sexta-feira, 30 de março de 2012

Alegoria da tarde.



ALEGORIA DA TARDE

Recolhe o dia aos campos e à cidade,
A Tarde... E num crepúsculo de beijos,
Que o sol lança a boca aos meus desejos,
As horas vão morrendo com saudade.
 
E o9 dia lembra — que é chegado ao fim,
Ao Pintor de Penumbras a que venha...
E como deixa nos altos da montanha
O Sol, a Tarde, afasta-se de mim.

Vai longe a aça de oiro e pedrarias
Das voluptuosas, bêbadas manhãs,
Do grande Sol heróico dos bons-dias!

E ao recair das horas, pelo Outono,
As coisas choram lágrimas cristãs
Sob as cinzas da tarde, ao abandono.

Afonso Duarte

Afonso Duarte foi um poeta português (Ereira, Montemor-o-Velho, 1.1.1884 – Coimbra, 5.3.1958). Formou-se, em Coimbra, em Ciências Físico-Naturais (1913). Foi, ali, professor da Escola Normal e dedicou-se em especial à pedagogia do desenho; interessou-se por temas de etnografia e arte popular portuguesa. Manteve, ao longo da sua vida, intenso e caloroso convívio literário com sucessivas escolas e grupos, de que são testemunhos a colaboração na Águia e na «Renascença Portuguesa», as relações com os «Esotéricos», a passagem pela Presença e pela Seara Nova, e com os poetas do «Novo Cancioneiro»
 
A sua obra poética acusa esse permanente esforço de renovação, mantendo-se, todavia, fiel à inspiração entranhadamente portuguesa e tradicional, aos motivos da terra, da vida animal, do povo e da lide agrária, das crenças e mitos seculares, sempre rica de poder metafórico e alusivo, evoluiu, no entanto, progressivamente, para uma forma mais despojada e epigramática, e o ímpeto genesíaco, velado por uma religiosidade difusa e melancólica, que transborda nas primeiras obras, contém-se e interioriza-se, o tom torna-se mais cerebral e moralístico, até dar numa sabedoria desenganada e algo sarcástica ou num denso e sentencioso comentário profético do mundo contemporâneo.

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quarta-feira, 28 de março de 2012

Fundação da poesia didática na Grécia.


FUNDAÇÃO DA POESIA DIDÁTICA NA GRÉCIA 

800 a.C. Hesíodo funda nesta época jônio-dórica a poesia didática na Grécia, com a publicação do poema “Os trabalhos e os Dias”. Aí narra a lenda de Prometeu e a história das cinco idades do mundo. Dá conselhos sobre a agricultura, a navegação. Assinala os dias propícios ou não para os trabalhos no campo. É também criador da "Teogonia", a mais antiga exposição de todo o conjunto das lendas mitológicas da religião grega. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 18.

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Oblíquo o meu olhar.


OBLÍQUO O MEU OLHAR 

Oblíquo o meu olhar, gesto e o jogo 
que musical desmantela em volta o espaço 
e retira à carne seu subjectivo desejo 
cego, visão do inenarrável, seus perfumes. 

Oblíquo o meu olho e o inquieto instante 
a própria luz que aponta e beija com ardor 
tuas ancas de canela na oblíqua esteira 
oblíqua a tua lenda, invisíveis tuas barcas 

no embalo lento da monção dos sentidos, 
sobreimpressar inscrevendo-se no meu corpo 
oblíquo o teu olhar, o híbrido veio insaciável 

como o próprio eco das vagas contra a muralha 
da fortaleza, abrindo-se a meus assaltos 
mudos, minerais, fragmentando oblíquo poente 

Virgílio de Lemos


Virgílio de Lemos nasceu na Ilha do Ibo em Moçambique em 1929. Cresceu e estudou entre Lourenço Marques e Joanesburgo. É uma das figuras fundamentais da poesia moçambicana, ao lado de Rui Knopfli e José Craveirinha

Fundador da revista de poesia Msaho em 1952, que simboliza a ruptura com a literatura colonial. No seu primeiro número figuram Noémia de Sousa, Reinaldo Ferreira e Alberto Lacerda. A sua obra conta poemas, contos e crónicas, e um estudo sobre o "barroco estético" na literatura de Moçambique. Ele teve uma parte activa na vida política e na resistência ao regime colonial entre 1958 e 1963, altura em que opta pelo exílio em França. 

O seu livro de poesia, "Para fazer um mar", editado pelo Isnstituto Camões, foi lançado a 31 de Maio 2001 na Feira do Livro de Lisboa, com prefácio de Luís Carlos Petraquim

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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sábado, 24 de março de 2012

O carnaval.


