domingo, 10 de outubro de 2010

Libelo.


LIBELO

Não mais trarei justificações
Aos olhos do mundo.
Serei incluído
” Pormenor Esboçado ”
Na grande bruma.
Não serei batizado,
Não serei crismado,
Não estarei doutorado,
Não serei domesticado
Pelos rebanhos
Da terra.
Morrerei inocente
Sem nunca ter
Descoberto
O que há de bem e mal
De falso ou certo
No que vi.

Roberto Piva


Roberto Piva foi um poeta polêmico brasileiro, nasceu na cidade de São Paulo no dia 25 de setembro de 1937 e faleceu também em São Paulo, no dia 03 de julho de 2010, onde sempre viveu. Foi figura marcante na paisagem poética paulistana, através da publicação de poemas em vários meios e da participação pessoal em inúmeros eventos. Sua produção é composta por recortes de jornais, livros, periódicos, fotografias, manuscritos e documentos diversos. Integrou a Antologia dos novíssimos (Massao Ohno, SP-1961) e 26 poetas hoje (org. Heloísa Buarque de Holanda, Labor, RJ-1976, 1.a edição / Aeroplano, RJ-1998, 2.a edição). Publicou os livros de poemas Paranóia (Massao Ohno, SP-1963 / Instituto Moreira Salles, SP-2000, 2a. edição), Piazzas (Massao Ohno, SP-1964, 1a. edição / Kairós, SP-1980, 2a. edição), Abra os olhos e diga ah! (Massao Ohno, SP-1975), Coxas (Feira de Poesia, SP-1979), 20 poemas com brócoli (Massao Ohno/Roswitha Kempf, SP-1981), Quizumba (Global, SP-1983), Antologia poética (L&PM, RS-1985) e Ciclones (Nankin, SP-1997). Todos esses livros foram reunidos em três volumes publicados pela Editora Globo: Um estrangeiro na legião, Mala na mão & asas pretas e o recém-lançado Estranhos Sinais de Saturno.

Fontes: http://www.overmundo.com.br e Wikipédia.

11 comentários:

Sônia Silvino disse...

Muito interessante; uma aula de Literatura como sempre!
Beijocas, muitas!

Rosane Marega disse...

Esse é o Rosemildo, sempre nos ensinando coisas maravilhosas.
Beijosssssssss

Zélia Guardiano disse...

Rosemildo
Feliz da vida com sua visita e com sua inscrição no rol de seguidores do meu modesto espaço, vim agradecer e encantei-me com tudo, aqui.
Virei sempre!
Também sigo-o, se me permite...
Grande abraço!

Everson Russo disse...

Sempre bom aprender por aqui meu amigo,,,e descobrir novos caminhos e versos,,,abraços de bom domingo e um belo feriado...

Andri Alba disse...

Pues este poema es bastante bueno. Me gustó mucho leerlo. Y el hecho de que el autor sea polémico, no le quita lo bueno en su talento. Verdad?

Te de un abrazo inmenso y un beso, y saludos. Que tengas bonito comienzo de semana. Bendiciones.

Andri

Lu Nogfer disse...

Ola amigo!

O cara nao era pouca coisa nao!Imagina só que legado!
Os grandes poetas brasileiros sao o orgulho de nossa naçao!

"Morrerei inocente
Sem nunca ter
Descoberto
O que há de bem e mal
De falso ou certo
No que vi."
LINDO E VERDADEIRO

Beijos!

reltih disse...

tremendo mensaje!!!!
un abrazo

Antonio Carlos disse...

Olá, belo poema, às vees seria bom viver sem saber o que é certo e errado. Abraços

Flor da Vida disse...

Creio que essa é uma das melhores formas de se viver... Sabendo o certo sofremos muito com o errado, e se erramos mesmo sem saber também sofremos até o certo acontecer... Bom, amei esse reflexivo poema! Mais uma vez obrigada por compartilhar!
Carinhos... Bjsss

Sônia Silvino disse...

Tenha uma linda semana!
Beijocas! Muitas!

Livinha disse...

...E assim eu encerro.

Acho que já não existe mais esperança... Será que um dia já houve meu amigo?

Taí, eu endosso tudo o que ele disse. Tapemos os ouvidos, freiemos nossas línguas e fechemos os olhos. Assim melhor de nada saber, sairemos invictos.

Mto bom!

Bjs

Livinha

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