quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Aqui morava um rei.


AQUI MORAVA UM REI 

Aqui morava um Rei quando eu menino 
Vestia ouro e castanho no gibão 
Pedra da sorte sobre o meu destino 
Pulsava junto ao meu seu coração 

Para mim, seu cantar era divino 
Quando ao som da viola e do bordão 
Cantava com voz rouca o desatino 
O sangue o riso e as mortes do sertão 

Mas mataram meu pai, desde esse dia 
Eu me vi como um cego sem meu guia 
Que se foi para o sol, transfigurado 

Sua Efígie me queima, eu sou a presa 
Ele a brasa que impele ao fogo, acesa, 
Espada de ouro em Pasto Ensanguentado 

Ariano Suassuna 


Sexto ocupante da Cadeira nº 32, eleito em 3 de agosto de 1989, na sucessão de Genolino Amado e recebido em 9 de agosto de 1990 pelo Acadêmico Marcos Vinícios Vilaça

Ariano Vilar Suassuna nasceu em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa (PB), em 16 de junho de 1927, filho de Cássia Villar e João Suassuna. No ano seguinte, seu pai deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauhan. 

Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus primeiros estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e a um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria uma das marcas registradas também da sua produção teatral. 

A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde terminou, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. E, junto com ele, fundou o Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1947, escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol. Em 1948, sua peça Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte. Quer ler mais? 

Fonte: Academia Brasileira de Letras

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Indo & Vindo com A Mãe Solteira.


INDO & VINDO

Indo -------------------->

“Hoje não tem ensaio na escola de samba, o morro está triste e o pandeiro calado. Maria da Penha a porta bandeira, ateou fogo às vestes por causa de um namorado.”

(Trecho da letra do samba “Mãe Solteira” de Wilson Batista) 

Vindo <------------------

“Por causa do namorado ateou fogo às vestes a porta bandeira Maria da Penha, Daí, o pandeiro está calado, o morro triste, e na escola de samba não tem ensaio hoje” 

R.S. Furtado.

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domingo, 27 de novembro de 2011

Alegres campos, verdes arvoredos.


ALEGRES CAMPOS, VERDES ARVOREDOS 

Alegres campos, verdes arvoredos, 
Claras e frescas águas de cristal, 
Que em vós os debuxais ao natural, 
Discorrendo da altura dos rochedos; 

Silvestres montes, ásperos penedos, 
Compostos em concerto desigual, 
Sabei que, sem licença de meu mal, 
Já não podeis fazer meus olhos ledos. 

E, pois me já não vedes como vistes, 
Não me alegrem verduras deleitosas, 
Nem águas que correndo alegres vêm. 

Semearei em vós lembranças tristes, 
Regando-vos com lágrimas saudosas, 
E nascerão saudades de meu bem. 

Luís de Camões 


Luís Vaz de Camões presume-se tenha nascido em Lisboa por volta de 1524, de uma família do Norte (Chaves). 

Viveu algum tempo em Coimbra onde, segundo consta, freqüentou aulas de Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz onde tinha um tio padre. Regressou a Lisboa, levando aí uma vida de boemia. 

Em 1553, depois de ter sido preso devido a uma briga, parte para a Índia. Fixou-se na cidade de Goa onde escreveu, de acordo com seus estudiosos, grande parte da sua obra. Regressa a Portugal em 1569, pobre e doente, conseguindo publicar Os Lusíadas em 1572 graças à influência de alguns amigos junto do rei D. Sebastião.

Faleceu em Lisboa no dia 10 de junho de 1580. É considerado o maior poeta português, situando-se a sua obra entre o Classicismo e o Maneirismo

Obras: 

"Os Lusíadas" (1572) "Rimas" (1595) 
"El-Rei Seleuco" (1587) 
"Auto de Filodemo" (1587) 
"Anfitriões" (1587) 

Fonte: www.releituras.com

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sábado, 26 de novembro de 2011

Soneto.


SONETO 

Ouviu-te a voz longínqua sobre os mares 
A quilha da ameaça que os cortava 
E os homens que te ergueram seus olhares 
Descem a mão que a arma empunhava. 

Sobre os campos da terra e sobre os rios, 
Sobre o verde das ervas, sobre as fontes 
Pairam sinistras luas e sombrios 
Sóis projetam a sombra sobre os montes. 

Mas no horizonte lívido do dia 
Recuam quando passa a nuvem fria 
Os pássaros metálicos da morte. 

E na amplidão da luz que resplandece 
É de ti que surgiu a mão que tece 
A esperança nova à humana sorte. 

