quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Boas Festas.


 

BOAS FESTAS

Bondade excessiva em nossos corações,
Ordenados somente ao bem querer,
Amarmos sempre ao nosso próximo,
Sentimentos que todos devemos ter.

Feliz Natal é o que desejo para todos
E um Ano Novo melhor que os demais,
São os meus dedicados e humildes votos.
Torcendo para que além de muita paz,
Alegria e amor, tenham alimentos fartos,
Saúde e felicidade, que a todos apraz.


Meus queridos amigos!

Mais um Natal chegando e mais um ano se findando, e como sempre, mantenho a esperança do dever cumprido neste 2013. tentei de todas as formas agradar, tanto com o que postei de terceiros, quanto com as baboseiras que escrevi.

Hoje darei início a uma pausa para descansar um pouco, concatenar as ideias, analisar os erros e os acertos e dar uma arrumadinha no nosso humilde espaço, prometendo, com a graça de “DEUS”, retornar em janeiro para dar continuidade às atividades, inclusive, retribuindo às honrosas visitas, pois quem visita, quer ser visitado.

Aproveito a oportunidade para apresentar as minhas desculpas àqueles que, de alguma forma, não agradei com o meu trabalho, e agradecer a todos indistintamente, amigos(as) e seguidores(as), pelo carinho, compreensão e, principalmente, pelo grande apoio que é importantíssimo neste mundo virtual, com a esperança de no próximo 2014, continuar sendo merecedor dessas ímpares e valiosas companhias. Muito obrigado de coração.

“QUE 'DEUS' SEJA LOUVADO”

Rosemildo Sales Furtado
Arte & Emoções

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Súcubo.


 
SÚCUBO

Desde que te amo, vê, quase infalivelmente,
Todas as noites vens aqui, E às minhas cegas
Paixões, e ao teu furor, ninfa concupiscente,
Como um súcubo, assim, de fato, tu te entregas...

Longe que estejas, pois, tenho-te aqui presente.
Como tu vens, não sei. Eu te invoco e tu chegas.
Trazes sobre a nudez, flutuando docemente,
Uma túnica azul, como as túnicas gregas...

E de leve, em redor do meu leito flutuas,
Ó Demônio ideal, de uma beleza louca,
De umas palpitações radiantemente nuas!

Até, até que enfim, em carícias felinas,
O teu busto gentil ligeiramente inclinas,
E te enrolas em mim, e me mordes a boca!

Emiliano Perneta

Emiliano David Perneta (Pinhais, 3 de janeiro de 1866 – 21 de janeiro de 1921).

Nascido em um sitio de Pinhais, na zona rural de Curitiba, incorporando ao sobrenome um apelido de seu pai.

Considerado maior poeta paranaense, começou influenciado pelo parnasianismo. Foi abolicionista, tendo feito palestras em defesa dos ideais libertários. Publicou artigos políticos e literários, assim como passou a incentivar, em Curitiba, a leitura do escritor Baudelaire, fato marcante para o surgimento do simbolismo no Brasil.
 
Publicou seus primeiros poemas em O Dilúculo, de Curitiba, em 1883. Mudou-se para São Paulo em 1885, onde fundou a Folha Literária, com Afonso de Carvalho, Carvalho Mourão e Edmundo Lins, em 1888. No mesmo ano publicou as obras poéticas Músicas, de versos parnasianos, a Carta à Condessa D'Eu. Foi também diretor da Vida Semanária, com Olavo Bilac, e colaborador do Diário Popular e Gazeta de São Paulo. Leia mais aqui: 

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Beijos-de-mulata.


 

BEIJOS-DE-MULATA

Os beijos-de-mulata
não têm perfume

Apenas
a limpidez do seu desejo
branco
Ou uma concêntrica fúria
acesa de tacula-roxo-carmesim
além de ser
a melhor droga contra o câncer.

Pra que perfume...?
Onde elas crescem
morrem as outras plantas...

