quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Fisiologia do Cérebro.


A FISIOLOGIA DO CÉREBRO. 

1840 Pierre Jean-Marie Flourens é considerado “o pai da Fisiologia do cérebro”. Fisiologista francês, nasceu em Maurelhan. Faleceu em Montgeron (1761-1867). Deve-se a ele a aplicação das novas técnicas da fisiologia experimental ao estudo do sistema nervoso. Flourens descobriu, através de estudos feitos em pombos, que a região do cérebro revelou-se, na verdade, ser a sede de centros nervosos para o controle voluntário dos movimentos dos braços e das pernas. Estas e outras descobertas deste gênero fizeram com que o elegessem nesta data, membro da Academia Francesa. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 3, página 399.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

À Memória de Natália Correia.


À MEMÓRIA DE NATÁLIA CORREIA 

Tu vinhas com as flamas, flor imensa, 
Dançando nos teus dramas, onde a fera 
Tinha garras de gata na sentença 
E a Lua cor de prata era quimera. 

Vestida ou qual Diana eras Provença, 
Qual deusa do piano eras Citera; 
Coríntia te vi eu, que a flor é crença, 
E Cynthia te chamava a Primavera. 

Quisera ver-te Lua, ver-te Mãe 
Na graça, a graça tua em que ensaiaste 
Do trovador a voz. E digo amém 

Á verdura da flor, à sua haste 
Que diz a todos nós, grita também: - 
- “Madre, ó Mãe, porque é que nos criaste?” 

Paulo Brito e Abreu 


Paulo Jorge Cardoso de Oliveira Brito e Abreu, de seu nome completo, nasceu na cidade de Lisboa, a 27 de Maio de 1960. Além de cantor, ele é Poeta, conferencista, ensaísta, filósofo e crítico literário. Licenciou-se, em 1986, em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. A 30 de Novembro de 1999, Brito e Abreu recebeu, vindo do Brasil, o título de Sócio Correspondente da Academia Carioca de Letras, tendo-lhe sido outorgada, no ano 2000, pela União Brasileira de Escritores, a Medalha Peregrino Júnior, «por seu admirável labor de intercâmbio cultural». Em 2006, pelo conjunto da sua actividade como Escritor e publicista, a Escola Secundária D. Diniz concedeu-lhe, adrede e com ardor, a láurea simbiótica e medalha simbólica. Por o atro e o estertor da Pátria em que nasceu, fez Paulo Jorge Brito e Abreu, recentemente, frente à estátua de Gualdim Pais, em Tomar, um voto perante Deus e o juramento Templário. 

Fonte : http://www.harmoniadomundo.net

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sábado, 26 de maio de 2012

Ao Luar.


"AO LUAR 

Os santos óleos, do alto, o luar derrama... 
Eu, pecador, ao claro luar ungido, 
Sonho: e sonhando rezo comovido 
E arrebatado na divina chama. 

Deus piedoso, consolo do oprimido, 
Se compadece, à voz que ardente clama, 
Porque meu coração, impura lama, 
É um brado intenso para os céus erguido! 

E o divino perdão desce da altura: 
Grandes lírios alvíssimos florescem 
Sob a lua, floresce a formosura... 

E nessa florescência, imaculados 
Raios longos do luar piedoso descem, 
Choram comigo sobre os meus pecados." 

Benedito Luís Rodrigues de Abreu 


Benedito Luís Rodrigues de Abreu, nasceu em Capivari em 27 de setembro de 1897, na fazenda "Picadão". Aos sete anos passou a morar em Piracicaba, onde começou os estudos em "escola de sítio". 

Aos 12 anos foi para São Paulo com a família, passou a morar primeiro no Brás, depois na Vila Buarque. Neste bairro passou a trabalhar em uma farmácia com entregas à domicílio, até ser internado no "Liceu Coração de Jesus", para aprender uma profissão. 

Em maio de 1918 voltou com a família para Capivari onde trabalhou na Caixa de Crédito Agrícola. O contato com a poesia aconteceu no colégio. Rodrigues de Abreu aprendeu métrica lendo Simões Dias e sua primeira composição, de acordo com amigos foi: "O Famélico". Para esta obra se inspirou no "Pedro Ivo" de Castro Alves. Quer ler mais? 

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/rodrigues-de-abreu/rodrigues-de-abreu.php#ixzz1vk4ZM6TS

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Desespero."


"DESESPERO"

“O desespero somente aumenta a gravidade do problema, enquanto que a calma ameniza e conduz ao encontro da sua solução.”