Arnaldo França 


Arnaldo Carlos de Vasconcelos França nasceu na cidade da Praia, Cabo Verde, em 1925. Graduado em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade Técnica de Lisboa.    

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Os Dez Mandamentos.


OS DEZ MANDAMENTOS 

1500 a.C. Moisés, no monte Sinai, recebe os Dez Mandamentos. Libertador dos Hebreus, tira-os do Egito onde estavam escravizados e torna-se seu guia espiritual e moral na peregrinação pelo deserto em busca da Canaã; ou seja Terra Prometida. O decálogo, que teria sido ditado por Jeová, assim se resume: 

1º) Não ter diante de si deuses estranhos. 
2º) Não fazer nem adorar imagem de espécie alguma. 
3º) Não tomar o santo nome de DEUS em vão. 
4º) Guardar o sábado e santificá-lo. 
5º) Honrar o pai e a mãe. 
6º) Não matar. 
7º) Não cometer adultério. 
8º) Não furtar. 
9º) Não dar falso testemunho contra o próximo. 
10º) Não cobiçar coisa alguma que seja do próximo. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, páginas 15/16.

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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

À esposa.


À ESPOSA 

Se lá na eterna glória a que voaste, 
A lembrança do mundo se consente, 
Aceita, alma piedosa, a dor pungente 
De tudo quanto aqui idolatraste: 

O esposo, a filha, os filhos que deixaste, 
Em mágoas e saudade permanente, 
Vivem na terra vida descontente 
Desde que as corpóreas vestes tu largaste. 

Ao seio de Deus, tornas radiante 
De virtude e bondade, qual saíste 
Imaculada de nascer no instante: 

A nos queixosos neste vale triste 
Volve-te como foste sempre amante, 
Porque entre nos só amargura existe! 

Francisco Sotero dos Reis 


Francisco Sotero dos Reis (São Luís do Maranhão, 22 de abril de 1800 — 10 de março de 1871) foi um jornalista, poeta e escritor brasileiro do século XIX. Deu lume a uma obra estritamente vinculada a assuntos filológicos; suas incursões temáticas sobre a realidade regional também decorreram num contexto de lutas políticas acirradas e instituintes do jovem Estado Nacional e de uma província inicialmente refratária às proposições separatistas do Brasil. Traduziu no século XIX, o livro COMENTARI DE BELLO GALLICO de Júlio César do latim para o português e este foi o primeiro livro traduzido diretamente do latim para o português, que nossos estudantes puderam ler, porque antes os livros eram traduzidos do latim ao francês e depois para o português. 

Fonte: http://www.skoob.com.br/

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terça-feira, 22 de novembro de 2011

"Dor"


"DOR"

“Se sentir alguma dor é ruim, bem pior é para àqueles que já não têm mais condições de senti-la.” 

R.S. Furtado

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cega-Rega das crianças.


CEGA-REGA DAS CRIANÇAS 

A Velha dormindo 
o rato roendo 
a Velha zumbindo 
o rato correndo 
a Velha rosnando 
o rato rapando 
a Velha acordando 
o rato calando 
a Velha em sentido 
o rato escondido 
a Velha marchando 
o rato mirando 
a Velha dizendo 
o rato escutando 
a Velha ordenando 
o rato fazendo 
a Velha correndo 
o rato fugindo 
a Velha caindo 
o rato parando 
a Velha olhando 
o rato esperando 
a Velha tremendo 
o rato avançando 
a Velha gritando 
o rato comendo 

Mario-Henrique 


Mário-Henrique Leiria, escritor e pintor português, nasceu a 2 de janeiro de 1923, em Lisboa, e morreu a 9 de janeiro de 1980, em Cascais. 

Frequentou a Escola de Belas-Artes - de onde seria expulso em 1942 - e participou, entre 1949 e 1951, nas atividades da movimentação surrealista em Portugal (participou na exposição de 1949 e assinou alguns dos textos coletivos, como Afixação proibida) tendo aderido ao Grupo Surrealista Dissidente. 

Exerceu várias profissões (marinha mercante, caixeiro, operário metalúrgico e da construção civil) e viveu grande parte da sua vida no estrangeiro (Europa ocidental, Norte de África, Médio Oriente, Inglaterra). Dirigiu a revista Aqui (1976) e realizou várias traduções (Faulkner, Aldous Huxley, Gorki). 

