terça-feira, 14 de setembro de 2010

A Maria Ifigênia.


A MARIA IFIGÊNIA

Em 1786, quando completava sete anos.

Amada filha, é já chegado o dia,
em que a luz da razão, qual tocha acesa
vem conduzir a simples natureza,
é hoje que o teu mundo principia.

A mão que te gerou teus passos guia,
despreza ofertas de uma vã beleza,
e sacrifica as honras e a riqueza
às santas leis do filho de Maria.

Estampa na tua alma a caridade,
que amar a Deus, amar aos semelhantes,
são eternos preceitos da verdade.

Tudo o mais são idéias delirantes;
procura ser feliz na eternidade,
que o mundo são brevíssimos instantes.

Alvarenga Peixoto


Inácio José de Alvarenga Peixoto, nascido em 1744, no Rio de Janeiro, morreu a 27 de Agosto de 1792, em Ambaca, em Angola, e figura entre os nomes grandes do arcadismo brasileiro.

Inácio José de Alvarenga fez grande parte da sua vida em Portugal, onde estudou com os jesuítas antes de, em 1760, ir para a Universidade de Coimbra, onde se doutorou em Leis, em 1767. No ano seguinte, começou a utilizar no seu nome literário o sobrenome Peixoto. A partir de 1769 passou a publicar poesia, embora em vida não tenha editado nenhum livro.

Em Portugal, conviveu com poetas como Basílio da Gama, Caldas Barbosa e Tomás António Gonzaga.

Foi juiz em Sintra antes de regressar ao Brasil em 1775, onde exerceu o cargo de ouvidor da Comarca de Rio das Mortes, assim como se dedicou à agricultura e à mineração. Dez anos mais tarde, foi nomeado coronel do 1º Regimento de Cavalaria da Campanha do Rio Verde. Entretanto, em 1881, havia casado com a poetisa Bárbara Eliodora, a quem dedicou muitos dos seus versos.

Em 1789, juntamente com o seu parente Tomás António Gonzaga, participou no movimento nacionalista Inconfidência Mineira, em protesto contra os pesados impostos que o reino obrigava a pagar. Em consequência disso, foi preso na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, e condenado à morte. No entanto, três anos mais tarde, acabou por partir para o exílio em Angola, onde morreu pouco depois de chegar, em 1792.

As suas composições poéticas foram reunidas por Joaquim Norberto, em 1865, no livro Obras Poéticas e reproduzidas praticamente um século depois, em 1964, na antologia Poesia de Ouro, um trabalho coordenado por Péricles Eugénio da Silva Ramos. Entretanto, em 1960 havia sido publicada Vida e Obra de Alvarenga Peixoto, a mais completa colecção de cartas e documentos do autor, numa organização de M. Rodrigues Lapa.

Alvarenga Peixoto, que também assinou com os pseudónimos Alceu e Eureste Fenício, enquanto elemento da Arcádia Mineira, terá ainda escrito uma obra chamada Eneias no Lácio, um drama lírico que entretanto desapareceu.

Fonte: http://www.infopedia.pt

14 comentários:

reltih disse...

hermosas, bellas letras las que nos compartes.
un abrazo

Amor feito Poesia disse...

Eu quero um punhado de estrela madura
Eu quero a doçura do verbo viver.

(Caio F. Abreu)

Saudações Poéticas!! M@ria

Wanderley Elian Lima disse...

Belos ensinamentos em forma de poema. Os poetas líricos hoje já não existem mais, o mundo mudou e o poema também.
Grande abraço

Valéria Sorohan disse...

Que linda dedicação que o poeta fez a filha. "procura ser feliz na eternidade,
que o mundo são brevíssimos instantes". Demais!

BeijooO*

Everson Russo disse...

Poema cheio da delicadeza do conduzir da vida...abraços amigo e um belo dia pra ti.

Maria Bonfá disse...

lindo poema.. vc sempre me encanta.. obrigada pelo carinho. eu estou tão desnaturada né? amigo não está sendo facil.. beijã

Fatima disse...

Ah,
chorei!
ando assim, chorona!!!!
Bjs.

Chica disse...

Lindíssima POESIA que ele dedicou à filha!abração,lindo dia e tudo de bom,chica

Graça Pereira disse...

Estes são os melhores ensinamentos que um pai pode deixar a sua filha!
O mundo são realmente brevissimos instantes que, muitas vezes, nem temos noção deles...
Um poema belissimo que nunca passará de moda porque as coisas de valor...têm um brilho que jamais se apagará.
Obrigada por nos dar a conhecer a vida deste poeta que foi a vida de um homem sofredor!
Beijo e boa semana.
Graça

Livinha disse...

Um ode a despedida?
Subtendi e não tenho mais palavras, quando o amor é um trem de ferro, que não se ver ao fim da linha, quando ela nunca se acaba....

Linda tarde pra ti meu amigo

Bjs

livinha

Déia disse...

Poema que ensina... sempre os melhores!

bj

Anônimo disse...

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abraço

Gislãne disse...

Gosteiii do poema, bela escolha

MEUS POEMAS disse...

Oi querido, passei pra agradecer e te deixar um beijo!
Gena

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