Arnaldo dos Santos

Escritor e poeta angolano, Arnaldo Moreira dos Santos nasceu a 14 de março de 1935, em Luanda, na Ingombota. Fez a escola primária e os estudos secundários nesta cidade, findos os quais, começou a sua atividade profissional na função pública.

Mantendo, desde sempre, uma íntima relação com a cultura, integrou, nos anos 50000, a plêiade “Grupo de Cultura”.

Amante do jornalismo, Arnaldo Santos foi chefe de redação da revista novembro e colaborador e diretor do Jornal de Angola. Na década de 60, colaborou na revista Cultura, na ABC e na revista dos Estudantes da Casa do Império chamada Mensagem.

Depois da independência, dirigiu o INALD (Instituto Nacional do Livro e do Disco) e o IAC (Instituto Angolano do Cinema).

Viveu a infância e a adolescência no conhecido bairro do Quinaxixi, espaço de germinação de muita... Leia mais aqui:

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A Mulher e a Poeta.




A MULHER E A POETA

Havia um bosque
Nesse bosque
Uma praia
Nessa praia
Uma casa
Nessa casa
Uma mulher
Nessa mulher
Uma poeta

Quando amanhecia...
No bosque,
A natureza cantava.
Na praia,
O mar se exibia.
Na casa,
A mulher se trancava.
Da mulher,
A poeta fugia.

Quando anoitecia...
No bosque,
A natureza sonhava.
Na praia,
O mar murmurava.
Na casa,
A mulher se encolhia.
Da mulher,
A poeta escrevia.

Fátima Borchert
Fátima Teresa Borchert, nasceu a 5 de agosto de 1956, no Rio de Janeiro. Na adolescência, escreveu duas peças teatrais: uma para ser representada com os amigos no colégio e a outra com os primos, na festa de oitenta anos do seu avô materno. Tornando-se uma amante das Letras, cursou a Faculdade na UERJ, formando-se em1980 e especializando-se em Educação, dois anos mais tarde. Leia mais aqui:

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O Beija-Flor.


O BEIJA-FLOR

Quanto é feliz o beija-flor ligeiro,
Com seu vaivém ditoso e descuidado.
Beijando as flores passa o dia inteiro,
Porque de toda flor é namorado.

Lento em seus voos como um bandoleiro,
Brando ele volta e beija alvoroçado.
Seja em jardim, ou pousam no canteiro,
Ou seja, a mais singela flor no prado.

Felizes esses sábios traquinas.
Como sabem beijar com poesia,
Rosas, violetas, dálias e cravinas.

Se eu fosse um beija-flor, nos voos meus,
Venturoso eu apenas beijaria,
A envolvente flor dos lábios teus.

R.S. Furtado

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domingo, 8 de dezembro de 2013

Contraste.

CONTRASTE

Jaz na igreja, estendido em caixão precioso,
Um membro da nobreza... Em pranto estão rendidos
Os filhos seus, a viúva; e esta, a chamar o esposo,
Roga-lhe em alta voz que atenda os seus gemidos.

Os circunstantes, ante a cena, comovidos,
Põem-se a soluçar pelo amigo saudoso;
Uns, refletem, talvez, que também são maridos
E um dia a morte vem roubar-lhes todo do gozo.

Mais tarde um outro esquife é posto na capela...
O silêncio domina o ambiente funéreo,
Em volta do plebeu, sobre a tumba singela...

Daqui, o último sono ao descanso transfere-o,
Pois dormiu no Senhor, que os humanos nivela,
Quando a vida findar, no pó do cemitério.

Elias Medeiros Ferro
Frei Elias Medeiros Ferro nasceu em Palmeira dos Índios, em 15 de março de 1905. Filho de Isiano Ferreira Ferro e Maria Rosa Medeiros, não freqüentou a escola. Autodidata, auxiliar do comércio, trabalhou quatro anos na casa comercial do escritor Graciliano Ramos, seu parente. Em 1928, ingressou no Convento do Carmo, de Salvador-BA, onde fez o noviciado e a profissão religiosa, na ordem dos carmelitas. Sempre residiu no Convento, onde, com outros irmãos, fundou o Museu do Carmo. Passou seus últimos anos em Maceió, morrendo na capital alagoana.