Depois de ter permanecido, por questões políticas, nove anos na América Latina (1961-1970), voltou para Portugal, só então publicando o seu primeiro livro Contos do Gin-Tonic, primeiro de vários volumes que reúnem pequenas narrativas de um nonsense truculento, onde ainda é visível a influência do legado surrealista. Posteriormente editaria Novos Contos do Gin-Tonic (1974), Imagem Devolvida (1974), Um Conto de Natal para Crianças (1975), Casos de Direito Galáctico (1975), O Mundo Inquietante de Josefa (fragmentos) (1975) e Lisboa ao Voo do Pássaro (1979). 

Grande parte da obra poética dispersa e inédita de Mário-Henrique Leiria, nomeadamente aquela que resultou da sua atividade surrealista, foi publicada postumamente, encontrando-se o seu espólio depositado na Biblioteca Nacional. 

Fonte: Infopédia.

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domingo, 20 de novembro de 2011

O seringueiro e a onça.


O SERINGUEIRO E A ONÇA 

        A outra história se deu no Amazonas. O sujeito me contou que tinha saído de madrugada na sua estrada de seringa. Não sabe como, se distraiu, deixou a vereda batida: quando deu em si, estava perdido na mata. 
          Rodou, rodou, até que topou com um pau tão grosso que quatro homens de mãos dadas não o abarcavam. E acontecia que esse pau tinha um oco bem no meio, cavado a modo de um pilão – sendo porém que o tal pilão tinha umas duas braças de fundo por uma braça de largo. E por uma fenda que mostrava o interior do oco ele viu que uma onça ali agasalhava a ninhada e dois filhotes roncavam e buliam lá dentro. 
          A onça não estava no ninho; e o homem, deu-lhe uma grande vontade de apanhar os gatinhos e os levar para criar. Com muita dificuldade subiu no pau, se agarrando num cipó, e foi descendo pelo meio do oco em procura dos gatos. Mas a meio caminho o cipó rebentou e ele caiu em cheio dentro da cova da onça. Então é que foi o diabo. Porque o oco era liso, sem falha, e ele não via jeito de se safar do buraco. Tanto tentou que sangrou os dedos, deu pulos de doído e só o que conseguiu foi cair por cima de um dos gatos que lhe enfiou os dentes no calcanhar. Acabou o infeliz se sentando no chão, chorando de raiva, no meio da catinga de carniça. 
          E o pior não era isso, o pior foi mesmo quando a onça velha apareceu, farejou pela fenda e veio ver o que lhe acontecera aos filhos. 
        De um salto a fera subiu no pau, e de lá de cima veio, baixando, mas de costas, primeiro o rabo, depois os quartos, enquanto, ia se agarrando com as unhas para amortecer a descida. E aí o homem, que já encomendara a alma a Deus, teve de repente uma ideia. 
          – Onça! 
       Assombrada com o berro, sentindo-se presa, a onça armou o pulo e atirou-se para cima. E com ela subiu o camarada, só lhe soltando o rabo quando tocou com os pés no chão. A onça sumiu no mato, como um corisco. E o homem se benzeu, fechou os olhos. E assim mesmo com os olhos fechados, mas correndo como um desesperado, nem sabe como deu com o terreiro de casa. 

Rachel de Queiros 


Quinta ocupante da Cadeira 5, eleita em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Candido Motta Filho e recebida pelo Acadêmico Adonias Filho em 4 de novembro de 1977. 

Rachel de Queiroz nasceu em  Fortaleza (CE), em 17 de novembro de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 4 de novembro de 2003. Filha de Daniel de Queiroz e de Clotilde Franklin de Queiroz, descende, pelo lado materno, da estirpe dos Alencar, parente portanto do autor ilustre de O Guarani, e, pelo lado paterno, dos Queiroz, família de raízes profundamente lançadas no  Quixadá e Beberibe. 

Em 1917, veio para o Rio de Janeiro, em companhia dos pais que procuravam, nessa migração, fugir dos horrores da terrível seca de 1915, que mais tarde a romancista iria aproveitar como tema de O quinze, seu livro de estréia. No Rio, a família Queiroz pouco se demorou, viajando logo a seguir para Belém do Pará, onde residiu por dois anos. 

Em 1919, regressou a Fortaleza e, em 1921, matriculou-se no  Colégio da Imaculada Conceição, onde fez o curso normal, diplomando-se em 1925, aos 15 anos de idade. Quer ler mais? 

Fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=261&sid=115

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sábado, 19 de novembro de 2011

Princípios da Atração e Repulsão.


PRICÍPIOS DA ATRAÇÃO E REPULSÃO 

250 a.C.Empédocles é filósofo grego e natural de Agrigento. Atribui a formação dos mundos aos princípios físicos da Atração e Repulsão. Denomina-os Amor e Ódio. Um une os elementos e o outro separa-os. “A luta e o concurso de ambas dão origem e fim a todas as especificações naturais, compreendidos os seres orgânicos, cujo nascimento é uma composição de elementos e cuja morte é uma dissociação destes” 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, página 50. 

