sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ausência.

   


AUSÊNCIA

Recresce, arpoante e funda, a saudade cruel.

Corri ela foi meu sol, partiu minha risada!
Cada dia que passa é uma gota de fel
que se me infiltra na alma e a põe envenenada.

Mais larga a ausência, mais a lembrança dourada
resplandece, espertando emoções em tropel:
o riso, o gesto, a voz; boca a boca soldada,
os seus beijos febris que eram de fogo e mel...

Claro perfil de luz, louro encanto irradiando
o revérbero astral de flavescente véu
que dourava o meu sonho e o verso decadente.

Onde estás? interrogo. E a mágoa cresce quando
sinto tudo em silêncio em torno. .. O próprio céu
misterioso e azul, como os olhos da Ausente...

Euclides Bandeira

Euclides da Motta Bandeira e Silva, nasceu em Curitiba, em 22 de novembro de 1876, filho de Carlos da Motta Bandeira e Silva e de Dona Thereza Maria da Silva. Seus antepassados foram fundadores da Cidade, trazendo sua linhagem de Baltazar Carrasco dos Reis. Fez os estudos preparatórios em Curitiba, nos quais foi aprovado com distinção na "Escola dos Bons Meninos" do Dr. José Cleto da Silva, obtendo a medalha de ouro, no dia 24 de dezembro de 1890. Matriculado na Escola Militar do Rio de Janeiro, teve seus estudos interrompidos em 1895 em decorrência da extinção pelo governo da Escola Militar. Durante sua permanência nas linhas executou tarefas militares tanto nas trincheiras de terra como a bordo do vaso Itaipu. Na sua fé de ofício consta elogio por suas atividades contra o Aquidaban. Regressando a Curitiba, foi-lhe oferecido emprego nos Correios, que ele não aceitou, preferindo dedicar-se ao jornalismo, trabalhando ativamente como repórter, articulista, redator e diretor. Leia mais aqui:

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9 comentários:

✿ chica disse...

Poema lindo e foste longe, lá no passado hoje rebuscá-lo! abração,lindo fds! chica

Joaninha Musical disse...

Super lindo este poema e tambem a fotografia que o acompanha. Sim senhora,gostei bastante. Muitos beijinhos e bom fim-de-semana!! Lindo mês de dezembro para ti e fica com deus!!

Gianna Ferri disse...

Poesia molto bella, Furtado.

Buona festa dell'Immacolata.

Clecilene Carvalho disse...

Sofremos quando nos abandonamos... Quando somos abandonados!

Mas a dor deixada pelos que desembarcam do trem da vida é cruel!

Desculpa, mas pensei na minha estrela Dalva (minha mãe) que desembarcou fazem 02 meses!

Bjim

ReltiH disse...

UN TEMA MUY MELANCÓLICO.
UN ABRAZO

Zilani Célia disse...

OI ROSEMILDO!
BELÍSSIMOS VERSOS.
ÓTIMA ESCOLHA DE POST.
ABRÇS
http://zilanicelia.blogspot.com.br/

Smareis disse...

Oi Rosemildo!
Muito bonito esse poema.
Fizeste uma excelente escolha.
Beijos e ótima semana!

Marli Terezinha Andrucho Boldori disse...

Rosemildo,sua postagem nos fez retornar a um tempo distante,mas ao mesmo tempo atualíssimo. "Ausência""
que fala da saudade,e ausência de tudo em uma vida......Bela escolha. Abraço!

MARILENE disse...

Você fez uma ótima escolha. O poema é belo e fala da ausência de uma forma especial. A ausência é um vazio onde entramos quando a saudade aperta. Bjs.

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