Entre suas principais obras, encontram-se: Flores do Outono (Bahia, 1956) – poesias; Tarde de Outono (Bahia, 1958) – poesias; Cânticos do Arrebol (Bahia, 1961) – poesias; Poesias Completas (Bahia, 1964) – poesias; Poesias Escolhidas (Bahia, 1968) – poesias, 2ª. Edição em 1971.

Fonte: A Poesia do Brasil

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Ausência.

   


AUSÊNCIA

Recresce, arpoante e funda, a saudade cruel.

Corri ela foi meu sol, partiu minha risada!
Cada dia que passa é uma gota de fel
que se me infiltra na alma e a põe envenenada.

Mais larga a ausência, mais a lembrança dourada
resplandece, espertando emoções em tropel:
o riso, o gesto, a voz; boca a boca soldada,
os seus beijos febris que eram de fogo e mel...

Claro perfil de luz, louro encanto irradiando
o revérbero astral de flavescente véu
que dourava o meu sonho e o verso decadente.

Onde estás? interrogo. E a mágoa cresce quando
sinto tudo em silêncio em torno. .. O próprio céu
misterioso e azul, como os olhos da Ausente...

Euclides Bandeira

Euclides da Motta Bandeira e Silva, nasceu em Curitiba, em 22 de novembro de 1876, filho de Carlos da Motta Bandeira e Silva e de Dona Thereza Maria da Silva. Seus antepassados foram fundadores da Cidade, trazendo sua linhagem de Baltazar Carrasco dos Reis. Fez os estudos preparatórios em Curitiba, nos quais foi aprovado com distinção na "Escola dos Bons Meninos" do Dr. José Cleto da Silva, obtendo a medalha de ouro, no dia 24 de dezembro de 1890. Matriculado na Escola Militar do Rio de Janeiro, teve seus estudos interrompidos em 1895 em decorrência da extinção pelo governo da Escola Militar. Durante sua permanência nas linhas executou tarefas militares tanto nas trincheiras de terra como a bordo do vaso Itaipu. Na sua fé de ofício consta elogio por suas atividades contra o Aquidaban. Regressando a Curitiba, foi-lhe oferecido emprego nos Correios, que ele não aceitou, preferindo dedicar-se ao jornalismo, trabalhando ativamente como repórter, articulista, redator e diretor. Leia mais aqui:

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A Montanha encurralada.




A MONTANHA ENCURRALADA

Sempre foste para mim conforto e pena
Hoje só resta em ti o meu lamento
No derruir que só teu corpo encena
Em vascas dores de feroz tormento.

Arrancam-te seiva, cor e sangue
O uberoso ventre se fez atro
Sem a riqueza férrea feita exangue
No devastar deste cruel teatro.

Chega a soluço a voz da passarada
No réquiem de tua voz adormecida
Coro sonoro proteção amada

Em que descia ar de pura fonte
Dos pétreos braços de encosta florida
Ao verde de teu belo-horizonte.

Elizabeth Rennó


Elizabeth Fernandes Rennó de Castro. Nasceu em Carmo de Minas. Possui o Curso de Graduação em Letras-Português-Inglês pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Especializou-se em Literatura Brasileira com o Curso de Pós-Graduação pela mesma Faculdade. Obteve o título de Mestre em Literatura Brasileira com a aprovação da dissertação A Aventura Surrealista de Lêdo Ivo: Invenção e Descoberta, em 1985. É Presidente Emérita da Academia Feminina Mineira de Letras; Presidente da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, Sócia Efetiva do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Pertence às Academias de Letras de Itajubá, São João del-Rei, Conselheiro Lafaiete, Congonhas e é membro do Internacional Writers and Artists, OH, USA. Eleita por unanimidade para a Academia Mineira de Letras, tomou posse no dia 19 de outubro de 2004, em sucessão ao Acadêmico Caio Mário da Silva Pereira, na cadeira de número 21. Leia mais aqui:

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ignoto DEO.