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Balada quase metafísica.


BALADA QUASE METAFÍSICA 

Eu estou assim: 
absolutamente irremediável 
por dentro e por fora, acordado ou dormindo 
na Duração, no Tempo e no Espaço. 

Eu estou assim: 
sem cômodo comigo, sem pouso, sem arranjo aqui dentro. 
Quero sair, fugir para muito longe de mim. 
Todas as portas e janelas estão irrevogavelmente trancadas 
na Duração, no Tempo e no Espaço. 

Que é que eu vou fazer? 
Não fica bem, assim sem mais nem menos, falecer. 
Queria rezar, mas eu sou isto, meu Deus!, 
e da minha reza, se reza fosse, 
não ouvirias uma só palavra. 

Tem pena, uma pena bem doída de mim, 
meu Deus, e ouve para sempre esta oração, 
e ampara isto que sou eu 
na Duração, no Tempo e no Espaço. 

Abgar Renaut 


Abgar de Castro Araújo Renault (Barbacena MG 1901 - Rio de Janeiro RJ 1995). Escritor, poeta. Forma-se, em 1924, bacharel pela Faculdade de Direito de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Entre 1927 e 1930 é deputado estadual; e de 1930 a 1931 atua como secretário do ministro da Educação e Saúde, Francisco Campos. É chefe da Secretaria do Interior e Justiça de Minas Gerais no governo de Olegário Maciel, até 1933. Muda-se para o Rio de Janeiro em 1934, onde é professor do Colégio Pedro II e da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, além de assessor técnico do Departamento de Educação e Cultura do Distrito Federal, Rio de Janeiro. De 1940 a 1946 é diretor-geral do Departamento Nacional de Educação. Ocupa o posto de ministro da Educação e Cultura entre 1955 e 1956. Realiza vários trabalhos na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco e é membro do Conselho Federal de Educação. Seu primeiro livro de poesia Sofotulafai, escrito em 1951, é publicado em 1972; seguem-se os Sonetos Antigos e A Lápide sob a Lua, ambos de 1968. A Outra Face da Lua, de 1983, e Obra Poética, de 1990. Renault pertence à terceira geração do modernismo, e expressa em sua poesia as inquietações políticas de seu tempo, como as provocadas pela Segunda Guerra Mundial, 1939-1945. Para Carlos Drummond de Andrade (1902-1987, "como os poetas e escritores conscientes da sua geração e do seu país, Abgar Renault sente que a sua poesia tem de sofrer a penetração da guerra e dos problemas espirituais e morais que a guerra suscita". 

Fonte: http://www.itaucultural.org.br 

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Aniversário do Arte & Emoções.


SALVE 16 DE NOVEMBRO DE 2011! 
Meus queridos amigos e amigas! 

Assim como nos anos anteriores, tenho a honra e a felicidade de lembrar-lhes que, hoje, 16 de novembro de 2011, o nosso humilde Arte & Emoções está completando o seu terceiro aninho de existência. Portanto, resta-me tão somente agradecer ao nosso grandioso DEUS por ter-me dado condições de gerir este pequeno espaço, assim como, permitir-me a obtenção de valiosas amizades como a de vocês que, com apoio e dedicação, me estimulam a sequenciar este trabalho que somente satisfação me proporciona. 

Agradeço a todos indistintamente, não só seguidores(as), mas, também, àqueles que me dão a honra das suas visitas, prometendo manter, ou mesmo, melhorar a qualidade de tudo aquilo que crio e escrevo, e esperando continuar sendo merecedor de tão indispensável colaboração. 

Muito obrigado de coração e um grande beijo no coração de todos. 

“QUE DEUS SEJA LOUVADO” 

Rosemildo Sales Furtado.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Indo & Vindo com A Garota de Ipanema.


INDO & VINDO 

Indo -------------------->  

“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é ela menina que vem e que passa, num doce balanço, a caminho do mar.” 

(Trecho da letra da música Garota de Ipanema de Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim) 

Vindo <------------------  

“A caminho do mar, e num doce balanço, ela, a menina que passa vem cheia de graça, e é a coisa mais linda. Olha!” 

R.S. Furtado. 

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Os caracóis e as carpas têm cornos.