O CARNAVAL 

Põe a máscara e vai para a folia, 
Na afetação de uns gestos singulares, 
Esquecido dos íntimos pesares 
Que te atormentam todo santo dia ... 

Homem doente, perdido nesses mares 
Tenebrosos da dúvida sombria, 
Vê que há lá fora um frêmito de orgia, 
Mesmo através das coisas mais vulgares! 

Põe-te a cantar, desabaladamente! 
Vai para a rua aos trambolhões, às tontas, 
Como se enlouquecesse de repente ... 

Agarra-te à alegria passageira: 
Olha que o que te espera, ao fim de contas, 
É o triste Carnaval da vida inteira ... 

Zito Batista


Raimundo Zito Baptista nasceu no povoado Natal, hoje município de Monsenhor Gil, em 16 de setembro de 1887. Adolescente, ele veio para Teresina com o irmão Jônathas Batista (1885 -1935), que depois se revelaria teatrólogo. Escreveu poesias desde moço. Fundou as revistas Cidade Verde e Alvorada. Mais sonhador ou romântico que o irmão, Zito entregou-se de corpo e alma ao poder embriagante da poesia. 

Por essa época, em Teresina, uma mocidade sonhadora dominava a cidade. Poesias, crônicas, cartas amorosas e os acontecimentos sociais que pudessem trazer alegrias ou tristezas ao meio eram traduzidos em versos por jovens poetas que se iniciavam em literatura. 

Faleceu no Rio de Janeiro, em 1926. 

Amigo dos poetas Antônio Chaves e Celso Pinheiro, com eles estreou em livro em 1909, com coletânea Almas Gêmeas, cabendo-lhe a parte sob o título Pedaços do Coração

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Superação.


"SUPERAÇÃO" 

“Se o seu ontem foi bom e o seu hoje está sendo melhor que ontem, o seu amanhã poderá ser bem melhor que hoje. Portanto, procure dar sempre o melhor de si para que os seus amanhãs sejam sempre superados.”

R.S.Furtado

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segunda-feira, 19 de março de 2012

Neste dia meu amor.


NESTE DIA MEU AMOR 

Neste dia meu amor 
os meus dedos são o candelabro que te ilumina 
o único existente. 

E o homem 
sua esfera perdida em mãos alheias 
é o objecto de malabarismo 
o insecto 
voltejando cega a luz que lhe irradiam 
o límpido cristal corrompido 
o defunto. 

E este patíbulo onde o próprio carrasco se enforcará 
eu o digo 
será erguido como símbolo de todos os homens. 

Aqui a hora vai sendo longínqua meu amor e solene. 
O caminho é grande o tempo tão pouco 
tenhamos muita esperança e muito ódio 
e vítreas flores a ornar o teu cabelo 
porque serei o homem para as transportar 
e tu a última mulher que as aceitará. 

E enquanto assim for 
erguer-se-á a nuvem de múltiplas estrelas 
a nebulosa 
que dizem estar a milhões de anos-luz 
mas não acreditemos bem o sabes 
porque a verdade a temos em nossas próprias mãos 
oculta para a contemplarmos agora. 

Carlos Eurico da Costa 


Carlos Eurico da Costa nasceu em Viana do Castelo no ano de 1928. Foi, com Mário Cesariny, António Maria Lisboa e Cruzeiro Seixas, fundador do Grupo Surrealista português, tendo participado, como artista plástico, na Primeira Exposição dos Surrealistas com um conjunto de desenhos intitulado Grafoautografia. Dentre as actividades a que se dedicou, contam-se a poesia, a tradução, o jornalismo, a crítica cinematográfica, a edição, as relações públicas e a publicidade. Tem colaboração dispersa por diversas revistas, nomeadamente Árvore (1951-1953), Seara Nova, A Serpente (1951) e Colóquio/Letras. Foi presidente da Associação Portuguesa de Escritores, tendo, durante o seu mandato, recriado os prémios daquela agremiação. Faleceu em Lisboa em 1998. 

Fonte: http://antologiadoesquecimento.blogspot.com/


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sábado, 17 de março de 2012

Generalização do fumo na Europa.


