domingo, 13 de novembro de 2011

Visita.


VISITA 

Na escassa penumbra da tarde, sonho. 
Vêm me visitar as fadigas do dia, os defuntos do ano, 
as lembranças da década, 
como uma procissão dos mortos daquela aldeia 
perdida lá no horizonte. 
Este é o mesmo sol, 
impregnado de miragens 
o mesmo céu
que presenças ocultas dissimulam 
o mesmo céu temido 
daqueles que tratam 
com os que se foram 
Eis que a mim vêm os meus mortos. 

Léopold Sédar Senghor 


Léopold Sédar Senghor (Joal-Fadiout, 9 de outubro de 1906 – Verson, 20 de dezembro de 2001) foi um político e escritos senegalês. Governou o país como presidente de 1960 a 1980. 

Senghor nasceu na cidade costeira de Joal. Seu pai, Basile Diogoye Senghor, era um comerciante católico da etnia serer, minoritária no Senegal. Sua mãe, Gnilane Ndiémé Bakhou, era muçulmana de etnia peul. O sobrenome de seu pai, Senghor deriva da palavra portuguesa "senhor"

Em 1928 foi estudar em Paris, onde entrou para a Sorbonne, lá permanecendo entre 1935 e 1939, tornando-se o primeiro africano a completar uma licenciatura nesta universidade parisiense. 

Como escritor, desenvolveu a Négritude (movimento literário que exaltava a identidade negra, lamentando o impacto negativo que a cultura europeia teve junto das tradições africanas). Nas suas obras, as mais engrandecidas são Chants d'ombre(1945), Hosties noires (1948), Ethiopiques (1956), Nocturnes (1961) e Elegies majeures (1979),. Sua obra tem como tema principal a cultura africana, que tanto ajudou a difundir, e o seu estilo como escritor se aproxima com a literatura francesa. 

Durante a Segunda Guerra Mundial esteve preso por dois anos num campo de concentração nazi e só depois é que os seus ensaios e poemas seriam publicados. 

Entre 1948 e 1958 foi deputado senegalês na Assembleia Nacional Francesa, sendo o primeiro negro a ocupar o cargo de deputado nessa Assembleia. 

Quando o Senegal foi proclamado independente, em 1960 - por conta de um apelo feito por Léopold ao então presidente da França Charles de Gaulle - Senghor foi eleito por uma unanimidade presidente da nova República, vindo a desempenhar o cargo ate final de 1980, graças a reeleições sucessivas. 

Defensor do socialismo aplicado à realidade africana, tentou desenvolver a agricultura, combater a corrupção e manter uma política de cooperação com a França. 

Fonte: Wikipédia. 

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10 comentários:

Sônia Silvino disse...

Por aqui, um grande recheio cultural!!!
Beijos, amigo!

Dja disse...

Olá
Bom diaaa!!

Que bom saber mais desses homens que fizeram e fazem a diferença no mundo.

ótimo domingo e meu carinho.
Beijo

Magia da Inês disse...

♡°
º✿
º° ♥✿
No fim do dia a fadiga e o descanso...
Boa semana!
Beijinhos.
Brasil
♥♡

Everson Russo disse...

Muito belo meu amigo...ótima semana pra ti....abraços.

Maria disse...

Uma visita triste e saudosa de alguém que pretendeu fazer a diferença lutando pelos seus ideais. Como sempre excelente.
Bom domingo e uma semana maravilhosa.
Beijinhos.
Maria

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Como sempre um belo poema, não conhecia e fiquei a saber de homens que lutam pela liberdade e muitas vezes esquecidos.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Flor da Vida disse...

Lindo e profundo poema!
Riquíssimo o teu post!!!

Amigo, carinhos de flor pra ti viu?
Beijos de Luz e Paz

Severa Cabral(escritora) disse...

Boa noite!
meu quase vizinho!
Kkkkkkkkkkkkkkkk
muito bom e construtivo esse post...para conhecimento cultural...
bjsssssssssssssss

。♥ Smareis ♥。 disse...

Oi Amigo, não conhecia o trabalho do Léopold Sédar Senghor . Obrigada pela leitura!Aqui aprendemos muito sobre os grande homens da Literatura. Beijos e ótima semana!

Raquel Lautenschlager Santana disse...

Poema MARAVILHOSO!!!

Ótima semana.

Beijos.

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