OS CARACÓIS E AS CARPAS TÊM CORNOS 

os caracóis e as carpas têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as carpas e os caracóis não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as caracoias e os carpos têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
os carapoicos e os parcos não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as carapaias e os porcos têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
os caracoicos e as parras não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as carassaias e os parcas têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
os caracorpos e as praias não têm cornos 
vês, eu não te dizia? 
as caracaias e os poicos têm 
vês 

Ana Hatherly 


Ana Hatherly é uma professora, escritora e artista plástica portuguesa, nasceu em 8 de maio de 1929 na cidade do Porto. 

Professora catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde co-fundou o Instituto de Estudos Portugueses, é diplomada em Cinema, pela London Film School, licenciada em Filologia Germânica, pela Universidade de Lisboa, e doutorada em Estudos Hispânicos, pela Universidade da Califórnia em Berkeley. Anteriormente leccionou na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e no AR.CO. Em Lisboa. Existem cópias dos seus filmes no Centro de Arte Moderna da Fundação Caloust Gulbenkian e no Arquivo da Cinemateca Portuguesa

Paralelamente desenvolveu uma carreira como artista plástica, iniciada na década de 1960, com um extenso número de exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. 

Foi membro da Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e ajudou a fundar o P.E.N. Clube Português, ao qual presidiu. Foi ainda membro destacado do grupo da poesia experimental, nas décadas de 1960 e 70, além de se ter dedicado à investigação e divulgação da literatura portuguesa barroca, fundando as revistas Claro-Escuro e Incidências. Em 1978 foi agraciada pela Academia Brasileira de Filologia do Rio de Janeiro, com a Medalha Oskar Nobiling; em 1998 obteve o Grande Prémio de Ensaio Literário da Associação Portuguesa de Escritores; em 1999 o Prémio de Poesia do P.E.N. Clube Portugês; em 2003 o Prémio de Poesia Evelyne Encelot, em França, e o Prémio Hannibal Lucic, na Croácia. 

Fonte: Wikipédia. 

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domingo, 13 de novembro de 2011

Visita.


VISITA 

Na escassa penumbra da tarde, sonho. 
Vêm me visitar as fadigas do dia, os defuntos do ano, 
as lembranças da década, 
como uma procissão dos mortos daquela aldeia 
perdida lá no horizonte. 
Este é o mesmo sol, 
impregnado de miragens 
o mesmo céu
que presenças ocultas dissimulam 
o mesmo céu temido 
daqueles que tratam 
com os que se foram 
Eis que a mim vêm os meus mortos. 

Léopold Sédar Senghor 


Léopold Sédar Senghor (Joal-Fadiout, 9 de outubro de 1906 – Verson, 20 de dezembro de 2001) foi um político e escritos senegalês. Governou o país como presidente de 1960 a 1980. 

Senghor nasceu na cidade costeira de Joal. Seu pai, Basile Diogoye Senghor, era um comerciante católico da etnia serer, minoritária no Senegal. Sua mãe, Gnilane Ndiémé Bakhou, era muçulmana de etnia peul. O sobrenome de seu pai, Senghor deriva da palavra portuguesa "senhor"

Em 1928 foi estudar em Paris, onde entrou para a Sorbonne, lá permanecendo entre 1935 e 1939, tornando-se o primeiro africano a completar uma licenciatura nesta universidade parisiense. 

Como escritor, desenvolveu a Négritude (movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto negativo que a cultura europeia teve junto das tradições africanas). Nas suas obras, as mais engrandecidas são Chants d'ombre(1945), Hosties noires (1948), Ethiopiques (1956), Nocturnes (1961) e Elegies majeures (1979),. Sua obra tem como tema principal a cultura africana, que tanto ajudou a difundir, e o seu estilo como escritor se aproxima com a literatura francesa. 

Durante a Segunda Guerra Mundial esteve preso por dois anos num campo de concentração nazi e só depois é que os seus ensaios e poemas seriam publicados. 

Entre 1948 e 1958 foi deputado senegalês na Assembleia Nacional Francesa, sendo o primeiro negro a ocupar o cargo de deputado nessa Assembleia. 

Quando o Senegal foi proclamado independente, em 1960 - por conta de um apelo feito por Léopold ao então presidente da França Charles de Gaulle - Senghor foi eleito por uma unanimidade presidente da nova República, vindo a desempenhar o cargo ate final de 1980, graças a reeleições sucessivas. 

Defensor do socialismo aplicado à realidade africana, tentou desenvolver a agricultura, combater a corrupção e manter uma política de cooperação com a França. 

Fonte: Wikipédia. 

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sábado, 12 de novembro de 2011

A Teoria de Aristarco de Samos.


