domingo, 9 de fevereiro de 2014

No Banquete.

 
NO BANQUETE

Do alto dos seus bordados, o general falou:
Meio século, senhores, a serviço da Pátria.
Falaram depois o doutor e o magnata.
Outros mais falaram no banquete da vida nacional.
Só o roceiro miúdo não falou nada.
Porque não sabia nada,
Porque estava ausente,
perrengado,
indiferente,
curvado sobre o cabo da enxada,
com o Brasil às costas.

Leo Lynce

  
Cyllenêo Marques de Araújo Valle nasceu na cidade de Pouso Alto, hoje Piracanjuba, no dia 29 de junho de 1884, filho de João Antônio de Araújo Valle e de Eponina Marques de Araújo Vale e faleceu em Goiânia, no dia 7 de julho de 1954. Iniciou seus estudos em Bela Vista de Goiás e aos 16 anos de idade, abraçou a carreira jornalística com a publicação de O funil, manuscrito e desenhado, com pretensões literárias. Escrevia nesta época para os jornais mineiros Araguari e Lavoura e Comércio, de Uberaba.

No ano de 1905, em Bela Vista, foi fundado o jornal Folha do Sul, pelos combativos irmãos Benedito Monteiro Guimarães e Honestino Guimarães, sendo um dos principais colaboradores e ali nasceu e passou a assinar o anagrama Leo Lynce. Leia mais aqui:

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3 comentários:

✿ chica disse...

Os grandões nos banquetes, o trabalhador de fora...Como sempre nesse Barsil insano!! abração,chica

Mariazita disse...

Meu caro Rosemildo
Como há um certo tempo não passava por aqui, aproveitei agora para actualizar um pouco a leitura:)
Gostei muito do que li, aliás, vir aqui, é sempre alargar os conhecimentos.
Obrigada por tanta informação.

Que tua semana seja maravilhosa.
Beijinhos

PS - No próximo dia 14 a minha «CASA» faz aniversário. Conto contigo para festejar...

Lívia Apetitto disse...

Somente quem sabe a dor que sente pode reagir de jeito mudo enquanto trabalha a mente...

Meu amigo, cá eu sem poder dizer nada, tipo o roceiro miúdo, mas sem nenhum cachimbo de palha.
Por vezes ficamos contorcidos a nos espremer com milhões de feitos por dizer, mas o repensar bate como um martelo sem ter hora de parar e assim ele se auto exclui, desaparece das atividades como se estivesse a hibernar. Eu na minha linha inconstante já nem posso planejar porque nunca sei como amanhã vou estar...

Mas creia que na medida do possível estarei sempre por aqui, és de longa caminhada e eu não tenho como te esquecer. Fica na paz Furtado, meu carinho pra você...

Bjs

Livinha

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