terça-feira, 19 de maio de 2009

O boato

O BOATO
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A conversa corre célebre pela cidade. Nas esquinas, nas lojas, em qualquer lugar. Em toda parte formam-se grupinhos de amigos para os costumeiros e, às vezes, escandalosos mexericos. Os comentários crescem, os pormenores passam a ter feições aparentemente verídicas. A partir daí, a patranha toma forma de algo quase irrefutável. Enfim, através dessa conversação infame, coadjuvada por um malabarismo de fortes efeitos psicológicos, a reputação de alguém está sendo impiedosamente estraçalhada. O que é verdadeiramente lamentável.

O fato insidioso, altamente difamatório, é que ao se investigar os rumores, procurando fielmente encontrar as origens da atoarda, dificilmente se encontrará quem a iniciou. Entretanto, se alguém deveras persistente teimasse em descobrir a procedência da torpe e destruidora balela, de imediato perder-se-ia no labirinto bem urdido da intrujice...

O inusitado em tudo isso é que pessoas consideradas sérias, muitas vezes, aceitam a chocalhice com absoluta naturalidade. Alguns, ainda acrescentam ao boato outros detalhes, procurando torná-lo mais verossímil. E assim, a endrômina passa a ter conotação de algo praticamente irrefutável. Com novos alentos difamatórios, o mexerico vai rolando de conversa em conversa, crescendo sempre e, aqui e ali, amealhando os aspectos mais degradantes. Somam-se um sorriso, um gesto, outro inocente detalhe, uma palavra ou um simples olhar e a imaginária trama é diligentemente urdida. O boato está feito, irremediavelmente criado e, sob todos os aspectos, altamente arrasador.

Pensemos, antes de falar sobre a pressuposta reputação de alguém, com marcante serenidade e elevada consciência. Não nos acomodemos diante de ferinas agressões que covardemente são assacadas contra os nossos semelhantes, independente de os conhecermos ou não. Não devemos aceitar os boatos, mesmo contra as pessoas com as quais, infelizmente, não temos um bom relacionamento.

Precisamos sempre nos manter vigilantes a fim de não nos envolvermos em conversa eivada de sentimentos de agressão, inverdades ou dúvidas. A ação torpe, vil, mesquinha e covarde do boato tem causado inúmeras infelicidades, pois, de forma propositada e abusiva, distorce o mais simples conceito de verdade.

Em nome do bem e do elevado bom senso, serenamente cuidemos de nossa vida e por todos os meios ao nosso dispor, evitemos prejudicar os outros. Procuremos não aceitar o boato que, normalmente, distorce a verdade dos fatos, prejudicando as pessoas, nossas amigas ou não.


Otacílio Negreiros Pimenta
In Memorian

7 comentários:

Ana disse...

Muito obrigada pela sua visita!!!
Eu tenho tamben www.lefleurdumal.blogspot.com

VOLTE QUANDO QUISER E COMENTE QUANDO PUDER!!

M. Nilza disse...

Feliz com sua irreverente visita. Volte sempre.

Gostei daqui tbm.

Beijos

Guru Martins disse...

...salve Rosemildo!!!
muito bom tudo por aqui,
bem vindo ao balaio.

aquele abraço

Vivian disse...

...lembrei-me da frase:

"é boato,
ou será fato?"

a "pobreza humana se alimenta
de fofocas e boatos".

que pena isso.

bjbj

Chá das Cinco disse...

Eu gostei muito do seu Blog!
Eu li e resolvi ficar por aqui ok?
Espero que goste do meu também.
Um grande abraço
Gemária Sampaio

Ana disse...

Rosemildo!!Obrigada pela sua visita Volte sempre!!!... Muito legal seu blog, Obrigada por sua visita, seus trabalhos continuam maravilhosos!!! Amé seu blog, Rosemildo...Um grande abraço e parabéns...

Regina d'Ávila disse...

Oi!! Adorei sua visitinha...e amei seu blog..uma delícia.
Realmente, estes "mal-entendidos" são perigosos. Lembrei-me de uma brincadeira de criança que se chamava "telefone"..no final a frase estava totalmente errada. Conhece esta brincadeira?
Super beijos
e um lindo final de semana.

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