sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Solidariedade.

http://leobarbosa.zip.net/images/Multidao_de_costas.jpg

SOLIDARIEDADE

Sou ligado pela herança do espírito e do sangue
Ao mártir, ao assassino, ao anarquista,
Sou ligado
Aos casais na terra e no ar,
Ao vendeiro da esquina,
Ao padre, ao mendigo, à mulher da vida,
Ao mecânico, ao poeta, ao soldado,
Ao santo e ao demônio,
Construídos à minha imagem e semelhança.

Murilo Mendes.

http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/img/murilo_mendes.jpg

Murilo Monteiro Mendes nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, no dia 13 de maio de 1901. Ainda menino, transfere-se para Niterói, onde conclui seus estudos secundários. Em 1953 muda-se para a Europa, percorrendo vários países. Falece em Lisboa, Portugal, no dia 13 de agosto de 1975.

Murilo Mendes é um poeta de curiosa trajetória no Modernismo brasileiro: das sátiras e poemas-piadas ao estilo oswaldiano, caminha para uma poesia religiosa, sem com isso, perder contato com a realidade social; o próprio poeta afirma que o social não se opõe ao religioso. Tal fato lhe permite acompanhar todas as transformações vividas pelo século XX, quer no campo econômico e político – a guerra foi tema de vários de seus poemas – , quer no campo artístico, sendo o poeta modernista brasileiro mais identificado com o Surrealismo europeu.

Já em seu livro de estréia – Poemas (1930) – apresenta novas formas de expressão, versos vivíssimos e livre associação de imagens e conceitos, características presentes em toda a sua trajetória poética.

A partir de Tempo e eternidade (1935), escrito em parceria com Jorge de Lima, Murilo Mendes parte para a poesia religiosa, mística, de “restauração da poesia em Cristo”. Sua obra ganha em densidade, uma vez que, ao lado de um dilema entre poesia e Igreja, o finito e o infinito, o material e o espiritual, o poeta não abandona a temática social. Surge daí a consciência do caos, de um mundo esfacelado, de uma civilização decadente: uma constante na obra de Murilo Mendes. O trabalho do poeta é tentar ordenar esse caos, utilizando-se para isso do trabalho poético, sua lógica, sua criatividade, sua libertação. São significativos os títulos de seus livros: A poesia em pânico, O visionário, As metamorfoses, Mundo enigma, Poesia liberdade.

Fonte: “Língua, Literatura & Redação” – 2ª edição – Editora Scipione – 1995.

13 comentários:

MARIA L. BÓZOLI disse...

Linda postagem meu amigo! Obrigada por compartilhar.
Agradeço suas visitas. BOm dia e ótima sexta....M@ria

Silvana Nunes .'. disse...

Bom dia.
Agora você me deu água na boca. Eu também adoro cozinhar. Manda essa receita para mim. Eu adoro bolo de milho.
silnunes@gmail.com

Valéria disse...

Solidariedade é sempre um bom tema.

BeijooO' e bom final de semana.

POESIA CÁ E LÁ disse...

Bom dia!
Vim repor minhas energias poéticas.
Aproveito pra desejar bom final de semana.

Beijo ternurento

Clau Assi

Everson Russo disse...

Muito belo,,,somos todos iguais nesse mundo, nessa vida,,,solidariedade é um bem que nos move ao amor...abraços e um belo final de semana pra ti.

Déia disse...

Lindo poema!

Ser solidário e ligado aos outros sem um motivo aparente, é realmente algo mágico.

bj

reltih disse...

tremendo punto de vista!! me encanto.
un abrazo

Felina Mulher disse...

Solidariedade é tudo, talves por isso a guerra tenha sido tema da maioria de seus poemas.

Saudades de ti Furtado.


beijos_________Felina.

Sonhadora disse...

meu amigo
como sempre uma bela postagem, completa.

beijinhos
Sonhadora

Andresa disse...

Solidariedade,
se fosse praticada na real, não haveria guerra, briga, discusão.....
Infelismente ha muitas pessoas egoista, e outras que conseguem ser levadas pela ambição.
Nos temos um papel muito pequeno, mas se unirmos nosso solidaredade poderia fazer uma grande diferença


um otimo final de semana
Bjs
Andresa

Livinha disse...

É bem verdade o que o poeta diz:
Somos ligados, ligados estamos, quando temos de tudo um pouco encrostrado espiritualmente, se assim não fosse, não haveria sentido vir aos confins desse mundo,
nessa presilha carnal, que é o nosso confinamento.
Todos nós temos um pouco, de anjo, de medico de louco. O melhor de tudo é saber que o puro não se torna rústico, pois que a verdadeira razão é do rústico a trasformação em pureza humana. Eis as nossas igualdades ainda tão rusticas, passando por cima das diferenças. Então nesse processo de aprimoramento, embora lento, haverá o encontro da igualdade, quando todos a seu tempo tornaremos-nos anjos de verdade...
Portanto sejamos solidários, a boas atitudes começa pela caridade por isto está dito: Muitos serão chamado, poucos os escolhidos. Vmos lá, nada custa e faz um bem danado.

Pequenas palavras do poeta com um sentido imenso e profundo.

Adorei!
Belas escolhas meu amigo, como sempre.

Bjss e lindo FDS pra ti junto aos
teus
Bjs
Livinha

Ps: Tá escutando o carro ligado? rsrss, hoje estou na visita, ufa essa blogosfera, não dá pra andar a pé...
Fuiiiiiiiii!!!

Wanderley Elian Lima disse...

De tudo temos um pouco, de todos somos um pouco.
Grande abraço

Lou Witt disse...

Braços e abraços
e diante de mim
a solidariedade do mundo.
Quem disse que o amor
está em desuso?
Lágrimas compartilhadas
sofrimento repartido.
Quem falou que a dor
não pode ser dividida?
Não quero o exílio interno
quero a fraternidade oferecida.

Lou Witt

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