quinta-feira, 18 de março de 2010

Renúncia.

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RENÚNCIA

Renunciar. Todo o bem que a vida trouxe,
toda a expressão do humano sofrimento.
A gente esquece assim como se fosse
um voo de andorinha em céu nevoento.

Anoiteceu de súbito. Acabou-se
tudo... A miragem do deslumbramento...
Se a vida que rolou no esquecimento
era doce, a saudade inda é mais doce.

Sofre de ânimo forte, alma intranquila!
Resume na lembrança de um momento
teu amor. Olha a noite: ele cintila.

Que o grande amor, quando a renúncia o invade,
fica mais puro porque é pensamento,
fica muito maior porque é saudade.

Olegário Mariano.

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Olegário Mariano Carneiro da Cunha nasceu no Recife, em 24 de março de 1889, e mudou-se para o Rio de Janeiro no primeiro decênio do século; freqüentou a roda de Olavo Bilac, Guimarães Passos, Emílio de Meneses, Coelho Neto, Martins Fontes e outros. Estreou na vida literária aos 22 anos com o volume Ângelus, em 1911. Sua poesia falava de neblinas, de cismas e de sofrimentos, perfeitamente identificada com os preceitos do Simbolismo, já em declínio. Foi inspetor do ensino secundário, censor teatral, secretário de embaixada na missão Melo Franco (1918, Bolívia), representante à Constituinte de 1934, deputado federal, ministro plenipotenciário nos Centenários de Portugal (1940), embaixador no mesmo país (1953-1954). Foi tabelião de notas e oficial do Registro de Imóveis no Rio, e faleceu em 28 de novembro de 1958. Pertenceu à Academia Brasileira de Letras e à Academia de Ciências de Lisboa.

Fontes: “Poesia Parnasiana” Antologia – Edições Melhoramentos – 1967 e Academia Brasileira de Letras.

7 comentários:

EDUARDO POISL disse...

Lindo poema!!!

"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."
José Saramago

Obrigado pela amável visita.
Abraços com carinho

Valéria disse...

É verdade a noite ele cintila mesmo! muito lindo.

BeijooO'

Chica disse...

Mais uma linda poesia!abração,lindo dia!chica

ONG ALERTA disse...

As pessoas estão esquecendo o verdadeiro significado da vida...paz.

Confesso disse...

Saudades de amor... Lembranças do que foi, o querer de novo... Mais, sempre mais...

Lindo!


Beijos confessos

Everson Russo disse...

O amor em si já é uma grande renuncia,,,,forte abraço amigo e uma bela tarde pra ti.

Livinha disse...

Ô meu amigo,
hoje estou assim, sofrendo, sofrendo,
tudo porque não jogo fora os
pensamentos...
Renúncia, palavra simples, e tão bela,
simples porque não cabe no coração dos homens, ainda tão viciados na matéria e bela, porque humildade,
na tela de muitos ainda inexiste e eu sou uma que ainda sofre, por não ter conquistado esse bem imperecível, por tão ainda dura que me sinto.
Como manter no pensamento sem sofrer? sinceramente eu gostaria até mesmo de esquecer. Pensar sem ter é tão massacrante, que a renúncia passa longe desse divinal do bem querer...
A travessia tem sido exaustante, que fico aqui a pensar, quanto me falta ainda galgar, para subir na nave de viagem, escorada lá no horizonte, a me esperar...

Desculpe eu pelas baboseiras, mas as vezes tenho a sensação de que não sou eu que busco momento como estes, mas outros pontos que visualizo da janela, que me chamam a atenção, pra acentuar ainda mais meus burilamentos...
O poema de tua postagem me soou assim, e foi um dos mais lindos que já li aqui no teu recanto, talvez porque esteja batendo comigo,
nestas horas extensivas vãs..

Parabéns, linda escolha

Bjs
Livinha
Olha o fim de semana pintando aí, quem segura esse tempo que só corre, corre, corre...
Perdoe, a tua pagina não é lugar de desabafos, mas Livinha nunca se contém, elas saem espontâneas, batem asas e voam, mas nunca me levam com elas...

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