GENERALIZAÇÃO DO FUMO NA EUROPA 

1560 – Generaliza-se o uso do fumo na Europa. Essa erva, até então desconhecida ali, foi descoberta por Cristóvão Colombo, na Ilha de Tobago. Os índios as utilizavam em seus cachimbos. Levado à Europa foi usado como rapé, em pílulas, tisanas e emplastros. Somente em 1560, porém, é que seu uso se generalizou como vício para os fumantes. João Nicot, embaixador do rei Francisco II, da França, junto à corte de Portugal, enviou a Catarina de Médicis alguns saquinhos de fumo seco, em pó. Ela aspirou-o como rapé, curando-se de uma dor de cabeça permanente. Desde aí seu uso se estendeu, primeiro entre os nobres e por fim entre o povo. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, páginas 122/123.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Totens.


TOTENS 

Certos homens para provarem o seu amor a Deus 
constroem catedrais, mesquitas, sinagogas 
Outra classe estranha, a que pertence 
o poeta cansado, olha para o passado 
e sorri ao lembrar-se das resmas gastas 
louvando paixões que deram em nada 
O engenheiro olha as construções 
e pergunta se terá garantido a salvação 
o poeta o direito à imortalidade 

José Vicente Lopes


José Vicente Lopes Nasceu na Cidade do Mindelo, ilha de São Vicente, a 6 de outubro de 1959, com vivência em São Tomé e Príncipe, Angola, Portugal e Brasil. Reside atualmente na Cidade da Praia. É jornalista, formado pela Universidade Federal de Minas Gerais – Brasil. Poeta, contista e ensaísta, os seus textos encontram-se publicados de forma dispersa, pela imprensa cabo-verdiana e estrangeira.

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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terça-feira, 13 de março de 2012

Fascínio.


FASCÍNIO 

Casado, continuo a achar as mulheres irresistíveis. 
Não deveria, dizem. 
Me esforço. Aliás, 
já nem me esforço. 
Abertamente me ponho a admirá-las. 
Não estou traindo ninguém, advirto. 
Como pode o amor trair o amor? 
Amar o amor num outro amor 
é um ritual que, amante, me permito. 

Affonso Sant'Anna 


Affonso Romano de Sant'Anna nasce em Belo Horizonte, no dia 27 de março de 1937, filho de Jorge Firmino de Sant'Anna, Capitão da Polícia Militar mineira, e de D. Maria Romano de Sant'Anna. 

Criado em Juiz de Fora, tem uma infância de menino pobre, trabalhando desde muito cedo para pagar seus estudos. Entre um e outro biscate, aproveita para ler os livros que consegue nas bibliotecas do Serviço Social da Indústria (SESI). 

Filho de pais protestantes, é criado para ser pastor. Aos 17 anos prega o evangelho em várias cidades de Minas Gerais, visita favelas, prisões e hospitais, convivendo com pessoas pobres e sofridas. Leva a elas sua mensagem. Essa experiência irá influir, futuramente, no estilo de seus textos e poesias, com forte conteúdo social. 

Custeia seus estudos na Faculdade de Letras de Belo Horizonte, tornando-se bacharel. Quer ler mais? 

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sábado, 10 de março de 2012

Reencontro.


REENCONTRO 

Bastante dolorosa foi a nossa separação, 
Impondo-nos à distância, que dói, maltrata. 
Fruto da inveja, desamor e incompreensão, 
Daquele que fere e com palavras destrata. 

Sofri muito sim, grande foi o meu tormento, 
A saudade aflorava, sem dó, sem piedade. 
Lembrar dos nossos bons instantes era um alento, 
Pois me trazia consolo, um pouco de felicidade. 

Busquei sempre, de várias formas te encontrar, 
Transpus barreiras, me empenhei, não relutei. 
Até que DEUS, nosso PAI, resolveu me iluminar, 
E com a sua graça, estou feliz, te reencontrei. 

Pouco importa pra mim, como ora estejas 
E se o passar do tempo te trouxe algum dano. 
Pouco importa pra mim, o que hoje sejas, 
Pois o que mais importa, é que ainda te amo. 

R.S. Furtado.

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Declaração.


DECLARAÇÃO 

As aves, como voam livremente 
num voar de desafio! 
Eu te escrevo, meu amor, 
num escrever de libertação. 

Tantas, tantas coisas comigo 
adentro do coração 
que só escrevendo as liberto 
destas grades sem limitação. 
Que não se frustre o sentimento 
de o guardar em segredo 
como liones, correm as águas do rio! 
corram límpidos amores sem medo. 

Ei-lo que to apresento 
puro e simples - o amor 
que vive e cresce ao momento 
em que fecunda cada flor. 

O meu escrever-te é 
realização de cada instante 
germine a semente, e rompa o fruto 
da Mãe-Terra fertilizante. 