IGNOTO DEO

Desisti de saber qual é o Teu nome,
Se tens ou não tens nome que Te demos:
Ou que rosto é que toma, se algum tome,
Teu sopro tão além de quanto vemos.

Desisti de Te amar, por mais que a fome
Do Teu amor nos seja o mais que temos,
E empenhei-me em domar, nem que os não dome,
Meus, por Ti, passionais e vãos extremos.

Chamar-Te amante ou pai... grotesco engano
Que por demais tresanda a gosto humano!
Grotesco engano o dar-Te forma! E emfim,

Desisti de Te achar no quer que seja,
De Te dar nome, rosto, culto, ou igreja...
Tu é que não desistirás de mim!

José Régio  

Leia mais um belo soneto e a biografia do autor aqui:

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pensando em ti.



PENSANDO EM TI

Hoje eu acordei sorrindo, pensando em ti,
E lembrei dos saudosos momentos que contigo vivi,
Naquelas noites de loucura e de intensa paixão.
Aí então foi quando logo percebi,
Que os doces prazeres, que contigo senti,
Ainda em mim persiste... Grata recordação.

Singelos detalhes... Eternas lembranças,
Sobre os teus ombros, duas lindas tranças,
Ornando teu rosto, que belo exemplar.
Com teus olhos verdes, cor da esperança,
E essa boca de mel, que dois lábios, lança,
Às delícias do amor, ao prazer do beijar.

O teu corpo no meu, com fervor, sem piedade,
O meu corpo no teu, sem temor, com maldade,
Em busca do êxtase, a caminho da explosão.
Tal qual animais famintos, sedentos, no cio,
Sem decência ou pudor, desprovidos de brio,
Atendendo ao instinto, saciando o tesão.

Só agora percebo o canalha que fui,
E que a maldade que fiz, somente contribui,
Para o desprezo que sentes, desde quando parti.
Confesso que hoje eu queria com certeza,
Deitar, e de ti lembrar, com bastante clareza,
E adormecer sorrindo, pensando em ti.

R.S. Furtado 

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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O violino do artista.




O VIOLINO DO ARTISTA

Só lhe restava o mágico violino
nessa vida de eterno sofrimento;
único amigo, um outro peregrino
na rota desgraçada do talento.

Como sentia o mísero instrumento,
nessa alma rude, um lenho pequenino,
que tinha em mãos do dono um sentimento
que era “mais do que humano, era divino!”

E juntos iam ao fulgor das cenas
confundir num adágio as suas penas,
irmãos na glória, gêmeos no tormento!...

Mas morto um dia o artista, gente absurda
quis tocá-lo... mas ah! tinha a alma surda...
já não sentia o mísero instrumento!...

Dunshee de Abranches


João Dunshee de Abranches Moura (pseudônimo: Rabagas), romancista, poeta, jornalista, orador.

Nasceu em 2/9/1867 em São Luís do Maranhão e faleceu em Petrópolis, em 1941. 

Abolicionista e republicano. 

Foi promotor de justiça em Barra do Corda e Grajaú.

Publicou mais de 120 trabalhos, de diversos gêneros.

Obras poéticas: Cartas de Um Sebastianista (1895), Minha Santa Teresinha (1932), Pela Itália (1906), Pela Paz (1895), Selva (1923), Versos de Ontem e de Hoje (1916).


João Dunshee de Abranches Moura foi empossado na presidência da ABI em 13 de maio de 1910, com o apoio integral do grupo que controlava a Associação e prometendo defender a liberdade de pensamento a qualquer custo. Em 1911, foi reeleito para mais dois anos de mandato.

Durante sua administração, várias providências foram tomadas, como a reforma estatutária, aprovada pela Assembléia-Geral de 23 de janeiro de 1911, e a mudança para Associação de Imprensa dos Estados Unidos do Brasil. Constava do novo estatuto a criação da biblioteca e do cargo de bibliotecário... Leia mais aqui: 

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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Testamento do homem sensato.