A TEORIA DE ARISTARCO DE SAMOS 

250 a.C. – Nasce a primeira teoria de que a Terra se move sobre seu eixo e em redor do Sol. Quem a emite é Aristarco de Samos, célebre astrônomo grego. Viveu entre 320 q 264 antes de Cristo. Sabe-se que por volta de 250 estabeleceu sua teoria, de que goza justa fama, por ter sido o primeiro a enunciá-la. Somente dois homens a consignaram em suas obras – Aristóteles, em “Arenário” e um escritor francês, chamado Fortian, por volta de 1823. O certo é que Aristarco não pode desenvolver a sua teoria como seria do seu desejo. É que em virtude dessa doutrina, Cleanto, o estóico, pretendeu lançar sobre seu autor a acusação de impiedade, por haver perturbado o repouso da deusa Vesta. Temendo ser apontado aos juízes, nas mãos dos quais seria fatalmente condenado à morte, calou-se, pois até então se cria que a Terra fosse o centro do Universo. Aristarco de Samos também inventou um método engenhoso para calcular as distâncias relativas da Terra ao Sol e à Lua. 

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 1, páginas 51/52. 

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Velhos II.


VELHOS II 

Para onde vão os velhos brasileiros? 
Os velhos paraíbas, as velhas prostitutas, 
os velhos camelôs, o Dr. Rubis do Flamengo, 
os velhos figurantes das chanchadas que voltam aos vídeos 
domingueiros, onde fazem agora as 
caretas da velhice? 
Os velhos músicos de boate, 
as vedetes dos últimos degraus, vão para onde? 
Quando a vida derrete e despenca 
para onde vão os velhos vendedores de chica-bom? 
Eu não quero saber do destino 
dos garfos 
facas 
dentes 
cabelo 
o menino que fui. 
Quero é saber: para onde vão os velhos brasileiros? 

Abel Silva 


“Poeta, Abel Silva surgiu no final dos anos 60, apresentado por Ziraldo no jornal O Pasquim. O primeiro livro, o romance O afogado, foi editado em 1971, seguindo depois um volume de contos e três livros de poesia. Letrista consagrado, é autor de sucessos como Festa do interior e Jura secreta, de onde saiu o verso que dá título a este livro.” (...) “Criador de uma “poesia que se comunica e encontra expressão natural em música”, segundo Carlos Drummond de Andrade; “Neomodernista surpreendente de cuca voadora”, como o definiu  Glauber Rocha; “tem marca própria, uma visão poética original”, densa, mas cheia de alegria de viver e de um lirismo contemporâneo e sensual”, de acordo com Ana Maria Machado; “sensibilidade polifônica, disciplinada e dançarina”, no dizer de Heloisa Buarque de Holanda, Abel Silva formou-se em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é professor da mesma universidade, além de ter lecionado na PUC do Rio. Foi editor da revista de poesia Anima, ao lado de Capinam, entre 1974 e 1975, e editor de cultura do jornal Opinião

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/ 

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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Gostoso ou Gastoso?


GOSTOSO OU GASTOSO? 

É difícil acreditar que seja o mesmo homem, 
O ser vil, desprezado, abandonado num canto. 
Procurei em volta seus amigos, não os vi. Somem, 
Talvez seja este, quem sabe, o seu desencanto. 

Se quando antes, viril, gastador, autossuficiente, 
Não faltava quem dele tão logo se aproximasse, 
Para sugar o que era seu, de forma vã, indecente, 
Em qualquer lugar, onde quer que ele chegasse. 

Mulheres então, não faltavam, eram muitas, 
A cada minuto, todos os dias, o dia inteiro. 
Desprezíveis devassas, fiéis exemplos de putas, 
Que dele visavam, simplesmente o dinheiro. 

Hoje ao vê-lo ao relento, de cabeça abaixada, 
Muitos o apontam. --Aquele era o gostoso! 
Mas, para quem o conhecem, gostoso que nada, 
Não passou de um pobre, miserável gastoso. 

R.S. Furtado

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Crónica feminina.


CRÓNICA FEMININA 

estava nua, só um colar lhe dava 
horizontes de incêndio sobre o peito, 
a transmutar, num halo insatisfeito, 
a rosa de rubis em quente lava. 

estava nua e branca num estreito 
lençol que o fim do sono desdobrava 
e a noite era mais livre e a lua escrava 
e o mais breve pretérito imperfeito 

só o tempo verbal lhe fugiria, 
no alongar dos gestos e requebros, 
junto do espelho quando as aves vão. 

toda a nudez, toda a nudez, toda a melancolia 
a dor no mundo, a deslembrança, a febre, os 
olhos rasos de água e solidão 

Vasco Graça Moura 


Vasco Graça Moura (n. Foz do Douro, 3 de Janeiro de 1942), escritor e político português. 

