quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Descoberta da Insulina.


DESCOBERTA DA INSULINA

1922 – É descoberta a insulina (substância extraída do pâncreas do boi), pelo cientista canadense Frederick G. Banting. Trata-se dum produto bioquímico, que favorece a utilização dos hidratos de carbônio pelo organismo e empregado no tratamento da diabete. Banting extraia pâncreas de cães, carneiros, porcos e vacas, que lhe forneciam insulina. A 14 de novembro de 1921 apresentou o Journal Club do Departamento de Fisiologia o seu primeiro trabalho completo, com dispositivos mostrando gráficos de glicemia. Bastava agora saber a proposta definitiva com a aplicação da insulina em seres humanos. Leonard Thompson, de 14 anos, morava do outro lado da rua do Hospital Geral de Toronto. Há dois anos a diabete o torturava. Pesava 29 quilos. Levantava com dificuldade a cabeça do travesseiro. Em janeiro de 1922 Banting aplicou-lhe a injeção. Leonard sarou. Criou vida nova. Foi o primeiro caso de cura. Daí em diante, dezenas, centenas, milhares de pessoas passaram a curar-se com insulina. A primeira recompensa de Banting foi o Prêmio Reeve – 50 dólares. Em seguida o Parlamento Britânico lhe concedeu uma pensão vitalícia de 7.500 dólares. Em 1923 recebeu o Prêmio Nobel. Banting, que é canadense, tratava de seus clientes no Hospital Geral de Toronto. Um dia, na Universidade, disse a um seu colega, que iria concentrar seus planos na pesquisa. Isto se passou num dia invernoso de fevereiro de 1941. Mas seu ideal não se realizou. Três dias depois, então major Sir Frederick Banting, trabalhava em problemas de medicina aviatória. Encontrava-se a bordo dum bombardeiro bimotor. Fazia uma viagem para a Inglaterra. Em pleno voo o avião é castigado por uma tremenda tempestade de neve. Cai numa floresta, perto de Musgrave Harbor, na Terra Nova. Banting ficou com as costelas esmagadas. Em consequência disto perfurou-lhe o pulmão. O piloto, único sobrevivente, estorcia-se em dores. Banting arrastou-se como pode. Empregou o resto de suas forças para curar-lhe as feridas. Vendo-o salvo, deitou-se nas ramagens dum pinheiro, sobre a brancura das neves e dormiu para não mais acordar.

Nota: Este trabalho é o resultado de pesquisas realizadas pelo ilustre professor Elias Barreto e publicado pela Enciclopédia das Grandes Invenções e Descobertas, edição de 1967, volume 4, páginas 681/683.

9 comentários:

Ira Buscacio disse...

Furtado,
Vc sempre nos presenteando com coisas boas.

bjinho

reltih disse...

muchas gracias por compartirnos esta información.
un abrazo

Wanderley Elian Lima disse...

E essa descoberta, salva milhões de vidas, por esse mundo a fora.
Abração

Valéria Sorohan disse...

Que legal, esses dias eu fiquei sabendo como foi a descoberta da penicilina.

BeijooO*

Everson Russo disse...

Uma grande descoberta que ao certo salva vidas...abraços de bom dia pra ti amigo.

REGGINA MOON disse...

Furtado,

Que grande descoberta!!!A medicina deu um passo gigantesco...bela postagem!!Como sempre, muito informativas, adoro!

Um grande beijo e bom dia!!

Reggina Moon

**Tem selinho (F/M) no Verso & Prosa...

Maria Valadas disse...

Uma descoberta que veio salvar muitos seres humanos.

Como sempre... visitar-te e ler-te é um grande prazer, Furtado.

beijo meu.

Maria

Rosane Marega disse...

Que texto maravilhoso!
Como sempre!
Beijos em teu coração

MEUS POEMAS disse...

Que maravilha, adorei!
Obrigada por suas palavras em meu blog meu amigo!
Bjs pra vc!
Gena

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