quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Exaltação.

 
EXALTAÇÃO

Meu ser entrego ao derradeiro alento
no desenlace de minha alma ungida
pela esperança de um vão momento
galgar a morte na ilusão da vida.

Mas tudo o que me resta é a fé contida
num rasgo de prazer do sofrimento
de rebuscar na treva a luz perdida
no inferno elemental desse tormento.

E em já meu ser demente e sibilino
qual num culto de amor semidivino
minh'alma exita e chora e, enfim, persiste...

E flui por entre estrelas e alvoradas
num turbilhão de luzes deflagradas
ante a certeza de que Deus existe!

Afonso Estebanez

AFONSO ESTEBANEZ STAEL (*) nasceu em 30 de outubro de 1943 no ambiente agreste do município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, filho de Manoel Stael e de Francisca Estebanez Stael, descendentes de ancestrais ciganos emigrados para a Espanha e de alemães de origem judaica radicados nas regiões agrícolas da Bélgica, que posteriormente imigraram para o Brasil entre 1860 e 1890, motivados por Decreto de El Rei D. João VI, do início do séc. XIX, que incentivava a imigração de europeus para o Brasil, com a finalidade de fomentar a colonização das regiões agrícolas das terras brasileiras.

É advogado, poeta, cronista, crítico literário, jornalista laico e escritor brasileiro. Membro da Academia Brasileira de Poesia – ABP. Reconhecido oficialmente como Filho Ilustre de Cantagalo/RJ, berço de Euclides da Cunha. Diplomado “Cônsul do Movimento Universal de Poetas Del Mundo” para sua terra natal. Leia mais aqui: 

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6 comentários:

✿ chica disse...

Linda poesia, exaltação e certeza ao final! abração,tudo de bom,chica

ReltiH disse...

UN TEXTO MUY INTERESANTE. COMO TODO LO QUE NOS COMPARTES.
UN ABRAZO

Addwin Net disse...

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Smareis disse...

Olá Rosemildo,
Uma lindeza de poesia.
Parece uma oração.
Gostei imenso.

Abraço amigo!

Lívia Apetitto disse...

Olá furtado!!!!

Pois é, há momentos em que nos encontramos de forma tão descrente
que sequer percebemos que fazemos uma viagem de vida para morte.
Mas o lugar por onde adentramos,
creio não ser bonito, pois que retrata o que estamos a sentir e como tal assim desnuda.
Porém existe um Deus em que acreditamos, buscando a fé na luz bendita, na real acabamos nos configurando e renascemos para a vida dita...

Sempre a te aplaudir com os belos versos de sua dedicação para quem aqui ter a sorte de aplaudir...

Beijinhos e lindo fim de semana para ti e os teus...

Livinha

Lívia Apetitto disse...

Ah, esqueci de dizer que nada sei da inspiração, se ela tem algum segredo e do meu lado anda o tempo inteiro. O que sei é que a respiro e sinto o cheiro e por tal faço canção. Mas ela tem com ela a relação de poetas como tu, as vezes faz uma viagem e se alonga em seu endereço reproduzindo grandes versos como ecos do teu ser...

Abraços outros mais...

Livinha

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