António Jacinto 


Leia mais um belo poema e a biografia do autor aqui. 

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terça-feira, 6 de março de 2012

O nascimento da ópera.


O NASCIMENTO DA ÓPERA 

1597 – Nasce a ópera. É em Florença, berço do renascimento. Um grupo de poetas, dramaturgos e filósofos dedicavam-se, segundo a moda do tempo, ao estudo da Antiguidade Clássica. Reunia-se no palácio do conde de Sardi, grão-duque de Toscana. Constituíram uma espécie de Academia. Denominaram-na “Cammerata Fiorentina”. Ai transformaram a tragédia grega com seus monólogos e diálogos, em música. A esse estilo deram o nome de “Nova Música”. Às peças nele compostas, a designação de “Drama pela Música” ou “Ópera”. Prevaleceu este último nome no teatro musical da Itália. “Dafne”, do poeta Rinuccini, com música de Jacopo Péri foi a primeira ópera escrita até então no mundo, nesta data. Ambos os autores eram ornamentos do cenáculo do conde Sardi. Dado o seu êxito, porém, os artistas receberam o encargo de escrever outras para celebrar as bodas de Henrique IV da França com Maria de Médicis, em 1600. É a “Eurídice”, na qual parece também haver colaborado o compositor Giovanni Caccini, o músico mais importante da “Cammerata Fiorentina”, autor da famosa coletânea de monodias “Le Nuove Musiche”, publicada em 1602. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 135.

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domingo, 4 de março de 2012

Um cão.


UM CÃO 

Um cão 
é isto de sermos gente. 

Se temos só duas pernas 
temos em contrapartida 
uma complicação escura 
dentro do peito. 

Qualquer coisa como 
os fundos desconhecidos 
da água 
só conhecidos 
dos náufragos. 

Para matar 
é preciso uma arma 
e para voar 
como búzios 
precisamos papel e lápis 
— e assim viajamos 
dentro de vegetais malas de viagens 
procurando o destino sufocante 
de todas as paragens. 

Cruzeiro Seixas 


Cruzeiro Seixas, de nome completo, Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas (Amadora, 3 de Dezembro de 1920) é um "homem que pinta" (a designação de pintor aborrece-o e poeta português, militante do movimento artístico surrealismo de meados do século XX. 

Frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde conheceu Mário Cesariny e com quem frequentou o Grupo Surrealista de Lisboa. Mais tarde, adere ao antigrupo (dissidente) "Os Surrealistas", fundado por Cesariny e a que pertenciam também António Maria Lisboa, Risques Pereira, Pedro Oom, Fernando José Francisco e Mário Henrique Leiria. Em 1950 parte para África, como marinheiro mercante, fixando-se em Angola em 1952, onde no ano seguinte expõe individualmente pela primeira vez em Luanda, regressando a Portugal em 1964. 

Para Cruzeiro Seixas, a homossexualidade era "a arma mais terrível contra tudo o que havia à minha volta e com que eu não estava de acordo - chamasse-se ou não fascismo. Era uma atitude de revolta", que utilizava, tal como Cesariny, para escandalizar e provocar a sociedade portuguesa conservadora e religiosa, da época. 

Fonte: Wikipédia.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Soneto.


SONETO 

Amada filha, é já chegado o dia, 
em que a luz da razão, qual tocha acesa, 
vem conduzir a simples natureza: 
- é hoje que o teu mundo principia. 

A mão, que te gerou, teus passos guia; 
despreza ofertas de uma vã beleza, 
e sacrifica as honras e a riqueza 
às santas leis do Filho de Maria. 

Estampa na tua alma a Caridade, 
que amar a Deus, amar aos semelhantes, 
são eternos preceitos da Verdade. 

Tudo o mais são idéias delirantes; 
procura ser feliz na Eternidade, 
que o mundo são brevíssimos instantes. 

Bárbara Heliodora 


Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (São João del-Rei, c. 1758 — São Gonçalo do Sapucaí, 24 de maio de 1819) foi uma poetisa brasileira. Foram seus pais o Dr. José da Silveira e Sousa e D. Maria Josefa Bueno da Cunha. Para alguns estudiosos, era descendente de uma das famílias paulistas mais ilustres: a de Amador Bueno, o aclamado. 

Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora viveram juntos por algum tempo, e só se casaram, por portaria do bispo de Mariana, de 22 de dezembro de 1781, quando Maria Ifigênia, filha do casal, já contava três anos de idade. Desta união nasceram quatro filhos. Quer ler mais? 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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