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, Vasco Graça Moura é um dos nomes centrais da poesia portuguesa da segunda metade do Século XX, numa obra extensa, que integra o classicismo de contornos eruditos, até aos aspectos do quotidiano. Advogado, entre 1966 e 1983, está na escrita como poeta, ensaísta, ficcionista, dramaturgo, cronista e tradutor. Neste último, tem traduzido, entre outros, autores como Dante Alighieri, Petrarca, François Villon, Racine, García Lorca, Rainer Maria Rilke ou Shakespeare. Quer ler mais?

Fonte: http://poemas-poestas.blogspot.com/ 

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Kwanza.


O KWANZA 

O Kwanza é um rio bonito 
que corre aflito 
para Luanda, a catita. 
Por onde passa recita 
um rosário de gritos. 

O Kwanza é caseiro 
e às vezes molengão; 
é um rio de papel 
que escorre de mão em mão num tropel 
o ano inteiro 
a fingir que é dinheiro. 

Manuel Guedes dos Santos Lima 
 
Manuel Guedes dos Santos Lima fez seu estudos primários em Vila Teixeira de Sousa; secundários e universitários em Portugal e na Suíça, tendo doutorado em letras pela Universidade de Lausanne. Desertor do Exercito Português e fundador do Exercito Popular de Libertação de Angola (braço armado do Movimento Popular de Libertação de Angola) e seu 1° comandante-em-chefe. 

Professor universitário; docência no Canadá, França e Portugal. Presidente do Movimento de Unidade Democrática Angolana para a Reconstrução (MUDAR). 

Obras: Kissange (poemas); As Sementes da Liberdade (romance); A Pele do Diabo (teatro); Os Anões e os Mendigos (romance) 

Poemas extraídos da obra: ROZÁRIO, Denira, org. PALAVRA DE POETA; CABO VERDE – ANGOLA. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999. ISBN 85-286-0675-9 

Nota explicativa: “Kwanza” – brincadeira poética em torno do Kwanza ( o maior rio de Angola), e a moeda nacional com o mesmo nome, uma espécie de caricatura de dinheiro, pois a verdadeira moeda de Angola é o dólar. 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.b

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domingo, 6 de novembro de 2011

Criação da Homeopatia.

 Samuel Hahnemann

CRIAÇÃO DA HOMEOPATIA 

1820Samuel Hahnemann cria a Homeopatia. Médico alemão, nasceu a 10 de abril de 1755, na Saxônia. Faleceu a 2 de julho de 1843. Em 1790, traduzindo a Matéria Médica de Crellem, ficou impressionado pala descrição das propriedades do quinino. Estudando-as minuciosamente e experimentando-as em si mesmo, percebeu que esta droga desencadeava nele crises febris, idênticas àquelas que são habitualmente tratadas e curadas pelo quinino. Renovou com afinco as experiências com o quinino e estendeu-as ao mercúrio, à beladona e ao digital, comprovando a antiga lei de semelhança: “as substâncias que provocam determinadas anomalias, servem para curar anomalias semelhantes às provocadas”. Descobrindo o poder dos remédios diluídos, funda a Homeopatia

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto, e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 2, páginas 341/342. 

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sábado, 5 de novembro de 2011

Em Monastir.


EM MONASTIR 

Das muralhas de Monastir 
percebo séculos de enfrentamentos 
vastidões sem fim 
e nenhuma remissão. 

Muçulmanos e cristãos 
numa investida sem concertação 
até os confins da terra 
até os fins dos tempos. 

Estão filmando O Nazareno
e figurantes árabes se vestem como judeus 
e açoitam o divino descendente. 

O produtor inglês, depois, entrega cheques à multidão 
que invade o super-mercado 
no milagre da multiplicação dos pães. 

Antônio Miranda 


Antonio Lisboa Carvalho de Miranda é maranhense nascido em 5 de agosto de 1940. Membro da Academia de Letras do Distrito Federal, foi colaborador de revistas e suplementos literários como o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil e também o La Nación (Buenos Aires, Argentina) e Imagen (Caracas, Venezuela). 

Professor e ex-coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília, Brasil, ministra aulas e cursos por todo o Brasil e países ibero-americanos. Também é consultor em planejamento e arquitetura de Bibliotecas e Centros de Documentação.  

Exerce atualmente a função de Diretor (interino) da Biblioteca Nacional de Brasilia, desde fevereiro de 2007. 

Doutor em Ciência da Comunicação (Universidade de São Paulo, 1987), fez mestrado em Biblioteconomia na Loughborough University of Technology, LUT, Inglaterra, 1975. Sua formação em Bibliotecologia é da Universidad Central de Venezuela, UCV, Venezuela, 1970. 

