ESTÁTUA
Eu tenho muita vez a estranha pretensão
de me fundir em bronze e aparecer nas praças
para poder ouvir da voz das populaças
a sincera explosão;
senti-la, quando, em festa, as grandes multidões
aclamam doidamente os fortes vencedores,
e febris, pelo ar, espalham-se os clamores
das nobres ovações;
senti-la, quando o sopro aspérrimo da dor
nubla de escuro crepe o lúgubre horizonte
e curva para o chão a entristecida fronte
do povo sofredor;
poder sempre pairar solenemente em pé,
sobre as mágoas cruéis do miserando povo,
e ter sempre no rosto, eternamente novo,
uma expressão de fé.
E, quando enfim cair do altivo pedestal,
à sacrílega mão do bárbaro estrangeiro,
meu braço descrever no gesto derradeiro
a maldição final.
Medeiros e Albuquerque
Veja mais um belo poema e a biografia do autor aqui.
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8 comentários:
Linda poesia que escolheste pra compartilhar! abração,lindo dia!chica
Muito bela poesia amigo...abraços de bom dia pra ti.
Che stupenda poesia . Non la conoscevo affatto .Hai fatto bene a postarla .Grazie .
Felice giornata a te Lina
Algumas pessoas, sempre fizeram das estatuas, seus deuses e a sua fotografia expostas à popula.
Que bom, que voltaste, estava com saudades.
Felicidades, sempre
Em estátua de bronze se transformar
Com o seu nome numa praça colocado
Em vida ser preciso, pelo bem lutar
Para sempre, ser pelo povo lembrado!
Boa quinta-feira
um abraço
Eduardo.
Um belo final de semana pra ti meu amigo...abraços.
SIEMPRE UN PLACER LEER LO QUE USTED NOS COMPARTE UN ABRAZO
Meu querido amigo
Seja muito bem vindo...tinha saudades de passar aqui.
E como sempre saio mais rica lendo este poema maravilhoso que não conhecia.
Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora
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