R.S. Furtado

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Troco.


TROCO 

Eu troco 
ponho e disponho 
da diferença do meu corpo

no agasalho da nuca 
a penumbra do pescoço

Ombros a meio divididos 
onde as asas já despontam 
para a ternura das nádegas

fazendo tudo 
o que contam 

Dispo 
troco digo e ponho 
os dedos no espaço incerto 

onde a língua toma o gosto 
do que fica a descoberto 

Maria Teresa Horta


Maria Teresa Mascarenhas Horta nasceu em Lisboa em 20 de Maio de 1937. Oriunda, pelo lado materno, de uma família da alta aristocracia portuguesa, conta entre os seus antepassados a célebre poetisa Marquesa de Alorna. 

Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Dedicou-se ao cine-clubismo, como dirigente do ABC Cine-Clube, ao jornalismo e à questão do feminismo tendo feito parte do Movimento Feminista de Portugal juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa. Em conjunto lançaram o livro "Novas Cartas Portuguesas". Teresa Horta também fez parte do grupo Poesia 61

Fonte: Wikipédia 

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sábado, 19 de maio de 2012

Por que sou forte.


POR QUE SOU FORTE 

a Ezequiel Freire 

Dirás que é falso. Não. É certo. Desço 
Ao fundo d’alma toda vez que hesito... 
Cada vez que uma lágrima ou que um grito 
Trai-me a angústia - ao sentir que desfaleço... 
E toda assombro, toda amor, confesso, 
O limiar desse país bendito 
Cruzo: - aguardam-me as festas do infinito! 
O horror da vida, deslumbrada, esqueço! 
É que há dentro vales, céus, alturas, 
Que o olhar do mundo não macula, a terna 
Lua, flores, queridas criaturas, 
E soa em cada moita, em cada gruta, 
A sinfonia da paixão eterna!... 
- E eis-me de novo forte para a luta. 
 
Narcisa Amália


Narcisa Amália de Campos (São João da Barra, 3 de abril de 1856 — Rio de Janeiro, 24 de junho de 1924) foi uma poeta brasileira. Foi a primeira jornalista profissional do Brasil. Movida por forte sensibilidade social, combateu a opressão da mulher, o regime escravista, segundo Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional” e busca sua própria identidade “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”. 

Fonte: Wikipedia

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Fundação da seita Metodista.


FUNDAÇÃO DA SEITA METODISTA 

1730 – John Wesley funda a seita Metodista. Reformador inglês, nasceu em Epworth (condado de Lincoln) a 17 de junho de 1703. Faleceu em Londres a 2 de março de 1791. Sua mãe, Susana, era uma virtuosa senhora, versada em questões religiosas, com quem iniciou sua educação. Aos 17 anos ingressou na Universidade de Oxford. Dedicou-se com ardor à leitura da Bíblia. Em 1725 recebeu as ordens de pastor. Em 1730 organizou uma sociedade, entre estudantes, sob sua presidência, cujos componentes deviam regular sua vida e viver santamente. Zombeteiramente batizou-se com o nome de Metodista. Eles aceitaram a denominação. Profundo conhecedor de Teologia, Wesley deixou mais de 30 volumes, muitos dos quais são edições esgotadas. Entre 1787-88 saíram 8 volumes publicados dos “Sermões” de Wesley. Como inspirado poeta do cristianismo produziu inúmeros hinos belíssimos. Considerava a Bíblia como a base do seu conhecimento e da felicidade eterna. No prefácio dos seus “Sermões”, entre outras coisas, se lê: “Quero saber uma coisa – o caminho para o céu; como desembarcar-me com segurança naquela praia feliz. O próprio Deus condescendeu em ensinar o caminho; para este fim Ele veio do céu. Ele o escreveu em um livro! Ó dá-me esse livro! Por qualquer preço, dá-me o livro de Deus! Eu o tenho. Aqui há conhecimento suficiente para mim. Seja eu o homem de um livro”. John Wesley não pensava em separar-se da igreja primitiva. Os metodistas pregam o culto da espiritualidade pela oração regular e a leitura frequente da Bíblia: o jejum, a comunhão, as visitas e auxílios a doentes, encarcerados e pobres de toda a espécie, a santificação pela fé e a renovação pelo Espírito Santo. Entretanto criaram-se outras ramificações do cristianismo reformado por Lutero, como a Sabatista, que guarda o Sábado; a Batista, que somente batiza os adultos, por imersão; os Pentecostais, cujos crentes julgam receber em suas reuniões o Espírito Santo, que os inspiram a falar línguas estranhas, etc. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 2, páginas 206/209. 