Diretor da Biblioteca Nacional de Brasília desde março de 2007. 

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"Problemas".


"PROBLEMAS" 

“Às vezes um probleminha é necessário porque, além de exigir um certo exercício mental, nos beneficia com a emoção sentida quando na sua solução.” 

R.S. Furtado 

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A porta aporta.


A PORTA APORTA 

a porta roda ao invés da lua 
a porta roda bússula enterrada ao invés dos olhos 
a porta geme é um cão nocturno 
a porta geme extinta na trela da noite 
a porta areia a porta caruncho pária de mar 
a porta maré que vem e que vai que bate e que fecha 
a porta com máscara de morte 
a porta sem sorte 
a porta joelho na alma das portas 
a porta mulher da casa de passe 
a porta manchou a manhã com o grito de porta 
a porta enforcada no mastro da casa 
a porta por asa 
a porta roda a porta sexo a vida toda 
a porta tosca da madrugada pregos são estrelas mortas 
a porta pregada a porta leilão 
a porta batente 
a porta aranha por coração 
a porta tu 
a porta eu 
a porta ninguém na terra pequena 
a porta roda 
a porta geme 
a porta facho 
a porta leme 

Luíza Neto Jorge 


Poetisa portuguesa nascida a 10 de maio de 1939, em Lisboa, e falecida a 23 de fevereiro de 1989, na mesma cidade. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras de Lisboa e viveu em Paris, entre 1962 e 1970. Autora de guiões cinematográficos e de adaptações teatrais, Luíza Neto Jorge desenvolveu a atividade de tradutora, tendo traduzido, entre muitos outros autores, Apollinaire, Aragon, Artaud, Céline, Éluard, Genet, Ionesco, Michaux, Raimond Queneau, Jarry, Nerval, Boris Vian, Yourcenard. Integrou o grupo que se reuniu em torno do projeto Poesia 61, antologia poética, organizada em fascículos, que reúne textos de Casimiro de Brito, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz e Maria Teresa Horta, e onde publicou Quarta Dimensão. Embora a sua poesia se aproxime dos textos poéticos aí recolhidos no que espelham de uma tendência poética que, durante a década de 60, dá privilégio à palavra, à linguagem na sua opacidade, na busca de uma expressão depurada e não discursiva, ao cuidado posto na construção do poema, Luiza Neto Jorge diferencia-se quer pela importância que o legado surrealista tem na sua escrita, quer pela capacidade de diálogo com a tradição lírica. A sua obra poética distingue-se, num cerrado rigor construtivo, pela contenção emotiva e pelo despojamento de tudo o que é redundante face à contundência da palavra exata, numa capacidade de fusão entre poesia discursiva e poesia imagética, de transmitir a rutura com o senso comum numa expressão lapidar, onde as palavras são, "em si mesmas, pura dinamite, uma permanente vertigem, uma constante transgressão." (cf. CRUZ, Gastão, A Poesia Portuguesa Hoje, 1999, pp.153-163).

Fonte: Infopédia. 

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Primeiro Teórico Musical.


PRIMEIRO TEÓRICO MUSICAL 

2500 – Surge o Primeiro Teórico Musical do MundoLing-Lun é o primeiro teórico musical que se conhece no mundo. Ele estabeleceu como base da música o sistema de cinco tons distintos, chamado escala pentatônica. É sumamente interessante ver como esta doutrina musical domina não somente a quase todos os povos asiáticos e alguns primitivos europeus, como a muitos grupos de indígenas africanos e americanos. Também chamam a atenção os nomes simbólicos que o sábio Ling-Lun deu as cinco notas, relacionando cada uma com uma classe social: Kong, a primeira e mais alta nota simbólica, o imperador; Chang, a segunda, significa ministro; Kio, a terceira, leva o sentido de população urbana; Tchi, a quarta, expressa os serviços públicos; e, finalmente, Yu, a última e mais baixa nota, representa os camponeses. Daqui se depreende que a escala chinesa é contrária a nossa, o que vale dizer, descendente. Pois também existia na china outro sistema tonal, posterior ao pentatônico e sumamente complicado; parece que nele já apareciam os doze semitons da nossa música. Por tudo isso e pelos raros documentos que nos legaram sobre os instrumentos chineses, tão desencontradas quão tristes e solenes, nada sabemos de sua música propriamente dita, que fez parte muito essencial de sua vasta civilização. 

Nota: Este trabalho é o resultado de uma pesquisa realizada pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 01, página 11.

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