TESTAMENTO DO HOMEM SENSATO

Quando eu morrer, não faças disparates
nem fiques a pensar: Ele era assim...

Mas senta-te num banco de jardim,
calmamente comendo chocolates.

Aceita o que te deixo, o quase nada

destas palavras que te digo aqui:
Foi mais que longa a vida que eu vivi,
para ser em lembranças prolongada.

Porém, se um dia, só, na tarde em queda,

surgir uma le mbrança desgarrada,
ave que nasce e em vôo se arremeda,

deixa-a pousar em teu silêncio, leve

como se apenas fosse imaginada,
como uma luz, mais que distante, breve.

Carlos Pena Filho




Carlos Souto Pena Filho, poeta pernambucano, nasceu no Recife no dia 17 de maio de 1928. Seu pai era o comerciante português Carlos Souto Pena e sua mãe D. Laurinda Souto Pena. Cursou o primário e o ginásio (hoje ensino fundamental) em Portugal. Quando voltou ao Recife, estudou no Colégio Nóbrega e no Joaquim Nabuco.


Muito cedo começou a escrever e manifestar sua vocação poética. Em 1947, publicou no Diário de Pernambuco o soneto Marinha. Daí em diante continuou publicando seus poemas nos suplementos nordestinos e também em publicações do Sul do País. Suas composições passaram a ser lidas e requisitadas. Era saudado como promessa de um grande poeta da novíssima geração pernambucana. Leia mais aqui: 

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sábado, 23 de novembro de 2013

Invariável.




INVARIÁVEL

Não digas que uma estranha e imprevista mudança,
Notas em meu olhar; que, manso e amigo outrora,
Hoje lampejos de ira e de revolta lança,
E em chamas de rancor infernal te devora.



Não; ele é sempre igual - terno e devoto - embora
Não tenha a luz da fé, nem o ardor da esperança;
Sem crer no teu amor, o teu amor implora,
E de acariciar-te as formas não se cansa...



Quando de ti me vier a morte, quando um dia
Com tuas próprias mãos me abafares na boca
O suspiro final desta lenta agonia,



Inda no mesmo olhar de submisso respeito
Verás - rindo talvez! - alma leviana e louca,
O supremo perdão do mal que me tens feito...



Carlos Magalhães de Azeredo



Leia mais um belo soneto e a biografia do autor aqui:

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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Ofertório.





OFERTÓRIO

Foi por vós catecúmenos sombrios
Da excelsa religião do sentimento, 
Que de tudo um vago esquecimento
Vaguei da morte pelos reinos frios; 
 
Buscando a essência em flor do sentimento
Oculta nesses báratros sombrios, 
Onde a voz tumular de ventos frios
Geme o salmo do eterno esquecimento. 

Foi por vós que eu vivi nas outras vidas
As sensações secretas, doloridas, 
Que sufocam os gritos na garganta. 

E é por vós que a minh'alma aniquilada, 
Nos sudários do Sonho amortalhada,
Das próprias ruínas ressurgindo, canta.

Dias Fernandes 
 
CARLOS Augusto Furtado de Mendonça DIAS FERNANDES: Nasceu em 20 de setembro de 1874, na cidade de Mamanguape, Estado da Paraíba e faleceu em 09 de dezembro de 1942, no Hospital da Cruz Vermelha, no Rio de Janeiro. Era filho do Dr. Nepomuceno Dias Fernandes e de D. Maria Augusta Saboia Dias Fernandes. Aprendeu as primeiras letras com a sua mãe, continuando com os professores Luiz Aprígio e Isaac Ribeiro que lhe ministraram aulas de Português e Latim. Aos dezesseis anos já tinha lido Os lusíadas bem como Virgílio e Horácio na língua original. Apesar de Mamanguape se, a esse tempo, um importante centro de exportação de algodão e da cana-de-açúcar, através do porto de Salema, Carlos Fernandes não sentia atração pela cidade que, pela falta de... Leia mais aqui:

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