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terça-feira, 15 de maio de 2012

Visita


VISITA 

Visito os amigos mortos, 
Pensando que inda, estão vivos. 
Entre a penumbra dos quadros 
Andam eles em sorrisos. 
Pronuncio a frase antiga 
E dou comigo sozinha. 
Oiço então o dia exacto 
Da estridente campainha. 
Volto a casa, fecho o som 
Por dentro da persiana. 
E então os retratos andam, 
À volta da minha cama. 

Natércia Freire 

Natércia Freire nasceu em 1919 em Benavente, no Ribatejo. Editou o seu primeiro livro de poesia, Castelos de Sonho, em 1935, seguido de O Meu Caminho de Luz. Estudou música mas dedicou-se à poesia e ao jornalismo cultural. Foi Coordenadora da Página de "Artes e Letras" do "Diário de Notícias" desde 1954 até 1974. 

Foi membro da Comissão de Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian. 

A partir de 1974 retirou-se da vida literária nacional, marcando porém discreta presença em alguns artigos de opinião no ’"O Tempo" e n’ "O Século", e publicando poesia em várias revistas e jornais. 

Desde 1980 exerceu, por várias vezes, o papel de Júri do Prémio Literário da Fundação Oriente. Em 1991 e 1995 editou a sua obra poética completa sob a chancela da Imprensa Nacional/ Casa da Moeda. Morreu no dia 17 de Dezembro de 2004. 

Fonte: http//um-buraco-na-sombra.netsigma.pt: 

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sábado, 12 de maio de 2012

Mãe.


MÃE 

Aspiração que no coração lampeja, 
O amor materno, se alcançada a tem. 
A criatura que entronar deseja, 
Os deveres santíssimos de mãe. 

Quanta grandeza para o filho almeja, 
Quantos cuidados aos seus sentidos vêm. 
Quando ele dorme, levemente o beija, 
Quando sorri, ela sorri também. 

O amparo maternal ao filho estende; 
Quando ele sofre, aflita ela soluça, 
E roga ao céu que o sare e o céu atende. 

Francamente, ela o seio desembuça. 
E que doçura o seio seu desprende, 
Quando ela sobre o berço debruça. 

R.S.Furtado

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Estátua.


ESTÁTUA 

Eu tenho muita vez a estranha pretensão 
de me fundir em bronze e aparecer nas praças 
para poder ouvir da voz das populaças 
a sincera explosão; 

senti-la, quando, em festa, as grandes multidões 
aclamam doidamente os fortes vencedores, 
e febris, pelo ar, espalham-se os clamores 
das nobres ovações; 

senti-la, quando o sopro aspérrimo da dor 
nubla de escuro crepe o lúgubre horizonte 
e curva para o chão a entristecida fronte 
do povo sofredor; 

poder sempre pairar solenemente em pé, 
sobre as mágoas cruéis do miserando povo, 
e ter sempre no rosto, eternamente novo, 
uma expressão de fé. 

E, quando enfim cair do altivo pedestal, 
à sacrílega mão do bárbaro estrangeiro, 
meu braço descrever no gesto derradeiro 
a maldição final. 

Medeiros e Albuquerque 


Veja mais um belo poema e a biografia do autor aqui.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A volta.



A VOLTA

Eram tristes os meus dias, por estar distante,
Deste mundo irreal, porém, confortante,
E dos amigos leais, sempre uma constante,
Nos meus momentos felizes, bem radiantes,
De interações interpessoais, importantes,
Que agem como verdadeiros fortificantes.

Hoje, de volta prometo estar presente, diante,
De cada espaço, de forma hábil, atuante,
Nos comentários dos posts, pois, relevante,
É a participação de todos e, estimulantes,
São as visitas recebidas dos amigos, habitantes,
Deste mundo onde todos somos amantes.

R.S. Furtado

MEUS QUERIDOS AMIGOS!

Depois de quase trinta dias, eis que aqui estamos de volta para continuarmos o nosso trabalho e, principalmente, matarmos as saudades que ora sentimos dos amigos que neste mundo maravilhoso tivemos a honra e a felicidade de conhecer.

Agradecemos pela valiosa compreensão, prometendo retribuir as valiosas e honrosas visitas, que somente nos fortalecem e nos estimulam a darmos sequência aos nossos humildes espaços.

Muito obrigado de coração e um grande beijo no coração de todos.

“QUE DEUS SEJA LOUVADO!” 

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