terno olhar;
Tu me impeles a amar-te ardentemente,
Mesmo sendo um amor crepuscular.

Se de amor para nós um ninho teces,
Embora eu seja um sol já no poente,
Posso dar-te amor, os beijos que mereces.

R.S. Furtado 

Visite também: 
Literatura & Companhia Ilimitada 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Desprezo.


DESPREZO

A intensidade da dor causada pelo desprezo, depende do que o desprezante significa para o desprezado. Às vezes nem dói, faz bem.”

R.S. Furtado 

Visite também: 
Com a História da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Setenta e três aninhos.


SETENTA E TRÊS ANINHOS

Hoje eu tive um despertar bem diferente,
Olhei o jardim e vi flores maravilhosas.
Lá fora os pássaros, de forma envolvente,
Externavam sons, com vozes melodiosas.

No horizonte, muito lindamente o sol nascia,
Seus raios, lentamente, pela janela entravam.
A suave brisa, também, o meu quarto invadia,
E a chegada da primavera, logo anunciavam.

Há setenta e três anos, minha mãe chorou,
De alegria, satisfeita, que bela passagem.
Quando a primavera, aqui, neste dia chegou,
E me trouxe de carona, na sua bagagem.

Obrigado meu DEUS, pela bênção e proteção,
Obrigado meu PAI, por não ser uma quimera.
Obrigado por está vivendo a alegria, a emoção,
De hoje, poder comemorar mais esta primavera.

R.S. Furtado

“MEUS QUERIDOS AMIGOS”

Hoje, 23 de setembro, eu e meus dois filhos, agradecemos ao nosso PAI todo poderoso, pela graça de estarmos comemorando mais uma primavera. Eu, particularmente, estou completando 73 aninhos, enquanto que Rosemildo Filho e Rosenildo, estão completando 45 e 39 respectivamente. Daí, resolvi partilhar com eles esta modesta comemoração.

“QUE DEUS SEJA LOUVADO”

Rosemildo Sales Furtado

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Incompreensão.

INCOMPREENSÃO

O senhor nos legou com suprema bondade,
Este mundo ideal, generoso e criador.
Indicando o dever de honradez e lealdade,
Ao cultivo do bem, ao cultivo do amor.

No entanto, só campeia impudor e maldade,
Manchando a candura espalhando terror.
Em lugar da justiça e da nobre verdade,
Acolhe-se mentira e nega-se o valor.

Acata-se a violência, acusa-se o que é terno.
Desdenha-se a moral, a descrença persiste,
Pois só incompreensão a humanidade ostenta,

Este mundo ideal transforma-se em inferno.
Hoje um edil não é porque a verdade é triste,
Tudo o que o céu despreza a terra se avarenta”.

R.S. Furtado 
Reedição
 
Visite também: 
Com a história da Literatura Brasileira 
Clicando aqui:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...